Veja cria, à  sua imagem e semelhança, um novo líder das massas; só falta combinar com os cubanos…

do Brasil 247

Você provavelmente nunca ouviu falar de Maycon Freitas, mas ele é, segundo a revista Veja, "a voz que emergiu das ruas"; entrevistado das páginas amarelas, ele reproduz o modo de pensar da própria publicação; é da turma dos "sem partido", tem aversão ao PT e à  presidente Dilma Rousseff e poderia eventualmente votar em Joaquim Barbosa; só falta combinar com os barbudos cubanos, aqueles médicos que estão por ser importados (até porque está em desuso o termo russos! utilizado por Garrincha na Copa de 58 em virtude da geopolítica  pós-Guerra Fria).

Você provavelmente nunca ouviu falar de Maycon Freitas, mas ele é, segundo a revista Veja, “a voz que emergiu das ruas”; entrevistado das páginas amarelas, ele reproduz o modo de pensar da própria publicação; é da turma dos “sem partido”, tem aversão ao PT e à  presidente Dilma Rousseff e poderia eventualmente votar em Joaquim Barbosa; só falta combinar com os barbudos cubanos, aqueles médicos que estão por ser importados (até porque está em desuso o termo russos! utilizado por Garrincha na Copa de 58 em virtude da geopolítica pós-Guerra Fria).

247 – As passeatas que reuniram milhões de pessoas nos últimos dias em várias cidades brasileiras têm um novo líder. E ele se chama Maycon Freitas. Peraí, Maycon o quê? Isso mesmo, Maycon Freitas, que criou nas redes sociais o movimento UCC, União contra a Corrupção.

Você provavelmente nunca ouviu falar do personagem, assim como os jovens que foram à s manifestações, mas ele é, para a revista Veja, “a voz que emergiu das ruas”. Qual o motivo? Provavelmente, porque é um “líder popular” à  imagem e semelhança da própria publicação.

Entrevistado das páginas amarelas, ele reproduz pensamento padrão de Veja. Confira:

Sobre sua motivação para ir à s passeatas

Eu e meus amigos estamos cansados de tanta história de corrupção e impunidade. Sabe quanto desaparece dos cofres públicos todo ano no Brasil? Mais de R$ 200 bilhões de reais. Isso é dinheiro nosso.

O motivo de sua indignação

Temos feito escolhas ruins no Brasil. A eleição de Renan Calheiros para a presidência do Senado, por exemplo. à‰ um homem cheio de rabo preso, alvo de um monte de denúncias. Não dá. E a construção de estádios bilionários para a Copa do Mundo, enquanto morre gente sem atendimento nos hospitais.

Relação com o PT

Votei no Lula em 2002, mas depois nunca mais. Eu me desiludi com o PT. Abandonaram a bandeira da ética, que era deles, e, pior, acabara inventando o mensalão.

Sobre os partidos políticos

Os partidos de hoje são grupos fechados que só serve para os políticos formarem conluios bem longe da vontade do povo.

Sobre reformas

Chega de voto secreto para os parlamentares. Também somos a favor do voto distrital e da reforma tributária o quanto antes. O estado tem pesar menos no bolso da gente.

Ser ou não ser de direita

Não somos de direita ou de esquerda, nem de centro. Queremos ajudar a melhorar a sociedade, e não ficar fazendo discurso. Quem diz que somos de direita é o pessoal de certos partidos políticos que não entende por que não nos aliamos a eles.

Sobre Dilma

O que vimos a Dilma falar até agora não passou de marquetagem. Não é mexendo na Constituição que vamos avançar no Brasil, mas, sim, fazendo valer o que está escrito nela.

Importação de médicos

Somos 100% contra. Mais uma vez estão criando uma solução só para dizer que estão fazendo alguma coisa. O Brasil não precisa de médico importado, mas de bons hospitais.

Sobre Joaquim Barbosa

Respeito a postura do ministro Joaquim Barbosa. No caso do mensalão, acompanhei suas declarações, seu posicionamento. Não dá para ser descrente de tudo e de todos.

19 Comentários

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  1. Sem comentarios!!! Veja não dá!!!

  2. E o blog continua um show de bobajada.

    • Contraponto: os EUA nunca invadiram Cuba. No tempo do Onça, eles apoiaram o movimento popular dos cubanos contra a Espanha, pela independência. Como recompensa, o governo da Cuba libertada cedeu aos EUA um terreno para instalar uma pequena base, em Guantánamo. Só isso.
      Se um dia os EUA houvessem “invadido” a ilha, nunca mais teriam saído de lá.

      • Concordo mas seus ricassos transformaram a ilha em casa da mãe joana, só iam pra lá pras festanças, jogatinas regadas com muitas gostosonas.
        E tinha interesse estratégico já que seu expancionismo era pra todos os lado, e ainda não terminou, erguem a bandeira da democrácia mas apoiaram, e apoiam a derrubada de governos mundo afora com ajuda financeiramente, e belicos se preciso for, criando as ditaduras e com isso direcionando essas nações ao encontro de seus interesses.

  3. Cuba no passado foi cedido para os estados unidos ,ante de existir onu. mas ai veio a indepencia.os estados unidos nunca respeitaram a indepencia cubana.que no seculo xx, os americanos invadiramo cuba 2 vezes. por isso que os cubanos não gostam dos estados unidos ,os politicos cubanos.os americanos falaram uma vez. que cuba era o maior pais do mundo.que tinha a capital em moscú,e o povo nos eua.. mas em 1964 o brasil entrou na jogada. os melitares no poder e os politicos espalhados pelo mundo..

  4. Esmael e demais, sinceramente não vou me dar ao trabalho de questionar ou rebater tamanha ridicularidade!
    Deixar que ás próprias análises do “PIG Partido da Imprensa Golpista” sobre está questão das manifestações, peguem os referidos nas suas pretensas espertezas, ou seja:
    Atos são maior mobilização sem líder da história brasileira, dizem analistas
    Na quinta, 1,25 milhão protestaram nas ruas em mais de 100 cidades.
    Especialistas ouvidos pelo G1 buscam explicações para manifestações.

    http://g1.globo.com/brasil/noticia/2013/06/atos-sao-maior-mobilizacao-sem-lider-da-historia-brasileira-dizem-analistas.html

  5. Fora o fato de que ele não é, obviamente, líder dos protestos de rua no Brasil, as opiniões dele estão corretas. O povo, aí os jovens incluídos, não tem que ser especialista em política e nem mestre da filosofia. Tem que ter bom senso e cobrar todas as esferas dos governos. Foi isso que ele fez.

  6. Que esse rapaz não se torne mais uma dos nossos políticos demagogos e ineficientes?

    Porque um polítio tem que ser demagogo no Brasil?
    Porque a política tem que ser suja? Dizem que ela é o reflexo da nossa sociedade. SERÁ ENTÃO QUE NOSSA SOCIEDADE É SUJA? SERÁ QUE EU E VOCÊ SOMOS SUJOS?

  7. A regulação da mídia fecha o PIG – Veja, Isto É, Época, O Globo, Estadão, Folha, Gazeta, mais as tevês todas etc e Carta Capital passa a se chamar Pravda 2, leitura obrigatória.

  8. É o tal negócio, a Carta Capital não mostra o HoMeM e nem o Projeto Novo e Alternativo de Nação de verdade, a impostora veja e cia, na confusão, mostra os seus factóides embusteiros, à moda vai que…

  9. Loucura, loucura, loucura. Politicamente falando, isso aí está muito mais para sapossauro (mais um impostor polítiqueiro temporal) do que para o vaga-lume que pecisamos. Fala sério. A veja pirou de vez, supondo que um sapossauro conseguirá entoar o canto de um pintassilgo que tanto necessitamos. Isso aí é armação grosseira, loucura,de quem crê que o Brasil inteiro pirou e de que, na loucura, é capaz até de comer sapo por rã. Que midia é essa ?

  10. A mídia e alguns politicos falidos esta querendo ressuscitar o golpe de 1964 contra o presidente João Golart,por ele ser populista.O povo que fique espertos.

  11. Criaram um Paspalhão de merda, sem história desespero total da “VEJA” o cara não entende merda nenhuma de nada, não sabe o que fala, quer dizer já sabe fazer uma pagina no facebook, para arrebanhar vaquinhas de presépios, igual ou pior que ele mesmo, bando de vagabundo que não sabe quanto custa um ovo frito.

  12. se ler veja relinche, pois esse asno relincha e uns burrinhos vão atrás

  13. É está canalha que vai despertar o Brasil? Mas este é o mesmo discurso das Veja, Globo e Folha ! Desde quando estes órgãos representam o novo? Ou melhor, desde quando estes órgãos deixaram de ser porta vozes do que existe de pior no Brasil?
    Só um completo alienado para acreditar neste papo que “o gigante desperta” e que “o grande problema do país é a corrupção”. O inimigo da corrupção vocês já elegeram e foi o Collor! Portanto, chega de encher o saco neoudenistas!

    • Roberto N., não adianta ficar zangado com as TVs, revistas e rádios. É só ver, ler e ouvir outras, à sua escolha. Não tem lei que faça melhor que isso.

  14. ASSIM COMO A DITADURA CRIOU O LULA PORQUE NÃO CRIAR UM NOVO LULA AINDA MAIS REFINADO

  15. Esmael: publique com destaque esse video! Nele está tudo vem acontecendo neste video: É tudo parte da Teoria do Choque, de Naomi Klein

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2013/06/a-doutrina-do-choque-ascensao-do.html

  16. Revista para a qual o ministro Paulo Bernardo recentemente deu entrevista atacando petistas, o que provocou protesto do Forum Nacional pela Democratização da Mídia.

    Do Rodrigo Vianna, no Escrevinhador:

    Tempo da “gestão técnica” fica pra trás: Helena e Bernardo viram peça de museu

    publicada sábado, 29/06/2013 às 17:08 e atualizada sábado, 29/06/2013 às 18:26

    Ninguém acha que é possível dirigir o Brasil como se fosse um grêmio estudantil ou uma associação de moradores.

    Quem dirige o país, no Executivo, não pode tudo. Há que se respeitar a famosa “correlação de forças”. Isso é evidente.

    Mas é evidente também que aqueles que ocupam o centro do governo (ainda mais se representam forças que historicamente lutaram por mudanças estruturais do Brasil) têm a obrigação de lutar para que a correlação de forças se altere e permita mais e mais reformas.

    O governo Dilma, nesse sentido, é um equívoco completo. Concentrada em derrubar os juros e enfrentar os setores financeiros (associados ao monopólio midiático e à classe média tradicional, esses setores compõem o principal núcleo opositor ao governo petista), Dilma abriu mão de qualquer mexida na Comunicação. Abriu mão de disputar hegemonia e de lutar para mudar a correlação de forças. Nessa e em outras áreas.

    A “Ley de Medios” foi enterrada. Bernardo (amigo das teles) e Helena (amigona da Globo) mandaram recados: tudo deve ficar como está na área da Comunicação. Dilma começou o governo preparando omeletes na Ana Maria Braga. Foi ao convescote da família Frias (dona da Folha) e ainda lançou a frase brilhante: “controle da Comunicação só se for o controle remoto”.

    Agora, está aí o resultado. A velha mídia transformou as manifestações de rua (que eram contra aumento de ônibus e contra a violência policial) numa grande “festa cívica” cujo alvo era (e é) Dilma. A pesquisa DataFolha (por mais que desconfiemos do instituto da família Frias) é a demonstração de que a mídia quebrou os ovos e prepara-se pra transformar o governo Dilma num omelete: bom/ótimo recuaram de 57% para 30%.

    Sinto-me à vontade para falar porque comentei nesse mesmo tom quando Dilma tinha 70% ou 80% de popularidade. Naquele tempo, trancada no palácio com marqueteiros e ministros medrosos, Dilma acreditou (?!) que tudo era uma questão de “gestão técnica”.

    Aqui trecho do que escrevi em setembro de 2012, em “A Ilusão de um acordo com a mídia”:

    A turma que cuida da Comunicação no governo Dilma parece dividir-se em duas: uma tem medo da Globo e da Abril, a outra quer garantir empregos na Globo e Abril quando terminar o mandato. Dilma segue popular. Mas a base tradicional lulista está ressabiada. A velha mídia e os tucanos perceberam a possibilidade de abrir uma cunha entre Dilma e o lulismo. A estratégia é simples: poupa-se Dilma agora, concentra-se todo o ódio no PT e em Lula. Com PT e Lula fracos, ficará mais fácil derrotar Dilma logo à frente.

    A presidente, pessimamente aconselhada na área de Comunicações, parece acreditar na possibilidade de uma “bandeira branca” com a mídia. Não percebe que ali está o coração da oposição.

    O primeiro texto sobre a escolha “centrista” de Dilma escrevi em fevereiro de 2011, logo que o governo começou. PT rumo ao centro e oposição na UTI:

    Dilma capturou a simpatia (real? duradoura?) de setores da mídia que estiveram fechados com Serra durante a campanha. Faz o mesmo em relação à política internacional (menos “terceiro-mundista” do que Lula, como comemora a “Folha” em editorial nessa sexta-feira). E já há sinais de que o governo pode abandonar a proximidade estratégica que mantinha com movimentos como o MST.

    As Rebeliões de Junho ““ ainda sem um desfecho claro ““ colocam Dilma e esse PT dominado pelo pragmatismo numa encruzilhada. Os tempos dos acertos de bastidor acabaram. A era dos Vacareza e Bernardos já era. Agora, é guerra aberta. E a disputa está nas ruas.

    Sob a batuta da velha mídia, que pauta ruas e redes dominadas pela classe média, o Plebiscito da Dilma pode levar à vitória de bandeiras que interessam aos conservadores: voto distrital e rejeição do financiamento público de campanha. Podem apostar: Globo, Veja e classe média vão berrar nas telas e nas ruas que voto em lista e financiamento público são chavismo!

    Dilma fará o que? Vai preparar um omelete com Ana Maria? Vai mandar o Bernardo falar na Veja?

    Helena e Bernardo são os condutores de uma política que inundou com dinheiro público a empresa de comunicação que é acusada de sonegação milionária. Mesma empresa que, se pudesse, transformaria Dilma e Lula em dois omeletes.

    A atual conjuntura mostra um governo relativamente fragilizado. Verdade que governadores tucanos e lideranças como Aécio não parecem ser a alternativa em 2014. Mas há outras. O conservadorismo é matreiro. E conta com aliados fortes no campo internacional. Os Estados Unidos estão loucos para botar o Brasil no velho trilho.

    Se o país caminhar para a confrontação e abrir-se uma temporada de “caça ao lulismo”, Serra vem aí. Podem apostar. Ele é o “anti-Lula”. Desgastado, sem apoio interno no PSDB ““ mas com bons amigos na mídia, nos bancos e no exterior ““ obteve 45% dos votos.

    Do outro lado, há Lula e um patrimônio político ainda importante. Mas vai falar através de quais canais? Qual controle remoto Dilma e Lula pretendem usar agora?

    Para a esquerda, não há saída a não ser a radicalização do quadro político. Isso não significa jogar ao mar o “centro”. Mas significa ter disposição para luta aberta. É preciso isolar a direita e o conservadorismo. Paralisada e apegada às tentativas de acordos, Dilma será engolida pelos “profissionais”. Se o governo e o lulismo sairem da toca para o confronto, correm também risco de derrota. Mas não há outra escolha.

    Inação e acordos de gabinete = derrota certa da centro-esquerda em 2014.

    Mobilização e Política com “P” maiúsculo = uma chance para nova vitória da esquerda em 2014.

    Essa nova vitória, se vier, terá que ser fruto de um novo acordo de forças, que reflita o novo momento do país. Será outra esquerda, com outra composição. Outro governo. É preciso lançar ao mar as Helenas, os Bernardos e os gatos gordos do petismo.

    Os tempos são outros. Não está escrito em lugar nenhum (muito menos nessa pesquisa do DataFolha) que o lulismo estará derrotado em 2014. Mas, para ganhar, terá que ser outro lulismo. E terá que ser outra a esquerda.

    A direita, meus amigos, vem babando. E ela não costuma fazer omeletes na cozinha do inimigo quando ganha a parada.

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