Operação Quadro Negro devasta o Palácio Iguaçu

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O chefe da Casa Civil, deputado licenciado Valdir Rossoni (PSDB), é apontado pelo Ministério Público como “cabeça” de desvios de verbas e fraudes na construção de escolas do Paraná.

Segundo os promotores de Justiça, Rossoni é quem “inventou” a empreiteira Valor na Prefeitura de Bituruna durante a gestão do filho dele, Rodrigo Rossoni, do município do Sudoeste.

O esquema era montado com a “devolução” de recursos orçamentários da Assembleia Legislativa por meio daqueles “chequões” sem fundo entregues ao governador Beto Richa (PSDB). Na época, quando Rossoni presidia a ALEP, o Blog do Esmael desmascarou o truque e alertou que se tratava de um engodo do tucanato.

Aliás, Rossoni mantinha seu escritório de deputado no mesmo endereço da PB Construtora, empresa de fachada do mesmo dono da Valor, Eduardo Lopes de Souza.

A delação premiada do dono da Valor Construtora é um caso à parte porque poderá modificar a cena política paranaense das próximas gerações. “Não sobrará pedra sobre pedra no governo de Beto Richa”, confidenciou recentemente ao Blog do Esmael um integrante da equipe do tucano.

Também estão enrolados nos desvios o deputado Plauto Miró (DEM), 1º Secretário da Assembleia Legislativa, e o atual presidente da Casa Ademar Traiano (PSDB).

Há duas semanas, o procurador-geral da República Rodrigo Janot homologou a explosiva delação de Vanessa Domingues, considerada “laranja” da empreiteira Valor. Ela entregou o modus operandi e os atores, que, além de Richa, Rossoni, Plauto e Traiano, envolvem ainda o deputado Tiago Amaral (PSB), o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Durval Amaral, e o irmão do governador José “Pepe” Richa (PSDB).

Conforme apuraram os promotores, o braço público na falcatrua era Maurício Fanini que se utilizava da amizade com Beto Richa para espalhar escolas fantasmas pelo estado.

De acordo com a Operação Quadro Negro, foram desviados da Secretaria de Estado da Educação cerca de R$ 20 milhões. Para ressarcir os cofres públicos, o MP pede R$ 41 milhões em danos morais e materiais por fraudes na construção de escolas.

O Blog do Esmael registrou em primeira mão, há dois anos, o escândalo e a consequente queda da cúpula da Educação do Paraná na época.

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