O Passeio Público é nosso e das putas também

O portal  do Passeio Público, de inspiração parisiense (divulgação).

O portal do Passeio Público, de inspiração parisiense (divulgação).

por Milton Alves*, em seu blog

A campanha pela revitalização do Passeio Público, centenário parque localizado em pleno centro da cidade, é uma boa iniciativa. Intelectuais, artistas, ativistas culturais e o jornal Gazeta do Povo animam a campanha. Uma boa e justa causa.

No entanto, como usuário do espaço, me preocupei com algumas opiniões manifestadas acerca do bom e velho Passeio. à‰ necessário (e muito) revitalizar, mas isso não pode significar exclusão ou profilaxia social. Digo isso, em função de algumas opiniões que ligam a revitalização com a retirada de putas! e maloqueiros! do lugar. Ou seja, o parque precisa se livrar dos frequentadores indesejáveis. Um viés preconceituoso e excludente pontua esse raciocínio.

Na verdade, o debate sobre a questão deve levar em consideração um projeto mais estrutural de revitalização da região central e do seu patrimônio histórico. Uma promessa de diversas gestões e também encampada pelo atual prefeito, Gustavo Fruet (PDT).

Na gestão do prefeito Luciano Ducci (PSB) obras e reformas foram realizadas no parque: asfaltamento novo da pista de cooper, novos viveiros para os animais, a sinalização do parque, a academia ao ar livre. Porém, não existiu uma política efetiva de ocupação com atividades e serviços para a população. Uma iniciativa que vingou foi a feira de orgânicos realizada nos sábados. E só. A coisa parou por aí. Muito de vez em quando um palco com algum grupo musical surgia e a população local correspondia com boa audiência. Até agora a coisa vinha funcionando assim!¦

Com uma nova gestão na prefeitura, e o impulso de uma campanha, é possível a realização de uma efetiva política de ocupação cultural, esportiva e cidadã do nosso Central Park!. Há espaços para todos. As praticantes do ofício mais antigo do mundo já são parte integrante da paisagem do lugar. Se do Passeio é nosso, as putas são do Passeio.

Vamos valorizar e cuidar do Passeio Público, sem excluir ninguém. Afinal, o Sol nasceu para todos.

* Milton Alves é militante do PT de Curitiba.

24 Comentários

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  1. É o escritório das mães dos políticos ?

  2. “Aah Cora Coralina
    Ah puta de uma outra esquyina…”
    Caetano Veloso

  3. curitiba deve manter os casarões antigos so no papel.o centro de curitiba não tem beleza nenhuma .a prefeitura perde dinheiro com isso. para não desmatar mais o municipio temos que aproveitar melhor o centro.mais shops ,mais edificios modernos ,criar uma nova rodoviaria pra quem vem do norte e sul .não ter que entrar de onibus no centro e ir na rodoviaria.e deixar a rodoviaria para os onibus estaduais das praias ,e interestaduais. eu falei do passeio publico. mas falei com consciencia ,que cada arvore erradicado de lá que se plante 100,e as erradicadas replantadas num lugar adequadas ,comos os pinheiros.mas mas nos temos muita ,arvore que não é nativa da região. então não serve como reserva verde.são essas arvores ,eucaliptos ,pinos ,grevilhas,que tem muito delas em curitiba .que erradicadas melhoraria o meio ambiente ,com o plantio de araucarias e centenas de arvores nativas da região. falando dos movimentos sociais no passeio publico ,porque não construir um shop na area do passeio publico.o passeio publico e caro para o poder publico manter.

  4. Enquanto se preocupam com elas os seus filhos roubam a nação no Congresso ,Senado ,Governo etc e tal

  5. Deixem as meninas lá ..elas curam só pela imposição de suas mãos ….!!numa sociedade tão deprimida fazem um brilhante papel para muitos solitários ou não….

  6. as putas até tudo bem, mas os maloqueiros aí é demais. até onde se saiba não existe legislação no brasil criando espaços para o livre consumo de entorpecentes. até mesmo o milton, tenho certeza, não ficaria assim tão à vonatde em compartilhar um espaço público com nóias viciados prontos a lhe baterem a carteira para comprar mais uma pedra de crack. o que já urge e faz tempo é uma política de inclusão e tratamento de dependentes químicos. me desculpe, mas achar natural e ficar numa boa levando os filhos ou pais idosos para passear no passeio público, topando com viciados é coisa de imbecil…

  7. é verdade mesmo. estão acabando com a curitiba do Paulo Leminski e Dalton Trevisan. uma pena. logo logo acabam com a saldanha mainho e depois com a cruz machado….. curitibano não devia ter nada mesmo.

  8. Tem certos artigos que só pelo inicio deixamos de ir adiante na leitura. Esse é um dêles. A idéia central é das piores. Onde insistem em nos fazer viver? Assim fica dificil. Meu Deus!!!!!!

  9. o negocio é criar um condominio de luxo no passeio publico.que pode valer 2 bilhões de reais ,e dar empregos para 100 pessoas .e mais .50.000.000. de impostos do iptu,seria melhor para a economia. mais dinheiro para a copel ,e sanepar ,e valorização da região! e meu pensamento. se querem manter a memoria ,os impostos devem ser pagos!

  10. A educação vem de casa, da familia, e todas as profissões e seres humanos devem ser respeitados. O lugar é PÚBLICO, e todos tem direito a frequentá-lo. O que ninguém pode fazer é usá-lo como local de trabalho ou como local particular pra fazer o que bem entender. A partir do momento que as prostitutas apenas fiquem no local pra conseguirem clientes e os encaminhem a locais adequados, é o que importa. Em relação aos drogados, isso hoje, nós temos em qualquer lugar, nas escolas, na rua, praças, em casas de pessoas do bem, nas igrejas, portanto é querer demais e ser preconcituoso exigir que eles sejam retirados dela. O que deve ser feito são Politicas Públicas de concientização e educação dos riscos das drogas e da prostituição. Dar condições a população de terem estudo, trabalho e autonomia financeira para terem qualidade de vida, sem colocarem em risco suas vidas e dos demais.

  11. – ENTÃO LEVEM OS SEUS FILHOS MENORES DE IDADE PARA PASSEAR AO LADO DE PUTAS, DROGADOS E TRAFICANTES.

    – ESSA ESQUERDA BURRA QUER RELATIVIZAR TUDO. PROSTITUIÇÃO E DROGADOS SÃO MÁ INFLUÊNCIA SIM SENHOR.

  12. Discordo completamente. Não se trata de “profilaxia social”, mas sim dar oportunidade de ocupação do espaço para quem ele foi projetado: as FAMÍLIAS.
    Por motivos óbvios a ocupação destas e de drogados e prostitutas no MESMO espaço é impossível.
    Lugar de viciado é na clínica de recuperação e lugar de prostituta é no emprego formal. Se ela não quiser, que vá vender seu corpo longe do espaço destinado às crianças e famílias.

    O problema não é QUEM excluir, mas sim incluir cada grupo no local ADEQUADO.

  13. Milton Alves, a mãe vai bem???

  14. “…Afinal o Sol nasceu pra todos.” O Passeio PÚBLICO também!!!

  15. o passeio público e´de todos ,as profissionais do sexo e os excluídos também fazem parte , afinal são gente também.

  16. E viva as putas, alegria dos solitários!!! Pelo menos ganham a vida sem sacrificar o povo, pois o que vendem é seu corpo e não o País.

  17. Muito bom Milton 🙂
    Como não uso de preconceito na minha vida, quando vou lá não vejo nenhuma puta. Somos apenas mulheres e iguais

  18. Há pessoas que pensam: “Se a realidade não bate com o que penso, dane-se a realidade.” E a realidade do lugar é o que compõe sua história. É isso, o passeio é público.

  19. Para quem é de Curitiba e conhece Curitiba no passeio público nos anos 60 tinha uma boate naquele espaço,junto com o bar do Pasquale,muita gente da sociedade local e politicos eram assiduos frequentadores de dia e de noite afora…

  20. Deixe as tias ganharem o dindin.