Por Esmael Morais

FHC quer a cadeira de Temer

Publicado em 02/12/2016

Conti perguntou já de cara se o ex-presidente aceitaria se apresentar ao Congresso como candidato a presidente, no caso de Temer cair a partir de 1º de janeiro de 2017. Nessa hipótese, a lei prevê que o Congresso escolha o novo presidente.

“O governo atual é uma pinguela, nesse caso você está considerando que a pinguela caiu, mas eu prefiro acreditar que isso não vá acontecer. Faço todo esforço para que não haja a queda do Temer”, disse FHC em resposta a Conti.

O ex-presidente tucano ainda afirmou: “Mas se a pinguela cair, o Congresso terá de convocar eleições diretas. Porque é difícil governar nessa situação de escolha indireta pelo Congresso, sem o respaldo popular”, desconversou.

Embora FHC trate com desdém a “eleição indireta”, o PSDB trabalha com a forte hipótese da queda de Temer no começo de 2017. Com isso, a escolha do novo presidente da República seria feita sem o povo pelo “Colégio Eleitoral”.

Os tucanos veem todos os índices da economia ruins — desemprego, queda no PIB, dólar nas alturas, faturamento das empresas despencando, enfim — e para piorar vem aí a lista de megadelação da empreiteira Odebrecht que tem potencial para implodir o governo ilegítimo de Michel Temer.

O diabo é que o receituário de FHC para a economia é o mesmo de Temer. Ou seja, a crise tende a agravar-se com a matiz neoliberal que consiste em frear o consumo, a produção, a geração de novos empregos, os investimentos públicos, em nome da contenção da inflação e da dívida pública.

Resumo da ópera: FHC seria mais do mesmo.