“Operação Limpol” provoca demissão de aliados de Beto Richa no governo do Paraná

Idealizada pela governadora Cida Borghetti (PP), a “Operação Limpol” está provocando demissões de aliados do ex-governador Beto Richa (PSDB). Quase todos os principais homens do tucano ou foram exonerados ou pediram para sair em virtude das “vassouradas” recentes da mulher do ex-ministro da Saúde Ricardo Barros (PP).

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O primeiro a ser demitido foi o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, que ocupava a diretoria de Gestão Empresarial da Copel (Companhia de Abastecimento), flagrado em áudios comprometedores que são investigados pela lava jato (propina da Odebrecht).

Nesta segunda-feira (28), também caiu antecipando-se à “Operação Limpol” o secretário de Estado do Planejamento Juraci Barbosa — conhecido operador financeiro nas campanhas de Beto Richa.

Hoje (28) foi a vez de o secretário do Cerimonial e Relações Internacionais, Ezequias Moreira, também ex-chefe de gabinete de Richa, pedir demissão. Ele é investigado no caso da Sogra Fantasma e na Quadro Negro (desvio de verbas da educação).

Há, ainda, uma lista para ser “faxinada” nos próximos dias. A saber: Fábio Delazen (diretor da Copel); Fernando Ghignone (secretário de Administração); e a ex-primeira-dama Fernanda Richa (secretária da Família).

“A Operação Limpol está apenas começando”, afirma um palaciano ouvido pelo Blog do Esmael.

“Não aceitarei desvio de conduta de nenhum membro do governo”, disse a governadora Cida Borghetti durante criação, no começo do mês, da Divisão de Combate à Corrupção no Governo do Paraná.

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