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“Ficha limpa”, Feliciano segue à  frente de comissão

A primeira reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara, sob a presidência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), há duas semanas, foi marcada por protestos de manifestantes defensores dos direitos dos homossexuais e negros, apoio de evangélicos ao pastor e por bate-boca entre parlamentares. Foto: Abr.

A primeira reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara, sob a presidência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), há duas semanas, foi marcada por protestos de manifestantes defensores dos direitos dos homossexuais e negros, apoio de evangélicos ao pastor e por bate-boca entre parlamentares. Foto: Abr.

do Brasil 247

Mesmo com a pressão popular e até com a posição do presidente da Câmara Federal, Marco Feliciano (PSC-SP) vai continuar como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A decisão foi divulgada por volta de 16h depois que a bancada do partido se reuniu em Brasília.

“Quero pedir respeitosamente que as lideranças de partidos da Casa respeitem a indicação do PSC. Informamos aos senhores que o PSC não abre mão da indicação feita”, disse o vice-presidente nacional do PSC, pastor Everaldo Pereira.

“O deputado Marco Feliciano foi eleito pela maioria dos membros da comissão. Se tivesse sido condenado pelo Supremo nem teria sido indicado”, seguiu.

“Feliciano é um deputado ficha limpa, tendo então todas as prerrogativas de estar na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias”, completou Pereira.

A reunião foi um pedido do presidente da casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que disse ser “insustentável” a permanência da pastor na comissão. A Comissão de Direitos Humanos analisa justamente demandas envolvendo negros, gays, índios, ciganos e todas as formas de minoria. A polêmica é resultado do histórico do parlamentar, que em diversas ocasiões fez declarações homofóbicas e racistas.

O líder da sigla, André Moura (SE) já havia adiantado que a bancada não iria pedir a saída de Feliciano e sim conversar com ele para colocar “a voz das ruas”. O pastor declarou no fim de semana que só sairá da comissão “morto”.

Protestos

A permanência de Pastor Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos tem sido objeto de diversos protestos. A Anistia Internacional divulgou uma carta aberta em que se diz preocupada com a presença do deputado no cargo.

Nesta segunda-feira 25 à  noite, dezenas de artistas e integrantes de movimentos ligados a minorias se reuniram em uma manifestação na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio de Janeiro. Entre eles, estavam Caetano Veloso e os atores Wagner Moura, Leandra Leal e Dira Paes.

Com informações da Agência Câmara Notícias

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