Centrais convocam greve geral a partir de 5 de dezembro contra o fim da aposentadoria

O K-suco vai ferver no país a partir de 5 de dezembro, quando as centrais sindicais entrarão em greve geral, por tempo indeterminado, contra a reforma da previdência, qual seja, o planejado fim da aposentadoria dos trabalhadores brasileiros.

As oito mais importantes centrais — CUT, CTB, CSB, CSP, UGT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central — se uniram contra a nefasta reforma previdenciária de Michel Temer.

A reforma da previdência está para os bancos assim como o leilão do pré-sal esteve para a Shell, cuja privatização beneficiou a petrolífera estrangeira em R$ 1 trilhão em desfavor aos brasileiros.

A greve vai focar nos deputados que se preparam para votar o fim da aposentadoria na Câmara. A matéria deverá entrar em pauta entre os dias 5 e 7 de dezembro.

Pelo texto do governo, as idades mínimas para aposentadoria serão de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens. Além disso, o tempo mínimo de contribuição previsto no texto é de 15 anos para os trabalhadores do regime geral, ante os 25 anos previstos na proposta aprovada na comissão especial. Para os servidores públicos, o tempo mínimo permanecerá em 25 anos. Nos dois regimes, os trabalhadores que quiserem receber o teto da aposentadoria terão de contribuir por 40 anos.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, o desmonte da Previdência agrava ainda mais a situação dos trabalhadores que já foram duramente atacados com o desmonte da CLT.

“A reforma Trabalhista legalizou o bico e muitos trabalhadores perderam os direitos e, em muitos casos, receberão menos do que um salário mínimo. Se já estava quase impossível contribuir para se aposentar, imagine com essa nova proposta de reforma da Previdência”, diz Vagner.

Resumo da ópera: ou você para agora ou morrerá de tanto trabalhar.

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