Secretariado vai refletir o que pensa Gustavo Fruet sobre o futuro

Fruet participou hoje de evento promovido pelos petistas. Foto: PT/PR.

Engana-se quem acredita que o governador Beto Richa (PSDB) espera somente o desfecho do imbróglio no PMDB para iniciar uma ampla reforma no secretariado. O tucano empurrou a troca de comando em várias pastas para janeiro de 2013 de olho na definição, também, a definição da equipe do prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), aliado do PT para que der e vier pela frente.

De acordo com os nomes que escolher para acompanhá-lo na prefeitura da capital, imagina o Palácio Iguaçu, saber-se-á o tamanho do salto que Fruet pretende para o futuro.

O prefeito eleito curitibano esteve na manhã desta sexta-feira (23) em evento organizado pelo deputado federal André Vargas (PT). O petista afirma que o encontro tem como objetivo mostrar os programas federais e convênios que podem ser firmados com o governo federal, principalmente nas áreas de saúde, educação e saneamento.

Até as capivaras do Parque Barigui ou os gambazinhos de Londrina, cidade de Vargas, sabem que Gustavo Fruet está jogando fechadinho com o PT. A presença do pedetista no evento de hoje é mais uma evidência de que o espaço do PT no governo municipal de Curitiba será bastante generoso.

Do outro lado da cerca, os estrategistas de Richa aguardam as definições de Fruet. Acreditam que o prefeito eleito já pensa lá na frente, ou seja, em 2018. Portanto, os palacianos trabalham com quatro cenários para a campanha de reeleição do tucano de 2014: 1- com a ministra Gleisi Hoffmann apoiada pelo PDT e Roberto Requião pelo PMDB; 2- com uma disputa direta com Requião, sem Gleisi; 3- com o ex-senador Osmar Dias (PDT) apoiado pelo PT e ainda com candidatura de Requião; e 4- com o apoio do PMDB num confronto com Osmar.

Como sempre, falta combinar com os russos (partidos e eleitores).

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