Consórcio demo-petista se levanta contra Richa em Campo Magro (PR)

* Moradores programam marcha na terça contra o tucano

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, avança na região metropolitana de Curitiba com alianças políticas heterodoxas. Na imagem, ela está entre a vereadora Cristina Balestra (PT) e o prefeito Louvanir Menegusso (DEM).

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, avança na região metropolitana de Curitiba com alianças políticas heterodoxas. Na imagem, ela está entre a vereadora Cristina Balestra (PT) e o prefeito Louvanir Menegusso (DEM).

Campo Magro é um simpático e pequeno município da região metropolitana de Curitiba, que tem 30 mil habitantes e vive basicamente da agricultura familiar, do artesanato e do turismo rural. Por restrições ambientais, não pode se industrializar porque está localizado em área de manancial. Faz divisa com o do badalado bairro gastronômico de Santa Felicidade, segundo polo turístico do Paraná, conhecido no mundo inteiro.

O que poucos sabem é que a cidade de Campo Magro, localizado a 10 km ao norte da capital paranaense, é admininstrada pelo consórcio demo-petista. Nas eleições de 2012, foi eleito o prefeito Louvanir Menegusso, do DEM, com o apoio do PT. Os petistas comandam a Câmara do município e têm secretarias e cargos estratégicos na prefeitura.

Dito isto, informo ao leitor que a cidade de Campo Magro, instigada pelo consórcio demo-petista, prepara um levante contra o governo de Beto Richa (PSDB), na próxima terça-feira (19), porque o tucano reserva ao futuro dos campomagrenses uma nova peniteciária agrícola para mil detentos.

Este blog informou, em primeira mão, no último dia 6 de março, que o projeto do novo presídio já está nas mãos do Departamento Penitenciário do Governo do Paraná, segundo uma fonte no Palácio Iguaçu.

A prefeitura e a Câmara de Campo Magro querem colocar mais mil pessoas em uma audiência pública, que será realizada na Igreja Matriz, para dizer não! à  construção do presídio em regime semiaberto!.

O termo para a cessão ao governo do estado de uma fazenda de 40 alqueires, no centro de Campo Magro, que pertence à  Fundação da Ação Social (FAS), da capital, foi assinado em 27 de dezembro de 2012, no apagar das luzes da gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB). A área será destinada ao presídio semiaberto.

A vereadora Cristina Balestra, do PT, acusa o governo tucano de antidemocrático e unilateral!, pois não abriu diálogo com os poderes executivo e legislativo locais. Segundo a petista, nos últimos dois anos de gestão Beto Richa, Campo Magro não recebeu nenhum investimento e agora quer empurrar-nos, goela-abaixo, um presídio para nos trazer insegurança?!, indigna-se.

Não desejamos a penitenciária nem para nós, nem para Santa Felicidade!, diz a secretário do Planejamento, Thaiza Campestrini.

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