“Os ‘Dias’ eram assim”

Publicado em 18 junho, 2017
Compartilhe agora!

Tem abelhudo vasculhando arquivos para mostrar, se preciso, em 2018, que as companhias dos irmãos Dias vão ‘além’ da do Hugo Henrique — o simpático cãozinho que derrotou Ricardo (PCdoB) e Marcelo Almeida (PMDB) na disputa pelo Senado em 2014.

Alvaro Dias (PV) foi reeleito ao Senado graças à troca de apoio com o governador Beto Richa (PSDB). Esqueceu tudo que dissera antes do então correligionário para garantir sua continuidade em Brasília.

Agora, em 2018, as posições se invertem, mas a situação se repete.

O ex-vice-presidente do Banco do Brasil Osmar Dias (PDT), irmão de Alvaro, é quem costeia o alambrado de Beto Richa, que sonha com o Senado. O pedetista quer herdar a máquina estadual para chegar ao Palácio Iguaçu.

Alvaro e Osmar, o Abel e Caim, contrariando o apelido que receberam nas planilhas da Odebrecht, juram que não disputarão um contra o outro nem se deixarão feridos na estrada. Ou seja, irão para o combate na mesma trincheira.

O diabo é que Alvaro patina nos 2% das intenções de voto para a Presidência da República e Osmar, depois da citação na delação da Odebrecht, despencou nas pesquisas de maneira vertiginosa.

Com esse quadro desfavorável, seria mais crível a candidatura de Alvaro Dias ao governo do Paraná e do mano Osmar ao Senado.

O arranjo desagrada gregos e baianos, pois as candidaturas dos irmãos Dias fecham as duas vias de composição (governo e Senado). Portanto, eles correm o risco de morrerem abraçados na estrada.

É dentro desse contexto político e de minissérie global- — “Os dias eram assim” — que os abelhudos do Centro Cívico trabalham diuturnamente na captura de materiais para o trocadilho da vida real.

Compartilhe agora!

Comments are closed.