De saída do ninho, àlvaro Dias flerta com PDT de Gustavo Fruet

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àlvaro Dias e Gustavo Fruet mantêm boas relações desde os tempos de PSDB. Na foto (arquivo, 14/09/2011), Juliano Breda acompanha conversa.
O senador àlvaro Dias, líder do PSDB no Senado, não repete no Paraná o mesmo sucesso que faz em Brasília. Pelo menos no ninho tucano. Também não tem muito refresco na mídia local, embora seja o queridinho! do momento do chamado Partido da Imprensa Golpista (PiG) !“ consórcio liderado pela Veja, Estadão, Folha e Globo — por causa de seu discurso para lá de udenista.

Hoje, àlvaro abriu a fogo contra o governador do Paraná, Beto Richa. Para o senador, a gestão do ainda correligionário reúne tudo que existe de podre: Nepotismo, fisiologismo, loteamento, sem escrúpulos, balcão de negócios, promiscuidade, etc.!.

Pois bem, os tucanos paranaenses já avisaram que não darão a legenda para àlvaro tentar a reeleição em 2014. O presidente da Assembleia Legislativa e do PSDB no estado, deputado Valdir Rossoni, pelo Twitter, lançou-se ao Senado. Portanto, são dois candidatos e apenas uma vaga. àlvaro não tem chance alguma nessa disputa intestina, pois a tropa de Richa domina tudo no diretório. à‰ fato.

Que alternativa sobra a àlvaro Dias? O PDT de Gustavo Fruet, o prefeito eleito de Curitiba. O flerte do ainda tucano com o ex-tucano vem de longa data. Desde os tempos de CPI do Mensalão, àlvaro e Fruet alimentam amizade e posicionamento político parecido.

Fala-se, também, acerca do novo partido que Marina Silva criará. O problema é que ainda não passa de uma intenção da ex-presidenciável. Mesmo surgindo, a sigla teria que ser levada aos 399 municípios paranaenses para alavancar uma candidatura ao Senado ou ao governo. Esse trabalho, além de tempo, custa muito dinheiro.

O PDT está pronto. Tem o prefeito eleito de Curitiba. Vem de brinde o quase-governador Osmar Dias, irmão de àlvaro, e o bruxo Chik Jeitoso.

O diabo é que o PDT faz parte da base de sustentação do governo petista de Dilma Rousseff, o mesmo que àlvaro desce o chinelo dia e noite. Estaria disposto o senador tucano ajoelhar-se no milho e fazer uma autocrítica?

Outras perguntas são pertinentes: Osmar, impossibilitado de fazer política por causa do regimento do Banco do Brasil, permaneceria no cargo? O PDT, àlvaro e PT conviveriam pacificamente? àlvaro colocaria um adesivo de Gleisi Hoffmann na lapela?

São essas questões que precisam ser respondidas, mas uma coisa é fato concreto: as críticas de àlvaro foram para chutar o balde, ou seja, para romper politicamente com o PSDB do Paraná.

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