“Freixo do Paraná” desafia a dinastia do ministro da Saúde em Maringá

ulisses_richa_silvio_ricardoUma luta de Davi contra o gigante Golias. É assim que poderia ser definida a ida do vereador Ulisses Maia (PDT) para o segundo turno em Maringá, Norte do Paraná, desafiando a dinastia da família Barros — liderada pelo ministro da Saúde Ricardo Barros (PP).

A semelhança com o candidato Marcelo Freixo (PSOL), do Rio, que também disputa este segundo turno, é em razão do pouco tempo de que Maia dispunha na primeira etapa da eleição: apenas 40 segundos; Freixo tinha menos ainda: 11 segundos.

A título de comparação, a candidatura de Silvio Barros II (PP), que reuniu 16 partidos na coligação, teve 4 minutos e 40 segundos no horário eleitoral, ou seja, quatro minutos a mais que “Davi”. Entretanto, na segunda etapa, Maia terá “igualdade de armas” no rádio e na televisão, pois ambos dividirão dois blocos de 20 minutos diários em cada veículo de comunicação.

“Mostrei que é possível vencer o coronelismo e a dinastia Barros em Maringá. Acho que estou na frente neste segundo turno”, disse ao Blog do Esmael o entusiasmado “Freixo do Paraná”, digo, o ousado Ulisses Maia.

Pesa contra a dinastia Barros o “fatiga do material”, haja vista que a mesma família manda e desmanda em Maringá há pelo menos 20 anos.

Silvio Barros II, irmão do ministro, que já foi prefeito da cidade duas vezes (2005-2013). Ricardo, o ministro, igualmente administrou Maringá entre 1989 e 1993. O pai dos irmãos, Silvio Magalhães Barros, governou o município entre 1973 e 1977.

“Virou febre a campanha de Ulisses Maia. O povo de Maringá está enojado com a família Barros”, informou o jornalista e blogueiro Ângelo Rigon, ao relatar a “expectativa de vitória” do vereador que desafia a dinastia Barros.

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