Em carta, professora critica critérios de seleção para o PDE e denuncia desrespeito à  categoria

Protesto de professores ocorrido em abril. Foto: Giuliano Gomes.

Olá Esmael, sou professora do Estado há 22 anos, encaminho para você postar no seu blog, como serviço a todos os leitores, principalmente aos professores do Estado do Paraná, uma carta que foi encaminhada para a Ouvidoria da SEED (Secretaria de Estado da Educação). Omiti meu nome para não sofrer algum tipo de perseguição. O PDE (Programa de Desenvolvimento Educacional) do Paraná está cada vez mais injusto em seus critérios para a seleção. Muito poucas vagas e uma loteria, verdadeiro desestímulo a continuar lecionando para conseguir uma promoção. Agradeço pela sua atenção. Muito obrigado se puder levar isso a público.

A.G. Osório.

A seguir, leia a íntegra da carta criticando a SEED pelos “critérios não inteligentes de seleção do PDE”:

PDE 2012 – Critérios de Seleção/Desrespeito aos Professores

O processo seletivo 2012 do Programa de Desenvolvimento Educacional do Paraná – PDE/PR, regulamentado pela Lei Complementar n. 130, de 14/07/2012, cujo objetivo é a promoção dos professores da Rede Estadual de Ensino por meio de atividades teórico-práticas e a melhoria na qualidade da educação paranaense, foi regido pelo Edital n.!º 132-2012 da Secretaria de Estado da Educação – SEED. Porém, houve considerável falha sobre a divulgação e esclarecimentos das horas de cursos necessárias para a obtenção do limite de pontos, 40 pontos, exigidos no Edital, em um de seus critérios, por parte dos Núcleos de Educação, do Grupo de Recursos Humanos Setorial – GRHS e do Setor PDE da própria SEED.

Não houve uma definição, em tempo antecipado, sobre o montante necessário em horas-curso que um professor candidato ao PDE teria de obter para uma justa concorrência no Processo Seletivo, haja vista que os critérios do Edital foram, pelo menos, levados ao conhecimento do público num prazo derradeiro curto, sem mesmo o conhecimento prévio das Equipes-Técnicas do Grupo de Recursos Humanos de suas sucursais, pela Equipe Técnica do Setor PDE, para orientação adequada e antecipada aos candidatos, o que ocasionou a perda de pontos a muitos professores de carreira e que vêm participando do Processo Seletivo há tempos. Em ligações telefônicas ao Setor do PDE a informação há poucos meses era a de que os interessados deveriam “aguardar” a divulgação do Edital, amarrando, desta forma, os profissionais da Educação que não têm à  sua disposição outros meios de acesso a tal informação, seja pela localidade, distância ou mesmo facilidade de acesso à  Internet.

Outra injustiça apontada no Edital é o valor irrisório de pontuação por tempo de serviço, verdadeiro desestímulo ao investimento na carreira, tomando-se por base os 0,5 (zero vírgula cinco) pontos atribuídos para cada semestre de efetivo trabalho na Rede Estadual de Educação.

Se o PDE em si é uma conquista dos Professores do Estado, por outro lado os seus critérios de seleção caduca no bom-senso e na justa atribuição de valores aos quesitos indispensáveis para uma Educação de qualidade, como o fato, por exemplo, de não assegurar aos Doutores, Mestres e Especialistas uma pontuação maior do que as obtidas em cursos reconhecidos pelo à“rgão, cursos que, com certeza, não avaliam adequadamente a real competência do profissional, e de eficácia mesmo duvidosa.

O referido procedimento seletivo, há anos, vem pedalando na adequação de critérios que melhor justifiquem o esforço do Governo para a promoção dos avanços de níveis dos professores do Quadro Próprio do Magistério, e que venha ao encontro das reais necessidades dos profissionais da educação que almejam um ganho real na carreira, antes de sua aposentadoria. O PDE, por exemplo, garante aos professores, no mínimo, a ajuda de custo de transporte que os profissionais perdem assim que se aposentam.

Outro desestímulo é o impacto que a dificuldade de entrar no PDE traz ao professor regente de classe, uma vez que este necessita de 540 horas ou mais de cursos para concorrer no Processo Seletivo, sem a garantia de que, nos anos vindouros, os critérios e as vagas serão ou não modificados sem aviso prévio. Soma-se a isto o número cada vez mais crescente de candidatos que se inscrevem ao PDE, perante a oferta de vagas/ano, nem sempre fazendo jus à  demanda, como, observa-se, a disponibilidade ou oferta de apenas 2.000 vagas para o ano de 2013, distribuídas por disciplina.

Não obstante, aos que se sentiram e sentem prejudicados ou injustiçados pelos critérios não inteligentes de seleção do PDE, a Secretaria de Estado da Educação permite, para impetrar recurso referente à  pontuação individual de cada concorrente, pífios 250 caracteres para registro de reclamação, indecoroso ou no mínimo insuficiente para qualquer justificativa plausível.

Não é desta vez que a Equipe Técnica responsável pelos Critérios de Seleção do PDE, bem como os gestores responsáveis pela evolução da almejada educação de qualidade no Paraná, mostram maturidade e amplo discernimento sobre as reais necessidades dos professores que atuam no Magistério, comprometendo a vida de muitos profissionais, em sua saúde mental e física, e não respeitando os excelentes mestres que esperam uma promoção por reconhecimento de seu esforço e trabalho, merecidamente computado, não um processo punitivo e injusto aos professores, como vem se mostrando ao longo do tempo, desde a constituição do Programa em 2006.

Mesmo o Edital de seleção para o PDE 2013, que pode ser consultado no sítio: http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=20, não espelha de forma clara e objetiva, aos concorrentes, os coeficientes da matemática atribuída para a pontuação dos candidatos. E, se espelha, o faz de maneira injusta pelo critério de distribuição e relação de aproveitamentos, desmeritória pelas “dádivas” de pontuação a cursos que não provam a competência do profissional (e, por isso, em detrimento ao seu tempo de serviço no Estado) e de forma infantil por sua imprevisibilidade.

Por uma educação de qualidade, e levando-se em conta a angústia de muitos professores, é relevante que aqueles que gestam pelos seus pares, promovam, conscientemente, em tempo hábil, formas justas de promoção da carreira, adequação de critérios bem definidos e claros para o aprimoramento profissional. Enfim, é necessário que órgão como a SEED e filiadas, promovam “pra valer” a germinação de gestores facilitadores de metas e não complicadores de resultados.

A.G. Osório
24-10-2012

18 Comentários

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  2. CADA VEZ MAIS AUMENTA A MINHA DECEPÇÃO EM SER PROFESSORA DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO.
    Hoje dia 08/11/2012, quinto dia útil do mês, como todo trabalhador, vou ao banco com os boletos das contas a pagar e para minha surpresa meu salário foi suspenso. Quando tento descobrir porque, me informam na secretaria da escola que o meu pagamento foi suspenso (sem nenhum aviso prévio) pelo fato de eu ter esquecido de fazer o cadastro anual durante o mês do meu aniversário (para verificar se eu não sou fantasma). Ninguém veio me perguntar se eu tinha feito o cadastro ou não, sem aviso, simplesmente cortam o pagamento de um trabalhador. O que é engraçado e ao mesmo triste é que o registro da minha frequência foi lançado mês a mês desde agosto, porque eu efetivamente trabalhei. A justificativa é que esse cadastro é para flagrar os “funcionários fantasmas”. Já que não me cadastrei sou um fantasma, mas um fantasma que trabalha. O engraçado da situação é os “fantasmas” mau caráter ninguém pega. Estão me punindo pelo meu esquecimento. E o mais triste é que nenhum funcionário da administração ou da secretaria da educação, em nenhum momento entrou em contato pessoal ou por e-mail me avisando do prazo final do tal do recadastramento.

  3. Injustíssimo sim, já fiz PDE, mas professores que conheço competentes, responsáveis, realizam cursos e perderam classificação por certas figuras interessantes que como diz o colega Professor, não dá pra desvendar… Vamos sentir o que dirão as Universidades sobre alguns tipos que estão chegando…

  4. Não quis participar do concurso PDE este ano , por motivos particulares. Não fiz nem a inscrição.

    O que tenho a dizer é que conheço colegas que fizeram o PDE só por fazer, não aplicaram na prática, na escola, o trabalho que desenvolveram na teoria.

    Continuam com suas práticas medíocres, ultrapassadas em sala de aula. Não se reciclam, não fazem nada para melhorar suas atuações. Parece que quanto mais fazer cursos, piores ficam. Impressionante, não consegui desvendar esse mistério. Ou será que participam apenas para ganhar uns pontinhos… Dá muita tristeza ver tanta injustiça; o governo paga pra esses colegas de profissão ficarem fora de sala, mas pelo menos os que vi e continuo vendo, não contribuem em nada para a escola onde trabalham. É uma pena. E parece que os tacanhas é que tem sorte e passam no PDE. Isso sim é INJUSTO! Hihihihihihihihihihihihi

  5. Entrei na segunda turma do PDE, em 2008, em que uma das etapas era a prova de conhecimento. Sempre participei de todos os cursos ofertados pela SEED e outros de outras instituições também. Na minha opinião deveria voltar a prova escrita, pois considero, mais que justo, aprovar também as pessoas que realmente tem conhecimento, além de tempo de serviço e carga horária de cursos. Não sei quáis os motivos levaram a SEED a rever o processo seletivo do PDE para que não tivesse mais a prova. Não desmerecendo os aprovados, um bom profissional deve além de ter o tempo necessário de serviço e carga horária de cursos de aperfeiçoamento deve também ter conhecimento. Seria bom que no próximo processo seletivo as provas estivessem de volta. Assim, cada professor poderia, além de conferir seus gabaritos, também receber um relatório com a apresentação da pontuação obtida com a apresentação de seus títulos (certificados), de uma maneira bem transparente.

    • Prof. Flor, gostei de sua colocação. Penso o seguinte: Realmente falta amadurecimento e definição política-educacional para os critérios do PDE. Penso que a Equipe que trabalha em conjunto à categoria dos professores, deveriam rever alguns pontos principais, a saber aqueles que irão beneficiar os educadores de forma justa. E aqui faço uns apontamento:

      -A SEED deve a priori fazer uma avaliação para cada Área de Ensino aos professores interessados, cada qual com assuntos pertinentes à sua formação. Não provas com pegadinhas, mas uma prova que avalie, de verdade, os conhecimentos do profissional.
      -Apontar quais materiais deverão ser consultados para a avaliação.
      -Não fazer de tal avaliação o carro-chefe do processo, apenas para a obtenção de uma nota quanto requisito para o PDE. Tal processo ficaria dispendioso para a SEED, por envolver contratação de empresas para suporte, mas seria interessante.
      – Depois, fixar em tempo hábil, um ano no mínimo, o limite de horas-curso para determinada pontuação, e que tal pontuação não sobrepujasse as horas cursadas por Especialização, Mestrado ou Doutorado. Não podemos perder os mestres e doutores que muito contribuem para a formação de outros.
      -Que estabelecesse maior pontuação por semestre de efetivo exercício, mas com pontuação maior.

      Outro critério que seria interessante é permitir àqueles que estão fora de sala de aula, mas trabalham na Educação em Áreas Técnicas e Administrativas, a oportunidade de participar de Cursos de Carga-horária com mais de 100 horas presenciais, e incentivar tal participação, pois geralmente não é dada licença para participação em cursos de caráter presencial, uma vez que gerá substituição de professores.

      Os professores, na sua maioria, estão buscando sim aperfeiçoar-se, seja por oferta do Estado, seja por oferta das instituições particulares, seja a distância, ou pela Internet. O que falta é capacitação mais abrangente e constante como acontecia num tempo atrás. Mais do que uma obrigação do professor-aluno participar de cursos é a obrigação do Governo em ofertar capacitação de qualidade aos professores.

      Até o Governo Requião, a Escola de Governo, ofertava diversos cursos, seja de especialização ou mestrado. Depois reduziram a quantidade, e o intervalo para a realização de outros cursos de mestrado tem aumentado muito nesta gestão.

      Depois, tanto Governo, por meio da Secretaria de Estado da Educação, Núcleos, Recursos Humanos, entre outras representações devem ajudar na divulgação antecipada desses critérios. A SEED tem que colocar em forma de cartazes nas escolas e instituições quais os critérios que serão exigidos para o candidato ao PDE poder realmente estar a par, estudar com antecedência, para dar tempo de apresentar os seus títulos, ou até mesmo provar suas habilidades ou conhecimento da matéria que leciona.

      A SEED deve pensar na sua classe, ser unida, fazer o papel de educadora, antes de ser colhedora de resultados ou sorteadora de vagas por critérios não tão justos.

      Não podemos culpar os professores pelo seu fracasso, isso já tem um monte de gente e instituições fazendo. O fracasso vem de todos, dos juízes e réus, por isso, devemos nos apoiar para apontar à SEED e Secretário da Educação, que é preciso melhorar mais, até chegar a um ponto equitativamente justo.
      Abraços!

  6. Fiz prova. Fui classificado. Fiz o PDE.

  7. Nao acho que seja tao injusto assim o processo, uma vez que agora oportuniza professores mais novos a entrarem no PDE, o que antes só era possivel ao atingir a ultima casa da tabela salarial!

    • Sendo um programa elaborado, inicialmente, para permitir que professores que merecidamente estavam na última classe do nível 2, pudessem mediante estudo e um bom projeto, ainda avançar em suas carrreiras . viu-se por interferência de nosso Sindicato e, sendo acatado por nossos gestores maiores, que professores enquadrados em níveis inferiores passaram a ter o direito em participar. Ora, trata-se de uma injustiça sim, pois quantos em último nível e com muita experiência, perdem suas vagas para quem ainda terá de avançar para alcançar a classe 11. É necessário dizer que os critérios estabelecidos para se obter a pontuação, chega a ser aviltante.
      Parodiando Bóris: “Isto é uma vergonha”

  8. Sou bastante crítico em relação às ações da SEED, mas dizer-se mal informado com relação ao PDE não podemos, os editais ano após anos são semelhantes mantendo as regras. Quanto atingir 540 horas de cursos é o mínimo que se espera de um professor (o edital conta todos os cursos realizados nos últimos 6 anos), quanto a pontuação diferenciada no edital atribui-se 10 pontos ao mestrado e 15 ao doutorado.
    * Precisamos debater com a SEED quanto a quantidade de vagas por disciplina,
    * Manutenção do auxilio transporte para o cursista, mesmo sabendo que recebem ajuda de custo para o deslocamento,
    * A questão das aulas extraordinárias,

    Temos muito a debate, mas não podemos dizer que não conheciamos as regras.

  9. O Estado precisa promover cursos de capacitação de eficiência. Quer maior aperfeiçoamento e horas de trabalho e estudo de quem cursa mestrado e doutorado? E muitos desses profissionais perdem em pontos para quem tem horas de cursos diversos. Eu entendi o que a professora escreveu. Ela não critica quem estudou em cursos, mas os critérios injustos da SEED para a seleção do PDE. Um ano é uma coisa, outro ano outra, e nunca se sabe o que vão exigir de verdade. A SEED cobra muito. Cobra dos professores, e para muitos que não têm acesso a cursos, seja por Internet ou presencial, em muitas regiões interioranas do Paraná, mas não oferece condições e recursos eficientes.

    A Lei obriga, só para deixar um exemplo, que as escolas se adaptem para receber alunos, por exemplo, cadeirantes, mas muitas escolas estão na fila de espera para receber uma verba do Estado para melhoria das condições e espaços físicos da escola. Vá visitar a Secretaria de Estado da Educação, não há rampas para acesso de deficientes. Visita uma escola estadual que sempre pegam para fazer propaganda para o governo, você encontra o Colégio em condições pelo menos aceitáveis de acesso.

    Já que o PDE é um teste seletivo interno, então deveriam aplicar um tipo de avaliação, cada qual em sua área, para avaliar mais adequadamente os professores.

    Temos muito bons profissionais, alguns com mestrado e doutorado, que poderiam dar aulas para aperfeiçoamento de professores, em sua área de atuação, e que não passam também no PDE, ou não são justamente valorizados. Alguma coisa está errada, com certeza.

  10. Acho que não entenderam direito. A matéria diz respeito sobre a pontuação maior por cursos cuja qualidade é questionável, não diz para não fazer curso. Eu tirei a minha bunda da cadeira, porque tenho tempo para isso e fiz mais de mil horas em curso, e não fui classificado. E conheço professores que fizeram também pontuação por número de cursos e que não passaram no PDE. Realmente os critérios são injustos. Quem passou é claro que não reclama e puxa o saco da SEED sim na questão de passar por número de horas de cursos, o que não garante a qualidade desses cursos. Isso não é critério para garantir aperfeiçoamento efetivo, como os que não passaram não passaram porque não fizeram cursos ou porque ficaram só dando aula ao invés de se “aperfeiçoarem”, venhamos!!!!!. A carta da professora é bem esclarecedora, pois aponta as injustiças da SEED, principalmente na divulgação prévia dos critérios necessários à obtenção do PDE.
    Obrigado professora pela carta. Espero que ela seja lida pelos órgãos competentes da SEED.

  11. tudo blá blá blá, estou no nível 2 classe 11, faço todos os cursos ofertados e pela classificação que tive, somente vou fazer o PDE em 2016, progressão somente em 2020. 8 anos parado.

  12. Caro Esmael!

    Eu obtive 746 pontos no critério de horas de curso, mas não fui classificado porque não obtive pontos necessarios pelo meu tempo no Estado. Não julgo que a SEED tenha sido injusta, pois conforme os professores postaram, é uma forma de buscarmos constantemente a nosso aperfeiçoamento profissional. Quem quer ter avanços na nacrreira, precisa de se esforçar um pouco mais.

  13. ISSO QUE O PROFESSOR FALOU É CERTO MUITO PROFESSORES ESTÃO ESTAGNADOS EM SUA CARREIRA QUE NÃO SE APRIMORAM E QUEREM SER CLASSIFICADOS NO PDE, VAMOS PROFESSORES TIREM A BUNDA DA CADEIRA E VÃO FAZER CURSOS.

  14. É o segundo ano que tento o PDE e agora entrei. Os que reclamam da quantidade de horas de curso exigidos para se atingir a nota máxima de 40 pontos, são aqueles que não fazem nem as semanas pedagógicas ofertadas pelo estado que totalizam 40 horas ao ano. Eu atingi 670 horas de cursos. Muitos deles ofertados pelo estado e outros feitos online pela unb e ufpr. Não estou defendendo o estado, mas se o PDE foi formulado para incentivar o professor a estudar, nada mais justo que aqueles que já estudam tenham uma pontuação superior.

    • Concordo plenamente com você. Não sou admirador da atual gestão do estado, entretanto o PDE vem valorizar o professor que estuda e que busca aperfeiçoar-se a cada ano, buscando novas metodologias, através de cursos e leituras, para melhorar sua prátia pedagógica. Sou professor PDE 2012 e entrei no curso com apenas 13 anos de tempo de serviço, porém sempre participei das semanas pedagógicas, do grupo de estudo aos sábados e do GTR.
      Conheço professores que entraram no PDE estando noa classe 9 porque sempre buscaram se aperfeiçoar com cursos. Precisamos de professores comprometidos com a educação que sejam leitores e fiquem sempre a par das leis sobre a educação, e nos últimos anos o edital de seleção de professores para o PDE vem sendo o mesmo, portanto todos nós professores tivemos tempo para buscar as 540 horas de curso e a pontuação máxima de 40 pontos neste quesito.

    • Outra pós-graduação = 04 pontos
      540 horas de cursos de capacitação = 40 pontos
      Conclusão: uma pós-graduação que tenha carga horária cursada de 540 h , vale 10 vezes menos.
      Isto é justo ?