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Fruet planeja conceder, até maio, 33% de hora-atividade a professores, diz Sindicato

* Educadores da rede estadual cruzam os braços em março

Fruet fala em implantar hora-atividade até maio deste ano. Richa vem utilizando "embromation" há dois anos acerca do tema. Fotos: Denis Ferreira Neto/Arquivo.

Fruet fala em implantar hora-atividade até maio deste ano. Richa vem utilizando “embromation” há dois anos acerca do tema. Fotos: Denis Ferreira Neto/Arquivo.

A diretoria do Sindicato dos Servidores do Magistério de Curitiba (Sismmac) se reuniu nesta terça-feira (22) com a secretária Municipal da Educação, Roberlayne Roballo, com o objetivo de discutir um novo Plano de Carreiras e a implantação de 33% da hora-atividade aos educadores curitibanos.

Segundo o Sismmac, conforme resultado da reunião, o objetivo da administração do prefeito Gustavo Fruet (PDT) é alcançar os 33,33%, no máximo, até maio de 2013, aliando o calendário de implementação com a capacitação dos professores contratados. Esse seria o tempo necessário para apresentar a proposta de implementação nas escolas, levantar o número de professores necessários e efetuar as contratações e a capacitação.

A mesma sorte não tem os educadores da rede estadual que cruzam os braços em março devido a sucessivos descumprimentos de acordos pelo governador Beto Richa (PSDB). A pauta dos educadores das 2,1 mil escolas paranaenses é basicamente a mesma dos das curitibanas: os 33,33% da hora-atividade.

Richa prometeu na campanha de 2010 implantar as 33% da hora-atividade aos professores, como prevê a Lei Nacional do Piso, aprovada em 2008.

A Lei do Piso, que é descumprida pelo governo do Paraná, prevê a destinação de um terço do tempo para o preparo das aulas, dedicação a cursos e reuniões pedagógicas, dentre outras atividades extraclasse.

A proposta da prefeitura de Curitiba, entretanto, ainda não contempla as profissionais do magistério que atuam nos CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil). A direção do SISMMAC cobrou que seja apresentado um prazo e cronograma de implementação para que esse direito seja assegurado também as professoras e professores da educação infantil como forma de respeitar a isonomia entre o conjunto da categoria.

O Sindicato também questionou se, caso a categoria aceite o prazo e o modelo de ampliação da hora-atividade apresentados pela prefeitura, a implementação será feita com garantia de respeito a todos os direitos do magistério, como a manutenção das corregentes e do número de alunos em sala.

A nova equipe da SME se comprometeu a respeitar as atuais condições de trabalho e afirmou que a ampliação da hora-atividade terá como prioridade a melhoria da qualidade da educação e do nível de aprendizagem.

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