PSol e Rede também dizem ‘não’ ao impeachment de Dilma; golpistas se isolam mais no Congresso

cunha_aecio_isoladosO presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), estão se isolando politicamente no Congresso Nacional, pois o PSol, de Chico Alencar, e a Rede, de Marina Silva, anunciaram ser contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que é matemático nas horas vagas, os “porras-loucas” da oposição — leia-se Aécio e Cunha — não têm 99 votos pela abertura do impeachment na Câmara.

A insistência de Aécio pelo golpe, há mais de um ano, além de isolá-lo e vincá-lo politicamente a Cunha, empurra-o para a lata do lixo da História.

O vereador curitibano Jorge Bernardi, da Rede, afirmou ao Blog do Esmael que apoia a decisão da direção nacional do partido contra o impeachment de Dilma, no entanto, ele defende o aprofundamento das investigações de esquemas de corrupção na Petrobras e de eventuais crimes eleitorais.

Bernardi defendeu a continuidade do processo de cassação de Cunha. Para ele, “as manobras protelatórias feitas até o momento criam a situação anômala e inaceitável de um presidente conduzindo a Câmara na condição de investigado por corrupção, manipulando a instituição em causa própria, em meio a uma crise sem precedentes da qual ele é um dos causadores”.

O Blog do Esmael tentou falar com o único deputado da Rede no Paraná, Aliel Machado, mas não obteve resposta.

A líder do PSol na Câmara, Luciana Genro, pelo Twitter, explicitou a opinião do partido: “Impeachment nascido de chantagem de Cunha não terá apoio do PSOL!”.

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