Aécio transferiu know how para Temer

midia_golpe_aecioQuem não se lembra da comemoração antecipada do tucano Aécio Neves na eleição de 2014? Pois é, o know how foi transferido ao vice Michel Temer, que já se sentou na cadeira antes mesmo do golpe contra a presidente Dilma Rousseff.

A comemoração de Aécio e a conspiração de Temer, na mesma proporcionalidade, tem em comum a expressão máxima da arrogância e da prepotência. Isto sem falar do machismo de ambos, que, infelizmente, deixa a política mais imunda.

Era domingo, 26 de outubro de 2014, quando Aécio recebeu telefonema dizendo que ele já era o novo presidente. A festa corria no apartamento de sua irmã, Andréa Neves, em Belo Horizonte.

Hoje, quinta-feira, 14 de abril de 2016, a três dias da votação do golpe na Câmara, a velha mídia intensifica a “guerra psicológica” para depor o governo democraticamente eleito.

O Globo confessa seu desejo na capa: “Debandada na Câmara já eleva pressão no Senado”; o Estadão não fica atrás do jornal dos Marinho: “PSD e PTB abandonam o governo; Planalto admite situação crítica”.

Pelo contrário. O governo contabiliza vitórias em vários fronts. Deputado daqueles partidos que dizem ter “abandonado” o governo votarão contra o golpe. É o caso do PTB, PSD, PP, etc., ou seja, não há unidade nas siglas contra a democracia.

Fato concreto é que os golpistas não conseguiram até agora arregimentar 342 votos — ou dois terços de imbecis na Câmara a serviço da Globo, como diz Requião — para aprovar o impeachment.

Esse quórum qualificado equivale a 70% dos parlamentares da Casa, quase impossível de ser alcançado.

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