Vaticano nega ‘covardia’ do novo papa na ditadura argentina

Para Esquivel, Nobel da Paz em 1980, faltou coragem ao papa Francisco 1 durante a ditadura militar na Argentina; o sanguinário regime assassinou cerca de 30 mil pessoas e até hoje as "Mães da Praça de Maio" procuram por seus filhos desaparecidos entre 1976 e 1983.

Para Esquivel, Nobel da Paz em 1980, faltou coragem ao papa Francisco 1 durante a ditadura militar na Argentina; o sanguinário regime assassinou cerca de 30 mil pessoas e até hoje as “Mães da Praça de Maio” procuram por seus filhos desaparecidos entre 1976 e 1983.

O ativista de direitos humanos argentino Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz, disse não acreditar que o cardeal Jorge Bergoglio, eleito papa Francisco I, tenha sido cúmplice das violações cometidas pela ditadura argentina, entre 1976 e 1983, mas afirmou que “lhe faltou coragem para acompanhar a luta pelos direitos humanos nos momentos mais difíceis”.

à‰ dentro deste contexto que a Igreja Católica escolheu esta semana o novo sumo pontífice e nos dá o exato tamanho da crise em que o catolicismo está metido.

Nesta sexta-feira (15), o Vaticano divulgou hoje (15) um comunicado desmentindo as informações de que o papa Francisco tenha sido covarde ou conivente com os crimes cometidos durante a ditadura na Argentina (1966-1973).

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que as informações são originárias de uma campanha difamatória! e com uma forte carga ideológica!.

Ontem (14), este blog mostrou que a Associação Mães da Praça de Maio aponta o cardeal Bergoglio como cúmplice da ditadura!. Segundo as denúncias dos argentinos, Bergoglio teria facilitado de sacerdotes jesuítas e de bebês, filhos de militantes de esquerda presos ou assassinados pela ditadura.

A campanha contra o cardeal Begoglio [papa Francisco] é conhecida e foi promovida por uma publicação caluniosa e difamatória. A origem é conhecida e notória!, ressaltou o porta-voz, informando que Francisco jamais foi denunciado ou punido pelas acusações.

Segundo Lombardi, há provas que mostram o quanto o papa fez em defesa das vítimas da ditadura na Argentina.

Existem várias provas que mostram o quanto ele fez para proteger muitas pessoas!, disse. As acusações vêm de elementos anticlericais para atacar a Igreja e devem ser refutadas.!

Na Argentina, organizações de direitos humanos divulgaram informações de que o papa Francisco invocou o direito, existente na legislação argentina, de se recusar a depor em tribunais que julgavam torturas e assassinatos cometidos dentro da Escola de Mecânica da Marinha (Esma).

O jornal argentino Clarín informou que o papa, ao contrário do que afirmam algumas organizações de direitos humanos, assumiu riscos para salvar os que lutavam contra a ditadura. Detalhes sobre a vida do atual papa foram publicadas em uma biografia oficial intitulada O Jesuíta.

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, negou ontem (14) que o papa Francisco tenha sido omisso ou conivente com a ditadura na Argentina.

Dom Raymundo disse ter convivido com o papa Francisco e ter participado de vários eventos nos quais ele estava presente, inclusive uma reunião de bispos latino-americanos, em Aparecida do Norte (SP).

Essa versão certamente não coaduna com a verdade!, disse dom Raymundo. Ele é um verdadeiro pastor, um homem de solidariedade.! O arcebispo brasileiro ressaltou que o momento é de olhar o papa daqui para frente!.

Com informações da Agência Brasil e Opera Mundi

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