Requião pode embolar disputa pelo governo do Paraná

Pesquisa do Ibope, divulgada ontem (27), mostrou as intenções de voto para Beto Richa (PSDB), mas "esqueceu" de Gleisi Hoffmann (PT), Osmar Dias (PDT) e Roberto Requião (PMDB).

Pesquisa do Ibope, divulgada ontem (27), mostrou as intenções de voto para Beto Richa (PSDB), mas “esqueceu” de Gleisi Hoffmann (PT), Osmar Dias (PDT) e Roberto Requião (PMDB).

A guerra pelo governo do Paraná já começou. Na verdade, foi antecipada pelo PSDB, esta semana, ao lançar pesquisa na praça.

Segundo números do Ibope, o governador Beto Richa (PSDB) seria reeleito em 2014 com os pés nas costas com inacreditáveis 76%.

A sondagem tucana não previu adversário, pelo jeito. Por isso despertou controvérsia sem precedentes.

à‰ importante lembrar que há dois meses Richa tinha 29% das intenções de votos e quase 70% dos paranaenses não tinham candidatos ainda. Esses números são da Paraná Pesquisas.

O que mudou em 60 dias? Houve fatos novos que justifiquem esses anabolizantes índices (76%) para Richa? Pelo contrário.

O governo tucano vem colecionando patinadas nos campos político e administrativo. A começar pela reforma em seu secretariado, que nunca termina; tarifaços que não saem da memória (Detran, água, luz, etc.); professores insatisfeitos com promessas não cumpridas…

Os tucanos apanham, é verdade, mas também batem. Eles vêm acusando a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), virtual adversária de Richa, de aderir ao neoliberalismo.

Os tucanos acham que a petista está lhe surrupiando a bandeira da privatização, ao defender a concessão dos portos — por exemplo.

Por fora corre o senador Roberto Requião (PMDB), que, se candidatar ao quarto mandato, poderá embolar ainda mais a disputa e evitar a polarização da disputa entre PT e PSDB.

A enquete lançada ontem (28) por este blog (vote no canto direito superior de seu computador) mostra cenário diferente do Ibope. Se o peemedebista entrar no jogo eleitoral, muito provavelmente, deixa tanto Gleisi quanto Richa com o futuro incerto.

A presença de Requião na disputa pode repetir a situação de Curitiba em 2012, quando o então prefeito Luciano Ducci (PSB), pupilo do governador e favorito na corrida, ficou fora do segundo turno.

Diante disso tudo, a meu ver, a deflagração do processo é boa porque possibilita o contraditório entre projetos! de governo por mais tempo.

Resumo da ópera: a guerra de nervos está apenas começando. à‰ isso. Tenha uma excelente sexta-feira!

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