Fernando Haddad foi a novidade no debate da TV Aparecida

No quarto debate televisivo entre os candidatos à presidência, Fernando Haddad (PT) foi a novidade. Nos debates anteriores, nem ele, nem Lula puderam participar.

O debate promovido pela Igreja Católica foi morno. Pouco se destacou além das alfinetadas já habituais entre os candidatos progressistas e os de direita.

As ausências de Jair Bolsonaro (PSL) e do Cabo Daciolo (Patriota) acabaram tirando o toque “bizarro” que os dois candidatos da extrema direita poderiam conferir ao encontro.

Nas perguntas entre os candidatos, a apresentadora Joyce Ribeiro sorteou quem perguntava e quem respondia.

Alvaro Dias começou se enrolando e não conseguiu fazer uma pergunta no seu tempo de 30 segundos. Na resposta, Boulos propôs o fim do financiamento privado de campanhas e partidos políticos.

Marina Silva perguntou para Ciro Gomes sobre o acesso de remédios para a população carente. Sem polêmica, Marina acabou fazendo a pergunta para ela mesma, para poder, na réplica, falar sobre sua proposta no setor.

Haddad perguntou para Alckmin sobre as medidas do governo Temer que tiveram apoio do PSDB: a reforma trabalhista e o teto de gastos. Alckmin, ao invés de responder, retomou o assunto da corrupção tentando empurrar a culpa de todos os problemas do país ao PT. Haddad prometeu revogar a reforma trabalhista e o teto de gastos.

Meirelles peguntou para Haddad, mas ele não ouviu a pergunta por problemas técnicos. Mesmo assim, o candidato do PT não perdeu o ritmo e elogiou a iniciativa da CNBB em se posicionar contra a reforma trabalhista de Temer, Meirelles e do PSDB.

Na réplica, Meirelles quis assumir como seu o sucesso dos dois mandatos do presidente Lula.

Nas perguntas restantes, os candidatos quase sempre “jogaram para cumprir tabela”; tentando evitar complicações.

No balanço final, destacou-se Fernando Haddad, qualificando-se para seguir na disputa contra Jair Bolsonaro, que devem seguir para o segundo turno, como indicam as pesquisas eleitorais até o momento.

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