Caso das TVs laranjas: Ministério Público dá razão a Requião

Rafael Gomes, durante apresentação de trabalho em Foz do Iguaçu: uso de imagens em aula de Física ajudou a deixar a turma atenta; foto arquivo: Christian Rizzi/Gazeta do Povo.

Rafael Gomes, durante apresentação de trabalho em Foz do Iguaçu: uso de imagens em aula de Física ajudou a deixar a turma atenta; foto arquivo: Christian Rizzi/Gazeta do Povo.

Em 2008, o então líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), fez das TVs laranjas compradas pelo governo do estado seu principal cavalo de batalhas.

O então governo Roberto Requião (PMDB) comprou e pagou R$ 860 para cada um dos 22 mil aparelhos, totalizando um custo de R$ 18,9 milhões.

Diante da denúncia de superfaturamento feita pelo tucano, a Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público, do Ministério Público do Paraná, abriu na época investigação contra a Secretaria de Estado da Educação (SEED) que era comandada por Maurício Requião.

Pois bem, cinco anos depois de tanta espuma o MP decidiu pelo arquivamento das denúncias. O promotor Arion Rolim Pereira, relator do caso, considerou que na compra dos aparelhos de TVs laranjas “…não foram identificados indícios de que algum servidor público ou terceiro a ele relacionado tenha de alguma forma, atuado ou influenciado qualquer fase do Processo Licitatório em comento e, com isso tenha recebido vantagem econômica indevida…”.

Ou seja, Rossoni contou uma história e colocou em xeque a lisura da compra dos equipamentos. Dentro das salas de aula, no entanto, professores e alunos das escolas públicas estaduais sempre aprovaram as polêmicas TVs laranjas no apoio pedagógico.

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