Palanque duplo a Dilma no Paraná fulmina coligação do PMDB com Richa

Senadores Gleisi Hoffmann e Roberto Requião, do Paraná, já operam na prática palanque duplo à  reeleição de Dilma; acordo das cúpulas nacionais do PT e PMDB fulmina, de uma vez por todas, possibilidade de coligação "anômala" com o PSDB de Aécio Neves e Beto Richa; convenção estadual peemedebista entra em contagem regressiva e base partidária pede pela candidatura própria ao Palácio Iguaçu; Blog do Esmael transmitirá ao vivo, no próximo sábado (7), encontros regionais da

Senadores Gleisi Hoffmann e Roberto Requião, do Paraná, já operam na prática palanque duplo à  reeleição de Dilma; acordo das cúpulas nacionais do PT e PMDB fulmina, de uma vez por todas, possibilidade de coligação “anômala” com o PSDB de Aécio Neves e Beto Richa; convenção estadual peemedebista entra em contagem regressiva e base partidária pede pela candidatura própria ao Palácio Iguaçu; Blog do Esmael transmitirá ao vivo, no próximo sábado (7), encontros regionais da “Caravana Volta Requião” a partir de Dois Vizinhos (Sudoeste) e Cornélio Procópio (Norte Pioneiro).

São cada vez mais evidentes que a cúpulas nacionais do PMDB e do PT costuraram por cima palanque duplo à  reeleição de Dilma Rousseff no Paraná. O acordo teria sido sacramentado naquele jantar na residência de Michel Temer, em Brasília, na véspera de seu desembarque em Curitiba, quando trouxe a tiracolo em seu avião nada mais nada menos que o senador Roberto Requião, que fora afagado na noite anterior pelos generais peemedebistas e petistas. O vice-presidente da República participou de almoço pela candidatura própria no restaurante Madalosso e participou em Pinhais, região metropolitana, de entrega de equipamentos do PAC a 122 municípios.

Por onde passa em campanha pela candidatura própria do PMDB, Requião tem deixado claro que vota em Dilma porque a oposição capitaneada pelo senador tucano Aécio Neves e pelo ex-governador pernambucano Eduardo Campos (PSDB) “são muito piores”. “Esse pessoal é contra o aumento do salário mínimo e sua vitória eleitoral colocaria em risco os programas sociais do PT, verdadeiros legados do povo brasileiro”, justifica Requião.

Na semana passada, em primeira mão, o Blog do Esmael registrou que o palanque duplo a Dilma já tem funcionado na prática no Paraná (clique aqui). Requião tem ensaiado jogadas conjuntas com a senadora Gleisi Hoffmann (PT), também pré-candidata ao Palácio Iguaçu, pois, além de dividirem a mesa em eventos do governo federal, como aquele em Pinhais, eles se revezam nos ataques ao “inimigo comum” a ser abatido nas urnas: governador Beto Richa (PSDB).

Das 19 pré-candidaturas a governos estaduais, o PMDB tem problemas somente no Paraná. A tendência é que daqui a 10 dias, sob o tacão da direção nacional do partido, a brincadeira acabe e o nome de Requião seja confirmado. Isto não significa que haverá intervenção, pelo contrário. Requião tem dito que só disputa o governo se ganhar a convenção, sem tapetão. Mas, calcula, seria bem-vindo um pronunciamento de Michel Temer à s vésperas do conclave com os 600 delegados paranaenses.

O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, da executiva nacional peemedebista, vê a discussão sobre a coligação com o PSDB restrita à  bancada estadual e não um desejo da base partidária. O dirigente trabalha pelo ajuste desta “anomalia” nos próximos dias, depois da convenção nacional da legenda, em 10 de junho, quando os convencionais deverão aprovar a repetição da chapa Dilma-Temer.

Em contagem regressiva para a convenção estadual no dia 20 de junho, Requião continua seu périplo pela candidatura própria. Neste sábado, dia 7 de junho, ele visitará os municípios de Dois Vizinhos (Sudoeste) e Cornélio Procópio (Norte Pioneiro). O Blog do Esmael transmitirá os eventos ao vivo.

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