Marido da vice culpa líder e governador Beto Richa pela crise no Paraná

Publicado em 26 julho, 2015
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imageO deputado federal Ricardo Barros (PP), marido da vice-governadora Cida Borghetti (PROS), em bombástica entrevista ao jornal Gazeta do Povo, edição deste domingo (26), culpou o governador Beto Richa (PSDB) e seu líder na Assembleia, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), pela crise política no Paraná.

Pelas palavras de Barros ao repórter André Gonçalves, a dupla Romanelli/Richa cometeu “barbeiragem” na condução das votações do pacote de maldades no legislativo. No entanto, o marido da vice considera que o “ajuste fiscal” — leia-se arrocho — é necessário para a saúde financeira do estado.

“O governador e o líder do governo na Assembleia [Luiz Cláudio Romaelli] escolheram mal os caminhos para alcançar o objetivo da votação. Mas está feito, está aprovado e o resultado final é bom”, fuzilou.

Ricardo Barros defendia no governo “reajuste zero” para os professores e servidores do executivo. Foi vencido pela proposta de reposição de 3,45% em outubro e 8,50% em janeiro de 2016, negociada com a APP-Sindicato.

Além de culpar Richa e Romanelli pela crise política, na entrevista à Gazeta, o deputado do PP também adiantou o slogan que sua mulher utilizará na eleição de 2018: “Fazer no Paraná o que foi feito em Maringá”.

O diabo é que “Leitão Vesgo”, como é conhecido o marido da vice nos bastidores da política, não está levando em consideração a saída “Ari Queiroz” que Beto Richa poderá adotar em 2018, ou seja, permanecer no cargo para eleger o próprio sucessor que não Cida Borghetti.

Em 1990, o então vice-governador Ari Queiroz sentou-se na cadeira de governador antes do tempo — tal qual Ricardo Barros fez. Entretanto, o titular Alvaro Dias permaneceu no cargo para garantir a eleição de Roberto Requião.

Pelo o que se sabe no Centro Cívico, hoje, Richa é mais simpático à candidatura do secretário do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior (PSC), ao Palácio Iguaçu. A enorme bancada do moço na Assembleia, composta por 12 deputados, inclusive, tem garantido a aprovação das maldades do tucano contra os paranaenses.

Eles, os governistas, divergem entre si sobre quem vai liderar o processo de 2018, mas têm unidade quando os assuntos são tarifaço e implantação do programa “Mais Pedágio” nas rodovias do estado.

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