A única verdade no pronunciamento de Meirelles: “Porque os mais pobres é que pagam essa conta”

henrique_meirellesNo pronunciamento do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, feito na noite desta quinta (6), em rede nacional de televisão, houve somente uma única verdade dita por ele: “Porque os mais pobres é que pagam essa conta”.

Com medo de ouvir o tilintar das panelas, o ilegítimo Michel Temer (PMDB) escalou o representante dos bancos para ler o teleprompter redigido pelos barões da velha mídia.

“Para você ter uma ideia, só neste ano o nosso déficit será de 170 bilhões de reais”, disse Meirelles. Ora, bolas, foi o próprio governo golpista que elevou o rombo das contas públicas numa pedalada sem igual!

Outra mentira cabeluda do ministro: “O governo vinha se endividando e pagando juros muito altos para poder financiar essa conta”. O correto seria: ‘o governo continua pagando e vai continuar pagando juros muito altos para os bancos que eu represento.’

Meirelles contou mais história para boi dormir em pleno horário nobre:

“É necessário um prazo para ajustar as contas de forma gradual, sem retirar direitos, sem cortar o dinheiro dos projetos mais importantes, aqueles essenciais. Saúde e educação, por exemplo, serão preservados.” As PEC’s 257 e 241 desmentem o ministro da Fazenda.

O preposto dos bancos falou ainda em combater desemprego. Outra balela, pois o neoliberalismo nunca — nunca mesmo — realizou um emprego sequer em qualquer parte do mundo. Vide os casos da Espanha e da Grécia, na Europa, e da Argentina, Brasil, Chile, na década de 90.

Portanto, com prova e convicção, a única verdade dita consiste na confissão de que “[Porque] os mais pobres é que pagam essa conta” de mais uma aventura neoliberal no país.

Abaixo, leia a íntegra das mentiras contadas por Meirelles:

Boa noite, eu sou Henrique Meirelles, e assumi o Ministério da Fazenda quando o Brasil enfrenta a pior recessão de sua história. Os gastos públicos foram elevados muito além da arrecadação nos últimos anos. Para você ter uma ideia, só neste ano o nosso déficit será de 170 bilhões de reais. Ou seja, esse é o tamanho do prejuízo que tivemos que assumir. E isso já vinha ocorrendo em anos anteriores.

O governo vinha se endividando e pagando juros muito altos para poder financiar essa conta. A inflação saiu do controle e está acima dos limites aceitáveis. O clima de insegurança tomou conta da economia. Os investidores cancelaram seus projetos. Com isso, milhões de pessoas perderam os seus empregos.

Na sua casa, todos sabem que não podem se endividar para gastar mais do que ganham, continuamente. Com o governo acontece a mesma coisa. Temos que sair da crise e reverter esse quadro de recessão e de desemprego. É por isso que defendemos o equilíbrio das contas do país.

O governo Temer enviou uma proposta para mudar a Constituição e equilibrar o orçamento nos próximos anos. É necessário um prazo para ajustar as contas de forma gradual, sem retirar direitos, sem cortar o dinheiro dos projetos mais importantes, aqueles essenciais. Saúde e educação, por exemplo, serão preservados. Estamos criando mecanismos para garantir que essas áreas prioritárias não terão perdas.

Com o controle dos gastos, o Brasil vai recuperar a credibilidade. A confiança de consumidores, investidores e empresários já está retornando. Já notamos os primeiros sinais dessa mudança.

Confiamos que o Congresso aprovará essa medida que vai equilibrar as contas públicas. Este é o caminho para a volta do crescimento de nossa economia e para a criação de empregos que o nosso povo precisa. O momento exige de todos nós dedicação e esforço para que o Brasil volte a crescer e gerar prosperidade. Não aceitamos mais inflação e desemprego. Porque os mais pobres é que pagam essa conta.

Com a aprovação da proposta que equilibra as contas públicas vamos superar esse momento e recolocar o Brasil no caminho da justiça social com desenvolvimento de verdade.

Obrigado pela atenção. E boa noite a todos.

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