Por Esmael Morais

Richa põe em risco vestibular de alunos de escolas públicas no Paraná

Publicado em 28/06/2016

Assembleia da categoria ocorrida no sábado (25) aprovou por unanimidade estado de greve cuja paralisação será deflagrada em 30 de agosto.

De acordo com a denúncia dos educadores, o tucano resolveu descontar a paralisação ocorrida no último dia 29 de abril — quando completou um ano do massacre de 213 pessoas, em Curitiba — para lembrar a violência da PM.

A APP defendia a reposição das aulas, garantindo o acesso dos estudantes aos conteúdos previstos nos currículos e nos vestibulares.

“Para além do prejuízo financeiro e na carreira dos educadores, tem o prejuízo aos estudantes, pois os 200 dias letivos previstos em lei não serão cumpridos já que o dia foi descontado”, afirma o presidente da entidade, professor Hermes Leão.

“Não é só por uma falta. São mais de 300 milhões que o governo nos deve em salários, além de problemas sérios de infraestrutura nas escolas”, ressaltou o presidente da APP.

A Lei de diretrizes e Bases da Educação (9394/96), em seu artigo 24, estabelece a carga horária mínima de 800 horas distribuídas em 200 dias letivos durante o ano letivo.

Quando o Estado resolve descontar o dia de paralisação ao invés de proporcionar aos estudantes a reposição do dia letivo ele deixa de cumprir a legislação federal.

Com informações da APP-Sindicato.