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Governador Beto Richa “quer” escola que não pense nem exista no Paraná

escolas_fechadasPeço licença poética ao professor Edmar Macedo, meu ex-colega de movimento estudantil, para afirmar que o governador Beto Richa (PSDB) almeja uma escola que não pensa. Digo isto para referir-me ao projeto que tenta retirar a discussão política das salas de aula.

Além de escolas que não pensem, o governador do PSDB sonha com escolas que não existam. Prova disso é a programação para fechamento de 150 estabelecimentos da rede pública, dentre os quais alguns centenários como o Tiradentes, no centro de Curitiba.

Engana-se quem acha que houve erro de comunicação ou que um burocrata qualquer informou equivocadamente as escolas. Desde o final de 2014, o Blog do Esmael vem denunciando essa política de cortes na educação para fazer caixa. Também ocorreu em 2011 e se intensificou este ano.

O argumento principal é de que os aluguéis consomem muito dinheiro do tesouro. Ora, e o desvio de R$ 30 milhões que eram destinados para construir prédios próprios para a educação? O que o governo Beto Richa fez para reaver os valores e a infraestrutura roubados das escolas, dos pais, dos alunos e dos educadores?

A diabólica política de fechamento de escolas pelo governo do Paraná é premeditada, planejada, articulada e sistemática. Tem conexão com a mesma iniciativa de outros governadores, como o de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e há, inclusive, grupo no WhatsApp para acompanhar a evolução dessa sacanagem em todo o país.

Depois de fechar escolas, o projeto de Beto Richa é acabar com a carreira do magistério. O projeto consiste em exterminar a contratação de professores e funcionários por meio de concurso público. Nem PSS haveria. A reposição de mão de obra ocorreria pelo intermédio das OSs (organizações sociais), que terceirizariam a educação como um todo.

“O melhor está por vir”, reafirma Beto Richa.

 

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