Por Esmael Morais

Assembleia define hoje greve nas 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná

Publicado em 12/10/2016

Sob o lema de “nenhum direito a menos”, os 100 mil educadores retomam o movimento iniciado em fevereiro de 2015, pois, embora tenham encerrado a greve depois de 44 dias, em junho do ano passado, a APP manteve-se em “estado de greve” em virtude de sucessivos calotes do governador Beto Richa (PSDB).

E não é que o tucano deu novo calote, isto é, roeu a corda do acordo que pôr fim à greve?

O governador quer revogar a lei 18.493 e a reposição da inflação deste ano na data-base em janeiro de 2017. A medida atinge, também, os demais servidores públicos que, ao todo, somam 200 mil em todo o estado.

Richa quer enganar os servidores paranaenses ao propor a “suspensão” da mensagem que tramita na Assembleia Legislativa. O correto seria ele “retirar” a dita cuja, coisa que não faz porque quer ganhar tempo para desmobilizar as categorias em greve.

Some-se à luta econômica do magistério e do funcionalismo em geral à crise política que o governador do PSDB enfrenta com as 200 escolas ocupadas pelos estudantes no estado. Eles são contrário à reforma do ensino médio e o desvio de recursos da educação que irrigaram a campanha de reeleição de Richa, segundo o Ministério Público.

Os servidores públicos e estudantes planejam durante a greve uma ampla campanha para coletar um milhão de assinaturas físicas — e outras duas milhões de assinaturas virtuais — para uma petição pelo impeachment do governador Beto Richa. A ideia é que seja um movimento plural e suprapartidário, com participação de igrejas, clubes de serviços, entidades da sociedade civil.

Ou seja, o bicho tucano, além de ave de rapina, é o próprio “Tinhoso”.