Por Esmael Morais

Richa e Greca planejam usar PM para massacrar servidores na segunda-feira

Publicado em 22/06/2017

Um oficial da PM ouvido pelo Blog do Esmael, que não quis se identificar por motivos óbvios, disse que o comando da polícia está preparando algo ‘similar’ ou ‘mais severo’ que 29 de abril de 2015. O policial se refere ao massacre em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, quando 213 professores e funcionários públicos ficaram feridos.

Na última segunda (20), em frente à Câmara Municipal, houve apenas uma pequena amostra do que vem por aí. “O melhor está por vir”, deve rir a dupla — Greca e Richa — ante ao anunciado massacre.

O clima de guerra não é só na retórica. A coordenadora-geral do Sismuc, Irene Rodrigues, foi barrada na tarde desta quinta-feira (22) no setor de placas da Secretaria de Trânsito (SETRAN), que fica na região do CIC (Sul da capital). No entanto, mesmo sob ameaça, ela não se deu por vencida e convocou os trabalhadores da área para a manifestação de segunda-feira.

“Queremos, no mínimo, que Greca retire de pauta o pacotaço”, pede a dirigente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba, que releva o aumento da adesão ao movimento contra o pacotaço.

Por sua vez, Greca tem dito que não recua de votar as medidas na segunda-feira. Ele luta contra o relógio, haja vista que a Câmara entrará em recesso no mês de julho.

Sem força nos argumentos, sem apoio político para retirar direitos do funcionalismo, Greca parte para a força bruta com o apoio de Richa.

Há algo muito podre no “Reino de Curitiba”, diria Shakespeare.

Como pode o judiciário autorizar a PM utilizar da violência contra servidores que lutam por direitos?

Magistrados têm banalizando o instituto do ‘Interdito Proibitório’ ao concedê-lo para forçar consenso que não existe acerca da retirada de direitos de trabalhadores.

Como podem policiais sérios se submeterem a essa vergonha nacional, de reprimir trabalhadores, sob ordens de um governo corrupto?

A centenária PM tem sido usada constantemente para massacrar trabalhadores, impor a vontade política do governante de plantão, ao invés de cumprir seu papel de polícia administrativa, em caso de manifestações, ou repressão à criminalidade, nas ruas, quando não puder atuar preventivamente.

Acerca do pacotaço

Os sindicatos elencam 5 motivos para ser contra as medidas de Greca:

1. O saque que o prefeito pretende fazer na previdência é ilegal e coloca em risco a aposentadoria dos servidores municipais;

2. Parecer da Assessoria Jurídica da Câmara Municipal, do Tribunal de Contas e do Ministério da Fazenda condenaram o saque por ser inconstitucional;

3. O prefeito quer aprovar os projetos na base do tratoraço, sem debate com a população. Até o Ministério Público recomendou que o regime de urgência fosse retirado;

4. O pacotaço congela salários e planos de carreira dos servidores, enquanto contratos com suspeita de superfaturamento permanecem protegidos; e

5. Mexe no bolso da população mais pobre, mas mantém altos salários para mais 440 cargos comissionados.