Escolas paranaenses funcionam irregularmente, alerta o Corpo de Bombeiros

Fábio Aguayo, da ABRABAR, quer o mesmo rigor da fiscalização contra as casas noturnas nas escolas públicas do Paraná. "São vidas que precisam ser preservadas", defende.

Fábio Aguayo, da ABRABAR, quer o mesmo rigor da fiscalização contra as casas noturnas nas escolas públicas do Paraná. “São vidas que precisam ser preservadas”, defende.

A tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, ainda toma conta das manchetes dos principais jornais do país. Toda vez que ocorre uma tragédia dessa proporção, repentinamente, a mídia transforma os brasileiros em especialistas! tal o grau de repetição da notícia. Quando o sinistro envolve aviões todos nós aprendemos o que “arremeter”, por exemplo. Agora em se tratando de incêndio ficamos experts em “alvarás”, ou seja, do dia para noite, sabemos que há regras de segurança a seguir quando se pretende manter aberto um espaço público ou privado.

O distinto público não faz ideia, como bem alertou O Jornal Hoje, de Cascavel, na região Oeste do Paraná, que hospital, restaurantes e até escolas estão irregulares!. Está todo mundo irregular. Até as escolas. A informação é de um tenente do Corpo de Bombeiros (clique aqui para ler a matéria).

Segundo o Corpo de Bombeiros, em 2012, metade das escolas da rede pública estadual está irregular e não tem a estrutura obrigatória de segurança contra incêndios, o que coloca em risco a vida dos alunos, professores e funcionários. De lá para cá, de acordo com informações colhidas, não há notícias de que a situação tenha sido revertida. Pelo contrário. Nos dois primeiros anos de gestão do governador Beto Richa (PSDB) houve redução, pela metade, de investimentos de recursos em obras nesses prédios escolares.

O tucano destinou média anual de R$ 70 milhões, em 2011 e 2012, para obras nas escolas da rede pública estadual. O valor é quase a metade dos R$ 130 milhões !” também média anual !” gastos nos governos peemedebistas de Roberto Requião e Orlando Pessuti (leia mais sobre isso clicando aqui).

Em junho último, este blog revelou que a maioria das escolas não possui equipamentos básicos para o combate de eventuais sinistros, o que deixa as pessoas em situação de risco. Extintores, hidrantes, saídas de emergência, detectores de incêndio, alarmes, acessibilidade para pessoas com deficiências, dentre outros equipamentos de primeira necessidade são itens desconhecidos nesses prédios que guardam! diariamente milhares de almas (relembre clicando aqui).

O governo do Paraná, através da Secretaria de Estado da Educação (SEED), chegou a anunciou a criação de uma brigada contra incêndio nas escolas da rede ao custo de R$ 15 milhões para capacitar a comunidade escolar. Entretanto, não previu a compra dos equipamentos obrigatórios para o eficiente combate a incêndio. Agora, imagine a pacata comunidade escolar, com a boca, assoprando para apagar o fogo, sem equipamento algum !” nem um simples extintor.

O poder público pode e deve ser rígido com as casas noturnas, mas tem que dar o exemplo fiscalizando seus prédios que aglomeram milhares de pessoas todos os dias!, cobra Fabio Aguayo, presidente da Associação de Bares e Casas Noturnas (ABRABAR).

Todos nós estamos sujeitos a acidentes e tragédia. O que precisamos fazer é tomar medidas para nos prevenir e salvar vidas. Esses sinistros podem atingir tanto um prédio público quanto um prédio privado!, analisa Aguayo.

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