A velha mídia, principalmente a Globo, é culpada sim!

Militante petista, de Madrid, envia artigo-desabafo sobre a despolitização da juventude e do vandalismo praticado pela velha mídia nesses momentos de protestos: "é culpa da velha mídia, sim, mas a direção do PT também tem culpa pela inoperância política".

Militante petista, de Madrid, envia artigo-desabafo sobre a despolitização da juventude e do vandalismo praticado pela velha mídia nesses momentos de protestos: “é culpa da velha mídia, sim, mas a direção do PT também tem culpa pela inoperância política”.

Caro Esmael:

Envio esse pequeno post em apoio à  sua tese sobre a culpa da velha mídia (clique aqui para relembrar), com links (use-os sempre!) para o filme “O dia que durou 21 anos”.

Graças à  inoperância da atual direção do PT, que abandonou as ruas e não fez do partido uma escola, – com medo que os mais jovens ameaçassem seus cargos dentro do partido- , muitos jovens pensam que o que está aí é culpa exatamente do PT. (à‰ o que eles conhecem, Esmael, como podemos culpá-los de não conhecer o que não viveram e não leram?)

Eles só viveram na época do PT e não tem a menor ideia do que havia antes, de como o Brasil era muito mais injusto, menos democrático, menos generoso com seus cidadãos do que hoje.

E olhe só a contradição: os jovens não sabem disso, graças, exatamente, à s atuais direções do mesmo PT.

Através de pequenos textos, com links para videos, temos agora de ir fazendo o papel que o PT não fez: explicar como chegamos onde estamos.

As pessoas não podem adivinhar sozinhas, nem tem como saber de nada, se contarem apenas com a velha mídia golpista… e com o que está no “feicebuque”, com seus programas e sistemas controlados pelos EUA.

Espero que goste e publique.

Um abraço
Rogério Mattos Costa,
de Madrid

A seguir, eu publico a íntegra do artigo de opinião com os respectivos links:

A grande imprensa, a velha mídia, principalmente a GLOBO, é culpada sim

por Rogério Mattos Costa, de Madrid

à‰ culpada por nunca ter, até poucos anos atrás, se preocupado antes com a corrupção, mas sim ENRIQUECIDO COM A CORRUPà‡àƒO, através das enormes fortunas que recebia de propaganda dos governos, sem licitação.

à‰ culpada por nunca antes ter se preocupado com a saúde, com a educação, com o transporte coletivo, mas ter trabalhado abertamente para eleger governantes como Collor, FHC e Serra que retiraram recursos destas áreas para pagar a divida externa.

A grande imprensa, a velha mídia, é culpada por ter apoiado sempre FHC, José Serra, Alckmin e antes deles, por ter apoiado Collor e Sarney, que congelaram salários e destruíram os serviços públicos, submetendo-nos ao governo aberto do FMI.

à‰ culpada por ter apoiado o golpe militar, que torturou e assassinou milhares de jovens, com o apoio do governo dos Estados Unidos, que enviou uma enorme frota naval com aviões de bombardeio, para apoiar os militares que comprou com milhões de dólares e promessas de cargos se o golpe militar tivesse sucesso.

à‰ culpada por nunca antes haver apoiado os jovens de outrora, quando estes saíam à s ruas mas não tinham seus protestos transmitidos pela TV, mas condenados por ela como sendo atos terroristas!, subversivos! e outras mentiras e ofensas terríveis, tentando jogar a população contra eles.

A grande imprensa é culpada por nunca defender o Brasil, mas por estar sempre a favor de todas as atrocidades que o governo dos Estados Unidos faz em todos os países do mundo através de sua força bruta, de suas mentiras e de seu grande poder midiático.

A velha mídia é culpada por ter alienado os jovens, fazendo-os pensar que nada valia a pena, que tudo estava perdido e que o importante era curtir!.

Os jovens que pela primeira vez se envolvem com política, que vão para as ruas e acham que já sabem tudo sobre ela, deveriam conhecer mais sobre as causas de estarmos onde estamos.

Os jovens que acham que já sabem tudo sobre tudo, deveriam conhecer a origem de isso tudo que acham que está errado. E quem é a velha mídia.

Assim, quando eles fossem à s ruas, saberiam melhor o que estão fazendo, teriam ações mais claras, organizadas e direcionadas para seus próprios objetivos, sem ficar precisando seguir as propostas com que a velha mídia procura interferir em seus movimentos.

E principalmente, não precisariam ficar indo atrás de quem só tem como proposta política atos de queimar, destruir e provocar a polícia para que os outros apanhem e sejam presos.

Envio esse pequeno post em apoio à  sua tese sobre a culpa da velha mídia, com links ( use-os sempre! ) para o filme “O dia que durou 21 anos”.

Graças à  inoperância da atual direção do PT, que abandonou as ruas e não fez do partido uma escola, com medo dos jovens, muitos jovens pensam que o que está aí é culpa exatamente do PT.

Eles só viveram na época do PT e não tem a menor ideia do que havia antes, de como o Brasil era muito mais injusto, menos democrático, menos generoso com seus cidadãos do que hoje. E não sabem disso, graças, exatamente, à s atuais direções do mesmo PT.

Através de pequenos textos, com links para videos, ir fazendo o papel que o PT não fez: explicar como chegamos onde estamos.

As pessoas não podem adivinhar sozinhas, nem tem como saber de nada, se contarem apenas com a velha mídia golpista… e com o que está no “feicebuque” viciado com seus perfis falsos multiplicados e seus programas e sistemas controlados diretamente pelos serviços de inteligencia militar dos EUA.

28 Comentários

Os comentários não representam a opinião do Blog do Esmael; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

  1. A culpa é do PT

  2. Eu queria comentar, mas medi na tela do meu computador e os posts aqui já deram mais de 4 metros…Já falaram bastante…

  3. Tá na hora de muitos interlocutores publicarem seu próprio blog. Tão perdendo tempo.

    O que está ocorrendo é simples, inventaram a JIRG – Juventude Independente Radical Golpista, cujos líderes e radicais são dos quadros de militantes do PSTU, PCO e PSOL. Sonham com “passe livre”, “reforma urbana”, “reforma agrária”, e outras bandeiras solicialistas, que não é a da grande massa brasileira, que não tá nem aí para isso. Como os rumos das manifestações está indo em outra direção, buscando resolver outros problemas que são mais urgentes e que sim interessam à grande massa, esses radicais aos poucos estão abandonando a onda de protestos.

  4. Vejam os partidos que formam a base aliada do PT: PMDB, PC do B, PRB, PSB, PR, PTB, PV, PDT, PP PDB, PT do B, PRTB, PRP, PMN, PHS, PTN, PSC, PTC, PSD, PSDC e PSL. Se tiverem curiosidade, vejam quem são os deputados e senadores que formam essa base. Um lixo sem precedentes. E a oposição tem o mesmo nível. E o palhação do PT (PaTéticos) vem dizer que a culpa é da Globo?? Se ele é um imbecil que acha que uma porcaria de rede de televisão tem essa capacidade, problema dele. Aliás, essa é a tática dos incomPeTentes, criar um inimigo externo para desviar o foco da realidade. É só ver o que faz o Maduro/Chaves, Morales, Cristina e alguns países mulçumanos.

  5. Tem outra coisa, se acham que a copa não deveria estar sendo feita por que só agora? Porque não fazer protestos em frente das obras superfaturadas do CAP Gigante?

  6. Eu vou acreditar nessa moçada quando eles forem às portas do STF e exigir que o Sr. JOAQUIM BARBOSA tire do armário o esqueleto da quadrilha do PSDB (mensalão mineiro), antes que ocorra prescrição dos crimes da maior quadrilha do Brasil.

  7. O texto deste “Rogério Matos Costa” só repete o que os Dirigentes e Militantes do PT estão a replicar, com o discurso de que geraram milhões de empregos (correto “¦), a classe “miseravelmente pobre” melhorou de vida (certo “¦) .. mas também socorreu da falencia os empresários da educação via ProUni (certo tbém), tem feito obras mal planejadas, beneficiando empresários da construção civil (certo), Foi conivente com o superfaturamenteo de residencias de péssima qualidade e preços altíssimos para o Minha Casa Mnha vida (certo tbém). Neste particular vale lembrar que não é nenhum mérito os subsídios pra habitação, pois até os militares, com as antigas COHAB subsidiavam residenccias aos pobres.
    Que o PT não tem como resolver o problema de 500 anos em 10, certo. Mas esquece ele de dizer que para o PT se eleger, dizia ao povo que todos eram corruptos (menos eles), que todos desviavam recursos públicos (menos eles) e foi com este discurso que elegeram-se. Logo teriam que fazer diferente e não fizeram. Agora vêm com este discursozinho de que não foram eles que inventaram a corrupção, logo podem usar desta prática e não podem ser cobrados por isto; Não foram eles que inventaram os desvios de recursos, logo eles podem desviar e não podem ser cobrados. Quanta hipocrisia.

    E aproveitando, fique por aí, na Espanha …

  8. Honestamente tenho uma visão um pouco mais rasa deste fenômeno. Acho que a questão é mais simples. Cresci ouvindo o Sr. ex-Presidente Lula dizendo que o Brasil não poderia jamais cobrar a conta do desenvolvimento econômico do país da classe média.
    Dez anos depois de governo Lula (sim pq ele ainda governa o Brasil por meio da sua marionete, a tal Presidenta) quem é que está pagando a conta do desenvolvimento e do resgate social “nunca antes visto na história deste país”? A classe média, notadamente a assalariada que não tem como escapar da tributação (ou melhor dizendo do confisco) que é feito na fonte todo mês.
    Pensa comigo: Vivemos como num enorme feudo. Os ricos senhores feudais (banqueiros, latifundiários, grandes empresários), mais ricos estão. Os miseráveis, historicamente excluídos, estão ascendendo ótimo! Queremos e devemos almejar a erradicação da pobreza, a garantia da condição mínima de subsistência para todos os cidadãos. Tudo perfeito, lindo, espetacular! Mas a custa de quem, este avanço vem ocorrendo? Dos ricos? Lógico que não. A conta está sendo paga pela classe média.
    É só ver a cara das crianças que estão nas ruas protestando, pedindo saúde, educação, tarifa de ônibus digna, igualdade de gênero (para a geração andrógena que estamos vendo por aí, este é um assunto super importante). Talvez eles não tenham a exata noção do motivo pelo qual resolveram sair às ruas. Mas com certeza as conversas dos pais dizendo que este ano não vai rolar aquela viagem de férias, ou que não vai dar para trocar de carro, ou que vai ter que cortar a velocidade da net, ou a TV a cabo, que não vão poder pagar aquela faculdade ou o cursinho, deve ter influenciado na revolta dos “sem causa”, não acham?
    Então é egoísta? Pequeno burguês? Cada um pensando no seu problema? Sim!!! Por isto apartidário, não há ideologia envolvida. Não tem uma construção filosófica sobre a coisa. Tem uma insatisfação generalizada da classe média que não está conseguindo chegar ao fim do mês com salário no bolso.
    Talvez tenha mais um outro ingrediente importante, talvez nós, da geração “cara pintada” tenhamos contribuído para criar uma geração de “sem partido”, “sem causa”.
    Quando fomos às ruas gritar “fora Collor” muitos de nós, já naquela época, não sabíamos ao certo o que estávamos fazendo lá. Eu mesma achava que o movimento tinha que ser isento de partidos políticos, que estariam lá somente para tentar “tirar vantagem da ignorância do povo”. Você bem sabe Esmael, que alguns de nossos heróis tiram proveito político daquela época até hoje e nada de significativo fizeram pelo povo, pelo país, pela comunidade, desde então. Isto sem contar com os Lidemberg´s Faria da vida espalhados por este brasilsão afora, que gritaram contra a impunidade, pela ética na política, e hoje estão mais sujos do que pau da galinheiro, rendidos que foram à tentação de tomar para si a coisa pública, se corromperam e não estão pagando pelo mal feito.
    Nossos filhos nasceram e cresceram com a gente já se sentindo meio órfão, desiludido com a política, vendo e ouvindo dia após dia mais escândalos, mais descaso, mais gente morrendo sem atendimento médico, mais Candelárias, mais Carandirús, mais anões do orçamento, mais Jorginas, mais Lalaus, mais dinheiros na cueca e por aí vai, e sem tempo para sair às ruas e protestar, pois tínhamos que esticar as mangas e ralar duro por um lugar ao sol, pois o pão nosso de cada dia tinha que vir de algum lugar.
    Criamos nossas famílias com esta espécie de alienação, acho que não queríamos ouvir para não nos revoltarmos, para não termos que arrumar tempo para protestar, para nos indignar, pois, pequeno burgueses que somos, tínhamos, e temos, nossas famílias para sustentar e nossos chefes para aguentar.
    Agora temos nossos filhos para nos representar nas ruas, enquanto continuamos garantindo o pão. Então deixamos eles irem às ruas, falar por nós (e hoje eu vou lá, pq é sexta-feira e não preciso acordar cedo para trabalhar no sábado).
    O problema então da falta de referência do movimento, talvez esteja no fato de que desde a 20 anos passados já não havia uma crença forte nos partidos no Brasil. Quando nós éramos jovens já não tínhamos uma referência político-partidária. Tínhamos pessoas, que para nós eram algum tipo baluartes da ética na política, o Dr. Ulysses, o Covas, o Tancredo, o Roberto Freire e o Lula, claro! Figura absolutamente isenta e respeitada pelo seu passado de luta e de defensor da classe média. Quando leio sobre os protestos, sobre tudo o que os participantes postam nas redes sociais, fica claro, pelo menos para mim, a indignação vem da sensação de traição, de ser enganado, iludido. É como se todos quisessem dizer, nós confiamos em você e você nos f….
    Aí, como aquela esposa que está a tanto tempo casada que já nem sabe se ama o marido, se está acomodada, que já nem se lembra como é ter aquelas borboletas na boca do estômago, quando descobre a traição do traste, não admite que chora pelo amor que perdeu, pelo ciúme que sente. Mas chora, esperneia, se revolta pelas coisas e pelas consequências da traição, pela separação, ou pela manutenção do casamento só de aparências.
    Chora e sofre mais pela perda da esperança na relação, pela decepção de estar tanto tempo ao lado de alguém e sentir que não conhece e não sabe absolutamente nada sobre o caráter do sujeito.
    É isto! Acho que estamos todos desiludidos, sofrendo de coração partido, pela falta de partidos sérios e pela traição das pessoas referências. Refletimos isto para nossos filhos que estão reagindo, como todo adolescente reage quando os pais se separam, com revolta, raiva, malcriação, toques de marginalismo e momentos de pura euforia descontrolada.
    Com tudo isto, e apesar de tudo isto, espero que este momento histórico não se perca e passe como um momento de revolta adolescente. Espero que tenhamos resultados práticos, espero ver gente condenada por corrupção presa, cumprindo pena, devolvendo dinheiro. Espero que as contas dos R$ gastos com a Copa sejam apresentadas de forma inteligível. Espero que sejam apresentados planos e projetos sérios para melhorar as condições de saúde e educação no país e, acima de tudo, espero que em 2014 essa criançada filha dos “caras pintadas” mostre como se faz a verdadeira revolução nas urnas.
    #chupaessa #vaiprarua #vemprarua #ogiganteacordou

  9. Entro no site da gazeta do povo e rpc para acompanhar os protestos e logo abaixo vejo aquelas propagandas institucionais do governo federal, petrobras, caixa econômica, governo do Paraná…

    É o nosso dinheiro bancando e pagando caro esses veículos de comunicação. Será que somos um pais tão rico assim para gastar bilhões de reais em publicidade institucional nos jornais e TVs??

    Fico surpresa como os veículos de comunicação cheios de dinheiro publico se acham com alguma moral para defender qualquer tipo de combate a corrupção.

    #globodevolvenossodinheiro

  10. Caro Esmael:

    O nível das agressões ao texto do Rogério mostra que os vídeos mostrando generais do exercito se reunindo com o Embaixador Lincoln Gordon, dos EUA, conspirando em 1964 , preparando o golpe militar, incomodaram muito os que estão preparando o novo golpe.

    Parabéns Esmael, por manter a calma e não fazer como a mídia golpista, que quer ver sangue, mortes e destruição.

    Até agora eles usaram playboys para destruir e atropelar. Em breve vão usar traficantes para atirar, escute o que estou dizendo…

    Temos que fazer o texto do Rogério bombar no Facebook e no twitwer

    • Já vi este filme, e vivi neste regime, espero que vc esteja redondamente enganado, mas os golpista usam de todos os meio pra atingir seus intento.
      http://youtu.be/d21RC3FV4to

    • É isso. Volto a frisar só está faltando aparecer O líder. Um que como outros de má lembrança emergiram das sombras proferindo palavras que agradavam aos ouvidos entorpecidos e sedentos por encontrar um culpado por suas falhas e faltas ao longo do processo.

  11. Caro Esmael!

    O Lula e o PT praticaram o maior “estelionato eleitoral” da História desse País.

    Alguém que se lembra qual era o tema da campanha eleitoral que elegeu o senhor Luís Inácio “Lula” da Silva e o Partido dos Trabalhadores como mandatários do Brasil?

    Como o povo brasileiro costuma esquecer dos discursos políticos e dos aproveitadores, vou relembrar: “não roubamos e não deixamos roubar”.

    Por si só e de forma implícita, na memória do “Povo Brasileiro”, essa célebre justificaria todos esses protestos vistos nos últimos dias.

    • Caro Luiz!

      O responsavel por este Blog tem memória muito curta!

      Alias, credito nenhum merece este responsável!

      Acorda Brasil

  12. Eita blogueiro vendido pro PT e pro REQUIÃO !! A face da nova midia golpista financiado por mensaleiros !

  13. Envio abaixo, importante artigo de Leandro Severo, publicado no http://www.horadopovo.com.br

    Breve histórico da grande mídia contra os interesses nacionais

    (…) A ordem estava dada: “informar”, influenciar e motivar. A rede está montada, o financiamento definido

    LEANDRO SEVERO*

    Em 1941, enquanto milhões de homens e mulheres derramavam seu sangue pela liberdade nos campos da Europa e da União Soviética, a elite dos círculos financeiros dos Estados Unidos já traçava seus planos para o pós-guerra. Como afirmou Nelson Rockefeller, filho do magnata do petróleo John D. Rockefeller, em memorando que apresentava sua visão ao presidente Roosevelt: “Independente do resultado da guerra, com uma vitória alemã ou aliada, os Estados Unidos devem proteger sua posição internacional através do uso de meios econômicos que sejam competitivamente eficazes…” (COLBY, p.127, 1998). Seu objetivo: o domínio do comércio mundial, através da ocupação dos mercados e da posse das principais fontes de matéria-prima. Anos mais tarde o ex-secretário de imprensa do Congresso americano, Gerald Colby, sentenciava sobre Rockefeller: “no esforço para extrair os recursos mais estratégicos da América Latina com menores custos, ele não poupava meios” (COLBY, p.181, 1998).

    Neste mesmo ano, Henry Luce, editor e proprietário de um complexo de comunicações que tinha entre seus títulos as revistas Time, Life e Fortune, convocou os norte-americanos a “aceitar de todo o coração nosso dever e oportunidade, como a nação mais poderosa do mundo, o pleno impacto de nossa influência para objetivos que consideremos convenientes e por meios que julguemos apropriados” (SCHILLER, p.11, 1976). Ele percebeu, com clareza, que a união do poder econômico com o controle da informação seria a questão central para a formação da opinião pública, a nova essência do poder nacional e internacional.

    Evidentemente para que os planos de ocupação econômica pelas corporações americanas fossem alcançados havia uma batalha a ser vencida: Como usurpar a independência de nações que lutaram por seus direitos? Como justificar uma postura imperialista do país que realizou a primeira insurreição anticolonial?

    A resposta a esta pergunta foi dada com rigor pelo historiador Herbert Schiller: “Existe um poderoso sistema de comunicações para assegurar nas áreas penetradas, não uma submissão rancorosa, mas sim uma lealdade de braços abertos, identificando a presença americana com a liberdade ““ liberdade de comércio, liberdade de palavra e liberdade de empresa. Em suma, a florescente cadeia dominante da economia e das finanças americanas utiliza os meios de comunicação para sua defesa e entrincheiramento onde quer que já esteja instalada e para sua expansão até lugares onde espera tornar-se ativa” (SCHILLER, p.13, 1976).

    Foi exatamente ao que seu setor de comunicações se dedicou. Estava com as costas quentes, já que as agências de publicidade americanas cuidavam das marcas destinadas a substituir as concorrentes europeias arrasadas pela guerra. O setor industrial dos EUA havia alcançado um vertiginoso aumento de 450% em seu lucro líquido no período 1940-1945, turbinado pelos contratos de guerra e subsídios governamentais. Com esta plataforma invadiram a América Latina e o mundo.

    PAPEL DE IMPRENSA

    Com o suporte do coordenador de Assuntos Interamericanos (CIIA), Nelson Rockefeller, mais de mil e duzentos donos de jornais latinos recebiam, de forma subsidiada, toneladas de papel de imprensa, transportada por navios americanos. Além disso, milhões de dólares em anúncios publicitários das maiores corporações eram seletivamente distribuídos. É claro que o papel e a publicidade não vinham sozinhos, estavam acompanhados de uma verdadeira enxurrada de matérias, reportagens, entrevistas e releases preparadas pela divisão de imprensa do Departamento de Estado dos EUA.

    A vontade de conquistar as novas “colônias” e ocupar novos territórios como haviam feito no século anterior, no velho oeste, não tinha limites. No Brasil, circulava desde 1942, a revista Seleções (do Reader”™s Digest), trazida por Robert Lund, de Nova York. A revista, bem como outras publicações estrangeiras, pagavam os devidos direitos aduaneiros por se tratarem de produtos importados, mas solicitou, e foi atendida pelo procurador da República, Temístocles Cavalcânti, o direito de ser editada e distribuída no Brasil, com o argumento de ser uma revista sem implicações políticas e limitada a publicar conteúdos culturais e científicos. Assim começou a tragédia.

    Logo chegou o grupo Vision Inc., também de Nova York, com as revistas Dirigente Industrial, Dirigente Rural, Dirigente Construtor e muitos outros títulos que vinham repletos de anúncios das corporações industriais. Um fato bastante ilustrativo foi o da revista brasileira Cruzeiro Internacional, concorrente da Life International, que apesar de possuir grande circulação, nunca foi brindada com anúncios, enquanto a concorrente americana anunciava produtos que, muitas vezes, nem sequer estavam à venda no Brasil.

    Ficava claro que os critérios até então estabelecidos para o mercado publicitário, como tempo de circulação efetiva, eficiência de mensagem e comprovação de tiragem, de nada adiantavam. O que estava em jogo era muito maior.

    Um papel importantíssimo na ocupação dos novos mercados foi desempenhado pelas agências de publicidade americanas. McCann-Erickson e J. Warter Thompson eram as principais e tinham seu trabalho coordenado diretamente pelo Departamento de Estado. Para se ter uma ideia a McCann-Erickson , nos anos 60, possuía 70 escritórios e empregava 4619 pessoas, em 37 países, já a J. Warter Thompson tinha 1110 funcionários, somente na sede de Londres. Os Estados Unidos tinham 46 agências atuando no exterior, com 382 filiais. Destas 21 agências em sociedade com britânicos, 20 com alemães ocidentais e 12 com franceses. No Brasil atuavam 15 agências, todas elas com instruções absolutamente claras de quem patrocinar.

    No início dos anos 50, Henry Luce, do grupo Time-Life, já estava luxuosamente instalado em sua nova sede de 70 andares na área mais nobre de Manhattan, negócio imobiliário que fechou com Nelson Rockefeller e seu amigo Adolf Berle, embaixador americano no Brasil na época do primeiro golpe contra o presidente Getúlio Vargas. Luce mantinha fortes relações com os irmãos Cesar e Victor Civita, ítalo-americanos nascidos em Nova Iorque. Cesar foi para a Argentina em 1941 onde montou a Editorial Abril, como representante da companhia Walt Disney, já Victor, em 1950, chega ao Brasil e organiza a Editora Abril. Neste mesmo período seu filho, Roberto Civita, faz um estágio de um ano e meio na revista Time, sob a tutela de Luce e logo retorna para ajudar o pai.

    AMERICAN WAY OF LIFE

    Poucos anos depois, o mercado editorial brasileiro está plenamente ocupado por centenas de publicações que cantavam em prosa e verso o american way of life. Somente a Abril, financiada amplamente pelas grandes empresas americanas, edita diversas revistas: Claudia, Quatro Rodas, Capricho, Intervalo, Manequim, Transporte Moderno, Máquinas e Metais, Química e Derivados, Contigo, Noiva, Mickey, Pato Donald, Zé Carioca, Almanaque Tio Patinhas, a Bíblia Mais Bela do Mundo, além de diversos livros escolares.

    Em 1957, uma Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados, comprova que “O Estado de São Paulo”, “O Globo” e “Correio da Manhã” foram remunerados pela publicidade estrangeira para moverem campanhas contra a nacionalização do petróleo.

    Em 1962, o grupo Time-Life encontra seu parceiro ideal para entrar de vez no principal ramo das comunicações, a Televisão. A recém-fundada TV Globo, de Roberto Marinho. Era uma estranha sociedade. O capital da Rede Globo era de 600 milhões de cruzeiros, pouco mais de 200 mil dólares, ao câmbio da época. O aporte dado “por empréstimo” pela Time-Life era de seis milhões de dólares e a empresa tinha um capital dez mil vezes maior.

    Como denunciou o deputado João Calmon, presidente da Abert (Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão): “Trata-se de uma competição irresistível, porque além de receber oito bilhões de cruzeiros em doze meses, uma média de 700 milhões por mês, a TV Globo recebe do Grupo Time-Life três filmes de longa metragem por dia ““ por dia, repito… Só um “˜package”™, um pacote de três filmes diários durante o ano todo, custa na melhor das hipóteses, dois milhões de dólares” (HERZ, p.220, 2009).

    O Brasil e o mundo estão em efervescência. A tensão é crescente com revoluções vitoriosas na China e em Cuba. A luta pela independência e soberania das nações cresce em todos continentes e os EUA colocam em marcha golpes militares por todo o planeta. A Guerra Fria está em um ponto agudo.

    É nesse quadro que a Comissão de Assuntos Estrangeiros do Congresso dos EUA, em abril de 1964, no relatório “Winning the Cold War. The O.S. Ideological Offensive” define:

    “Por muitos anos os poderes militar e econômico, utilizados separadamente ou em conjunto, serviram de pilares da diplomacia. Atualmente ainda desempenham esta função, mas o recente aumento da influência das massas populares sobre os governos, associado a uma maior consciência por parte dos líderes no que se refere às aspirações do povo, devido às revoluções concomitantes do século XX, criou uma nova dimensão para as operações de política externa. Certos objetivos dessa política podem ser colimados tratando-se diretamente com o povo dos países estrangeiros, em vez de tratar com seus governos. Através do uso de modernos instrumentos e técnicas de comunicação, pode-se hoje em dia atingir grupos numerosos ou influentes nas populações nacionais ““ para informá-los, influenciar-lhes as atitudes e, às vezes, talvez, até mesmo motivá-los para uma determinada linha de ação. Esses grupos, por sua vez, são capazes de exercer pressões notáveis e até mesmo decisivas sobre seus governos” (SCHILLER, p.23, 1976).

    A ordem estava dada: “informar”, influenciar e motivar. A rede está montada, o financiamento definido.

    O jornalista e grande nacionalista, Genival Rabelo, exatamente nesta hora, denuncia no jornal Tribuna da Imprensa do Rio de Janeiro: “Há, por trás do grupo (Abril), recursos econômicos de que não dispõem as editoras nacionais, porém muito mais importante do que isso está o apoio maciço que a indústria e as agências de publicidade americanas darão ao próximo lançamento do Sr. Victor Civita, a exemplo do que já fizeram com as suas 18 publicações em circulação, bem como as revistas do grupo norte-americano Vision Inc.” (RABELO, p.38, 1966)

    Mas é necessário mais. É preciso enfraquecer, calar e quebrar tudo que seja contrário aos interesses dos monopólios, tudo que possa prejudicar os interesses das corporações. A General Eletric, General Motors, Ford, Standard Oil, DuPont, IBM, Dow Chemical, Monsanto, Motorola, Xerox, Jonhson & Jonhson e seus bancos J. P. Morgan, Citibank, Chase Manhattan precisam estar seguros para praticar sua concorrência desleal, para remeter lucros sem controle, para desnacionalizar as riquezas do país se apossando das reservas minerais.

    Várias são as declarações, nesta época, que deixam claro qual o caminho traçado pelos EUA. Nas palavras de Robert Sarnoff, presidente da RCA ““ Radio Corporation of America ““ “a informação se tornará um artigo de primeira necessidade equivalente a energia no mundo econômico e haverá de funcionar como uma forma de moeda no comércio mundial, convertível em bens e serviços em toda parte” (SCHILLER, p.18, 1976). Já a Comissão Federal de Comunicações (FCC), em informe conjunto dos Ministérios do Exterior, Justiça e Defesa, afirmava: “as telecomunicações evoluíram de suporte essencial de nossas atividades internacionais para ser também um instrumento de política externa” (SCHILLER, p.24, 1976).

    É esclarecedor o pensamento do delegado dos Estados Unidos nas Nações Unidas, vice-ministro das Relações Exteriores, George W. Ball, em pronunciamento na Associação Comercial de Nova Iorque:

    “Somente nos últimos vinte anos é que a empresa multinacional conseguiu plenamente seus direitos. Atualmente, os limites entre comércio e indústria nacionais e estrangeiros já não são muito claros em muitas empresas. Poucas coisas de maior esperança para o futuro do que a crescente determinação do empresariado americano de não mais considerar fronteiras nacionais como demarcação do horizonte de sua atividade empresarial” (SCHILLER, p.27, 1976).

    FALÊNCIAS

    A ação desencadeada pelos interesses externos já havia produzido a falência de muitos órgãos de imprensa nacionais e, por outro lado, despertado a consciência de muitos brasileiros de como os monopólios utilizam seu poder de pressão e de chantagem. Em 1963, o publicitário e jornalista Marcus Pereira afirmava em debate na TV Tupi, em São Paulo: “Em última análise, a questão envolve a velha e romântica tese da liberdade de imprensa, tão velha como a própria imprensa. Acontece que a imprensa precisa sobreviver, e, para isso, depende do anunciante. Quando esse anunciante é anônimo, pequeno e disperso não pode exercer pressão, por razões óbvias. É o caso das seções de “˜classificados”™ dos jornais. Mas poucos jornais têm “˜classificados”™ em quantidade expressiva. A maioria dos jornais e a totalidade das revistas vivem da publicidade comercial e industrial, dos chamados grandes anunciantes. Acho que posso parar por aqui, porque até para os menos afoitos já adivinharam a conclusão” (RABELO, p.56, 1966).

    GOLPISMO E TRAIÇÃO

    Não é difícil perceber o quanto a submissão aos interesses econômicos estrangeiros levou a dita “grande mídia” brasileira a se afastar da nação. A se tornar, ao longo dos anos, em uma peça chave da política do Imperialismo. Em praticamente todos os principais momentos da vida nacional se inclinaram para o golpismo e a traição. Já no primeiro golpe contra Getúlio, depois, contra sua eleição, contra sua posse, contra a criação da Petrobrás, contra a eleição de Juscelino, contra João Goulart, contra as reformas de base, apoiando a Ditadura, apoiando a política econômica de Collor, apoiando Fernando Henrique e suas privatizações, atacando Lula.

    Hoje, ela novamente tem lado: o das concessões de estradas, portos e aeroportos, o dos leilões de privatização do petróleo e da necessidade da elevação das taxas de juros, do controle do déficit público com evidentes restrições aos investimentos governamentais, ou seja, da aceitação de um neoliberalismo tardio.

    Porque atuam desta forma? Genival Rabelo deu a resposta: “Um industrial inteligente desta cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro me fez outro dia, esta observação, em forma de desafio: “˜Dou-lhe um doce, se nos últimos cinco anos você pegar uma edição de O Globo que não estampe na primeira página uma notícia qualquer da vida americana, dos feitos americanos, da indústria americana, do desenvolvimento científico americano, das vitórias e bombardeios americanos. A coisa é tão ostensiva que, muita vez, sem ter o que publicar sobre os Estados Unidos na primeira página, estando o espaço reservado para esse fim, o secretário do jornal abre manchete para a volta às aulas na cidade de Tampa, Miami, Los Angeles, Chicago ou Nova Iorque. Você não encontra a volta às aulas em Paris, Nice, Marselha, ou outra cidade qualquer da França, na primeira pagina de O Globo, porque, de fato, isso não interessa a ninguém. Logo, não pode deixar de haver dólar por trás de tudo isso…”™ Outro amigo presente, no momento, e sendo homem de publicidade concluiu, deslumbrado com seu próprio achado: “˜É por isso que O Globo não aceita anúncio para a primeira página. Ela já está vendida. É isso. É isso!”™. “˜E muito bem vendida, meu caro ““ arrematou o industrial ““ A peso de ouro”™ ” (RABELO, p.258, 1966).

    * Colaborador do HP, Delegado à Conferência Nacional de Comunicação, Secretário Municipal de Comunicação em São Carlos entre 2007 e 2012 e membro do Partido Pátria Livre.

    • Nesta linha escreve Carlos Dorneles em “Deus é Inocente, A Imprensa Não”. Esta manipulação das massas só vai acabar com a Lei de Imprensa aos moldes que Venezuela e Argentina. O brasileiro tem que parar de ser gado americano e ficar sabotando o Brasil. Já que é pra protestar, vamos protestar contra as paredes, digos cidades, pichadas; contra a péssima escolha de politicos; contra os onibus vandalizados agora e nos dias de futebol; contra os contrabandistas do Paraguai que roubam os empregos aqui pra entregar lá na China e de quebra traz um toxico porque tem que se ganhar algum a mais. Este é o Povo Brasileiro verdadeiro: um sabotador de plantão. Esta é a Imprensa Brasileira: sabotando a Nação. E os Politicos: Sabotadores do povo. Vamos acabar com o esteriótipo de “Povo alegre e cortes”. Porque quando vem uma personalidade estrangeira, ela vai pra favela e pra escola de samba? Porque nossas Autoridades quando visitam um pais qualquer não vão nas favelas ou ver as danças deles? Somos todos um bando de otários manipulado. O Jornal Nacional é de qual nação mesmo?

  14. Conversinha mole, que tentam fazer os fins justificar os meios….

  15. O movimento nacional não tem partido e as únicas cores permitidas são o verde/amarelo brasileiros e o branco da paz.

    Os politiqueiros e apoiadores de mensaleiros, motivados por suas lideranças partidárias e nacionais, tiveram que levar de volta suas camisetinhas, bandeirinhas e gritinhos de ordem, EXPULSOS do movimento nacional.

    Não há espaço para grupos eleitoreiros que acham que podem “comandar e direcionar” este movimento genuinamente social, derivado de suas redes e não da mídia “politizada partidariamente”.

    Para quem acha que o Brasil está dividido entre vermelhos e azuis, um choque verde-amarelo vaiou DiLLma, LuLLa, militantes do PT, o PSDV, no País inteiro.

    Falta muito pouco para a população engrossar ainda mais o caldo da revolta e exigir o IMPEACHMENT dos desGOVERNANTES que estão aí. Nem DiLLma escapa. O PAVOR está tomando conta do PLANALTO CENTRAL.

    • Onde se lê PSDV, entenda-se PSDB, o qual juntamente com o PT nada de bom mais tem a oferecer para esta recém acordada e agitada Nação.

  16. ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Hã ? , o quê ? qual a pagina mesmo? Escreve um livro Celso rocha , aê quem quiser ler seus devaneios compra!!!!!! São contra pessoas como vc que os protestos estão ai, vendido! minoritario intelectualmente ! covarde! mas como dizem as palavras que vêm da rua “O Povo Acordôôôôô!!!!!!!!

    • Nobre e digno debatedor Marcelo, só para você:
      “Parece um festival desconjuntado de causas, ideologias e revoltas. Esses cartazes tratam dos sintomas e não da doença! E ao mostrarem os sintomas pelas ruas ao invés de identificarem o motivo da enfermidade muitas pessoas ficam um pouco perdidas (inclua-se você). É coisa do tipo “ninguém nos representa” e “estamos contra tudo!”. Mas “estar contra tudo” não é ideologia. E sem ideologia não há movimento que tenha força para se sustentar e evitar a manipulação política e da mídia!”
      E agradeço a parte que toca!

  17. Parabéns Rogério Mattos Costa (de Madrid). De longe se vê melhor pois não vemos as picuinhas que atrapalham a visão geral. Seu diagnóstico é perfeito. Sua carta tem de ser mandada urgente para o PT ler e se reciclar. Seria bom a Presidenta Dilma também dar uma lida, esquecer essa história de releição e mandar a Lei de Mídia já e administrar o fogo cruzado que receberá dessa mídia criminosa. Se a Cristina Kirchner fez porque a Dilma Roussef não pode?!

    • Se a mentira tem perna curta, a Dilma e a Cristina Kirchner estão andando com a bunda. cambada de Ladrões, PT se reciclar no que, mande eles para o Carandiru lá sim eles vão trocar conhecimento.

  18. É o PT provando do próprio veneno, durante décadas instigaram o povo pra ir as ruas se manifestarem contra tudo e contra todos, agora provam na carne a propria mordida e isso deve doer pra caramba. kkkkkkkkkkkkkkkk

  19. Seu idiota, quando a globo colocou os caras pintadas nas ruas e abriu caminho para que esse seu partido de ladrões entrassem no governo, tenho certeza que vc elogiou a mesma.

    • Belo papel dos caras pintada, “tiraram” o Collor, mas permitiram que seu vice assumisse. As acusações contra o Collor foram unicamente as de fraude eleitoral, uso de caixa 2 e superfaturamento. Se a campanha delle fez isso o vice nada sabia? Não participou? SE os caras pintadas soubessem o que estavam fazendo deveriam ter exigido novas eleições e não a ascenção do topete.

  20. Há um grande problema contido na fala do Deputado Federal André Vargas (PT) descrita em outra postagem, quando diz: “É contra a institucionalidade. Aqueles que quiserem reduzir só com a insatisfação contra política vão se contraditar com os fatos. São palavras de ordem contra tudo e contra todos. Mesmo alguns veículos de comunicação estão com dificuldades de transmissão em tempo real e ao lado dos manifestantes.”
    Senão Vejamos:

    Esmael e demais estes protestos do povo brasileiro cedo ou tarde aconteceriam mais os gênios em antropologia, em sociologia e da má fé adeptos do extremismo de direita capitalista neoliberal com o seu “carro de combate político” que é o PSDB “Partido Sem Discurso no Brasil” via governador de São Paulo Geraldo Alckmin conseguiram o que queriam e entraram para a História do Brasil. Seu nome já está garantido ao menos como nota de rodapé nos livros didáticos. Ou seja, os protestos eram pontuais ao redor do Brasil contra o aumento das passagens de ônibus algo como muitos observaram difuso e um tanto disperso, sem muito potencial para crescimento. Ou ás passagens seriam reduzidas e tudo voltaria ao normal ou haveria a negativa das empresas e o governo paulista deixaria claro que nada poderia ser feito quanto à questão. Mas não como bom “pessedebista” Alckmin e ordenou que a PM reprimisse a manifestação popular e “decesse o cacete” com força desproporcional, enfim “acendeu o pavio e deu no que deu, explosões de protestos pacíficos e atos de vandalismo”. Nesse ponto a “tucanada” com reservas “merecem parabéns!” Erram feio e “criaram ou despertaram um monstro” que se espalhou por todo o país. A questão definitivamente já não era ou não é os centavos da passagem do transporte público livre! Se tornou uma questão de cidadania. Ou seja, deixou também de ser algo contra o governo tucano (PSDB) ou a prefeitura petista (PT), agora é será daqui para frente um grito de revolta generalizado, um “berro social de chega!”.
    Mas “chega” o quê? Ou seja, no caminhar das multidões conforme vemos nos noticiários, vemos milhares de pessoas com uma imensa empolgação e uma preocupante falta de foco. Dá para observar que há uma clara dispersão de objetivos. Assim, puxei papo com vários jovens e observei atentamente os cartazes que carregavam.
    Aprovar a PEC 33 é fazer corrupto mandar na justiça!”
    “Aprovar a PEC 37 é a fazer bandido investigar!”
    “Não à Copa no Brasil!”
    “Cadê a Dilma da guerrilha?”
    “Aécio NEVER!”
    “Pela humanização das prostitutas!”
    “O corpo é meu! Legalizem o aborto!”
    “Viva o casamento gay!”
    “Pelo fim da PM no Brasil!”
    “Fora Beto Richa e leve seu pedágio embora!”
    “Passe Livre já!”
    “Passagem a 2,85 é assalto!”
    Dentre outros dizeres de vários cartazes. Parece um festival desconjuntado de causas, ideologias e revoltas. Esses cartazes tratam dos sintomas e não da doença! E ao mostrarem os sintomas pelas ruas ao invés de identificarem a o motivo da enfermidade muitas pessoas ficam um pouco perdidas. É coisa do tipo “ninguém nos representa” e “estamos contra tudo!”. Mas “estar contra tudo” não é ideologia. E sem ideologia não há movimento que tenha força para se sustentar e evitar a manipulação política e da mídia.
    Resumindo, as grandes empresas de comunicação e (des) informação, ou seja, ” velha mídia” já se tocaram que o PSDB, “Partido Sem Discurso no Brasil” não é uma oposição que preste. E , assim, perdendo também a corrida para ás mídias alternativas ( Blog e Redes Sociais na internet), decidiram, vejam só, (reinventaram a roda e o fogo) ser elas mesmas a Oposição. Não é à toa que, contradizendo todos os índices econômicos divulgados por órgãos independentes, a GLOBO, A GAZETA DO POVO, O METRO, SBT, os “jornalões” de São Paulo, ás revistas semanais dentre outros vêm pintando um quadro de instabilidade crescente: inflação alta, dólar alto, PIB decrescente e por aí afora, pintando um país em crise que, enfim “o Brasil vai acabar e alguns irão começar comer criancinhas!
    Sejamos honestos, não corresponde ao que vemos todos os dias nas ruas.