FHC quer a cadeira de Temer

temer_vs_fhcO ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) entrevistado na noite desta quinta (1º) pelo jornalista Mário Sérgio Conti, na GloboNews, não descartou a possibilidade de voltar ao Palácio do Planalto pela via indireta, isto é, por eleição indireta no Congresso Nacional em caso de queda do ilegítimo Michel Temer (PMDB).

Conti perguntou já de cara se o ex-presidente aceitaria se apresentar ao Congresso como candidato a presidente, no caso de Temer cair a partir de 1º de janeiro de 2017. Nessa hipótese, a lei prevê que o Congresso escolha o novo presidente.

“O governo atual é uma pinguela, nesse caso você está considerando que a pinguela caiu, mas eu prefiro acreditar que isso não vá acontecer. Faço todo esforço para que não haja a queda do Temer”, disse FHC em resposta a Conti.

O ex-presidente tucano ainda afirmou: “Mas se a pinguela cair, o Congresso terá de convocar eleições diretas. Porque é difícil governar nessa situação de escolha indireta pelo Congresso, sem o respaldo popular”, desconversou.

Embora FHC trate com desdém a “eleição indireta”, o PSDB trabalha com a forte hipótese da queda de Temer no começo de 2017. Com isso, a escolha do novo presidente da República seria feita sem o povo pelo “Colégio Eleitoral”.

Os tucanos veem todos os índices da economia ruins — desemprego, queda no PIB, dólar nas alturas, faturamento das empresas despencando, enfim — e para piorar vem aí a lista de megadelação da empreiteira Odebrecht que tem potencial para implodir o governo ilegítimo de Michel Temer.

O diabo é que o receituário de FHC para a economia é o mesmo de Temer. Ou seja, a crise tende a agravar-se com a matiz neoliberal que consiste em frear o consumo, a produção, a geração de novos empregos, os investimentos públicos, em nome da contenção da inflação e da dívida pública.

Resumo da ópera: FHC seria mais do mesmo.

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