Cerco sem fim empurra Lula à  candidatura em 2014

do Brasil 247

Oposição partidária e ventríloquos midiáticos em pé de guerra contra maior líder político do País; aposta é ida ao ‘tapetão’ da Justiça para conter força política crescente do ex-operário; feitiço, no entanto, pode recair contra os feiticeiros; de sua toca no Instituto Lula, em São Paulo, o perseguido avisa que, se for acuado, irá romper o cerco tornando-se candidato a presidente da República outra vez; “o STF não vai escrever o último capítulo da minha biografia”; alguém duvida?

Lula está na alça de mira dos sem-voto. Suplantada, paulatinamente, como se viu no resultado final das eleições municipais, pelo crescimento sustentado do PT !“ uma agremiação que a cada eleição, desde 1982, obtém mais votos em relação ao pleito anterior –, a oposição já percebeu que será impossível, pelo caminho das urnas, abater o ex-presidente. O que não significa que irá deixar de lado o pauta permanente de acabar politicamente com ele.

As tentativas de tirar Lula do jogo recrudescem e estão concentradas, a partir de agora, no chamado “tapetão” !“ os diferentes ambientes judiciais para representações, investigações e julgamentos fraqueados a todos pela Justiça brasileira. Para a próxima terça-feira, o deputado Roberto Freire (PPS-SP) já anuncia a entrada de pedido formal à  Procuradoria-Geral da República para que Roberto Gurgel e seus promotores iniciem um investigação específica contra o ex-presidente.

Esse ardil, no entanto, está produzindo um paradoxo. Pensado para acuar Lula como uma raposa perseguida por cães e jagunços, ele já vai despertando um efeito reverso. Precisamente o que está levando Lula a ensaiar uma saída em grande estilo de sua toca, posicionando-se para bons entendores como candidato à  Presidência da República em 2014.

– O último capítulo da minha biografia não será escrito pelo Supremo Tribunal Federal, teria dito o ex-presidente a interlocutores recentes, que já espalham a frase para suas correntes de amigos.

Como se sabe, Lula, entre o domingo 28 da surra político-eleitoral aplicado por Fernando Haddad e o PT em José Serra e o PSDB, e esta sexta-feira 2, ainda não fez nenhum pronunciamento público sobre os pleitos municipais. Mas protegido pelos vidros pretos do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, entre assessores, amigos e visitantes o ex-presidente manifesta uma avaliação extremamente positiva sobre o desempenho de seu partido.

– Gostei de tudo, principalmente do nosso resultado em Taubaté, divertiu-se Lula em reunião informal no Instituto Lula, na segunda-feira 29.

– Mas lá nos perdemos, presidente, lembrou um dos auxiliares, ciente de que o petista Isaac do Carmo fora derrotado pelo tucano José Ortiz por 37,08% dos votos válidos contra 62,92%.

– Pois é, mas implantamos o PT, que ali não tinha nada, praticamente nem existia. Agora o partido está lá. Campinas, então, foi espetacular, avançou o presidente, feliz outra vez, referindo-se neste ponto à  derrota de seu candidato Marcio Pochmann para o eleito Jonas Donizette, do PSB, por 42,31% contra 57,69%.

Na quarta-feira 2, Pochmann e Donizete foram recebidos por Lula, em meio a uma chuva de cumprimentos. O que o ex-presidente não dirá, então, quando abrir a boca publicamente, e em definitivo com o câncer de garganta superado, sobre sua maior vitória com Haddad?

à‰ esse Lula de cordão umbilical ligado ao povo, dono de quase 80% de índice de popularidade medido pelas pesquisas e com total liberdade para combinar com a presidente Dilma uma estratégia partidárias para 2014 que a oposição sabe que precisa derrotar. Por questão de sobrevivência. Impulsionado por Lula, na atual marcha batida o PT vai ser tornar um partido hegemônico. Ente prefeitos e vices, o PT passou a estar no Poder Executivo de nada menos que 1.000 cidades brasileiras. No maior município do País, registre-se, o partido fez, além do novo prefeito, mais 13 vereadores, isto é, a maior bancada da Casa.

No tapetão, a oposição tem sua base de denúncias num rematado delator e, agora, condenado pelo STF por crimes listados na Ação Penal 470. O publicitário Marcos Valério não é fonte das mais confiáveis, dado esse histórico, mas já estampou duas capas da revista Veja nas últimas seis semanas. O Santo Padre Bento 16, o presidente Barack Obama, a hipnotizante Juliana Paes e quem mais se queira, ninguém conseguiu esse feito. Falta de assunto ou aposta em que é Valério, e somente ele, que pode trazer algum alento ao anti-lulismo, o que importa, no caso, e a cadeia de reverberação de fatos que está acionada a partir dessa matriz.

O jornal O Estado de S. Paulo igualmente aposta em Valério como fator de desestabilização de Lula. E, como não poderia faltar, o colunista imortal Merval Pereira, de O Globo, dá seu pitaco, nesta sexta 2, sob o título O Labirínto de Lula. São a oposição e seus ventríloquos, porém, que parecem estar andando em círculos, procurando dar as mãos para separar Lula de seu maior ativo, o reconhecimento do povo.

10 Comentários

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  1. Já disse e repito, compre um terreno no Paraguai e mude pra lá, lá eles poderão se juntar com um monte de golpista. Tenho fé, enquanto viver não quero ver nunca mais uma fila de 200 mulheres disputando uma vaga de domestica, esse e apenas um exemplo do que acontecia em todos os setores da economia do nosso pais, esse bando e cego, surdo e não tem memoria.

  2. Lula é meu candidato. Votarei, farei campanha, e se necessário colocarei dinheiro do meu bolso para ajudar a eleger, novamente, o maior Presidente que este país já teve e, quiçá, teremos novamente.

    Os sem-voto que vão chorar lá no Instituto Millenium. “Vamu que vamu”, porque não tem prá ninguém se Lula sair candidato.

  3. olha o lula realmente é culpado, ajudou a roubar milhoes dos cofres publicos, agora porque fez isso é outra coisa, o genoino e o dirceu fizeram pelo poder e pela ideologia, a melhoria de vida do povo os milhoes que sairaM DA FOME, parece que para o lula, os fins justificam os meios, se tem razao, nao sei dizer, se esta errado, tambem nao posso falar nada

  4. lula e o pt estao igual a pao com bastante fermento…quanto mais bate mais cresce…

  5. Será que estas pessoas têm noção do que este traidor fez com seus futuros ?
    Ao vetar o fim do Fator Previdenciário, Lula condenou os trabalhadores da iniciativa privada (os que menos ganham e consomem recursos do INSS) à miséria na velhice.
    Já os bancos não têm do que reclamar, assim como os ruralistas, os empreiteiros, os milionários, etc…
    Povo que só vê o presente acha uma maravilha as migalhas dos bolsa família.
    Lula, Dilma, PT… Tô fora.

  6. EXPERIMENTEN DAREM O GOLPE COM O STF EM LULA, VCS VÃO CONHECER 0 INFERNO, UM BANDO DE DERROTADOS SEM VOTOS(PSDB,DEM,PPS)E O PIG,
    PARTIDO DA IMPRESSA GOLPISTA(GLOBO,GLOBONES,ESTADÃO,FOLHA DE SÃO PAULO)

  7. Quanto mais tentam dar o golpe e bater, mais o PT cresce.

  8. LULA em 2010 já deixou bem claro em alguns discursos, temos que exterminar o DEM e o PSDB, e pelo que tudo indica, as eleições de 2012 já deu mostra disso. tanto é verdade que na Região Sul e Sudeste, o PSDB já foi disimado, e no Nordeste o DEM esta sendo disimado tambem.

    mas não pode ser somente DEM e PSDB, tem a VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, O GLOBO, A REDE GLOBO e outros tantos meios de comunicação que fazem parte do PIG.

  9. Esmael, arquive esse comentário….

    Você escreve

    JC: Flertando com uma teoria da conspiração

    Essa situação [a de Marcos Valério buscar acordo para fazer delação premiada] me faz lembrar a morte do tesoureiro do Fernando Collor “” o PC farias, ele estava envolvido em um sistema de corrupção”¨ no gov Collor “¦ o PC Farias foi assassinado, muitos dizem que foi queima de arquivo, até hoje o caso não foi resolvido”¦.

    Será que estão criando um clima para assassinar o Valério e colocar a culpa no Lula”¦ voltaram a falar sobre a morte do Celso Daniel, afirmando que foi queima de arquivo por parte do PT”¦

    Vejam que estranho: a Veja afirmou que obteve informações de “parentes e amigos” do Marcos Valério que o Lula seria o chefe do mensalão”¦ é um texto cheio de contradições, porque nessa reportagem o M.Valério afirma segundo os “parentes e amigos” que em troca do silêncio referente ao Lula, o PT deu garantia que ele teria uma punição mais branda “¦ não tem nexo, se isso fosse realmente verdade o Dirceu e o Genuino seriam absolvidos e ele não pegaria uma pena de 40 anos”¦

    Resumindo: o golpe está anunciado, se o Marcos Valério for assassinado, o PIG vai colocar a culpa no Lula-PT.

    O PT tem que acordar e reagir antes que seja tarde, não podem continuar apáticos, os indícios mostram que a direita-elite-demotucanos-Globo-PGR-STF estão obstinados para derrubar o governo trabalhista do PT a qualquer custo.

    O modus operandi dos golpistas é o mesmo que usaram para levar o Getúlio ao suicídio e derrubar através do Golpe militar o Jango.

    Não podemos permitir que mais uma vez a classe dominante derrube um governo voltado para a justiça social e desenvolvimento nacional”¦

    Fonte: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/jc-flertando-com-uma-teoria-da-conspiracao.html

  10. Política

    Paulo Moreira Leite: Quem não tem voto caça com Valério
    publicado em 2 de novembro de 2012 às 16:30

    por Paulo Moreira Leite, no seu blog

    O alvoroço provocado pela notícia de que Marcos Valério pode ter informações comprometedoras contra Lula, Antônio Palocci e até sobre o caso Celso Daniel chega a ser vergonhoso.

    Desde a denúncia de Roberto Jefferson que Valério tem demonstrado grande disposição para colaborar com a polícia.

    Foi ele quem entregou a relação de 32 beneficiários das verbas do mensalão, inclusive Duda Mendonça.

    Conforme os advogados de um dos réus principais, ao longo do processo Valério fez quatro tentativas de oferecer novas delações em troca de uma redução de sua pena. As quatro foram rejeitadas.

    O estranho, agora, não é a iniciativa de Valério, mais do que compreensível para quem se encontra numa situação como a sua. Não estou falando apenas dos 40 anos de prisão.

    As condenações de José Dirceu e José Genoíno se baseiam em “não é possível que não soubessem”, “não é plausível”, “um desvio na caminhada” e assim por diante.

    Eu acho legítimo pensar que deveriam ser questionadas em novo julgamento, o que certamente poderia ser feito se tivessem direito a uma segunda instância, como vai ocorrer com os réus do mensalão PSDB-MG que foram desmembrados nestes “dois pesos, dois mensalões,” na antológica definição de Jânio de Freitas.

    Parece muito difícil questionar o mérito das acusações contra Valério. Ele participava de um esquema para levantar recursos de campanha. Mas seu interesse era comercial, digamos assim. Pretendia levantar R$ 1 bilhão até o fim do governo, disse Silvio Pereira, secretário geral do PT, em entrevista a Soraya Agege, do Globo, em 2006.

    Era o titular do esquema, o dono das agências de publicidade, aquele que recolhia e despachava o dinheiro, inclusive com carros forte e conta em paraíso fiscal.

    O estranho, agora, não é o comportamento de Valério. São os outros.

    É a torcida, o ambiente de vale-tudo.

    Ele teve sete anos para apresentar qualquer informação relevante. A menos que tenha adquirido o costume de criar dificuldades para comprar facilidades até com a própria liberdade, o que não é bem o costume dos operadores financeiros, seu silêncio sugere a falta de fatos importantes para revelar. Ele enfrentou em silêncio a denúncia do primeiro procurador, Antônio Carlos Fernando de Souza, em 2006. Assistiu do mesmo modo à aceitação da denúncia pelo Supremo, em 2007. Deu não se sabe quantos depoimentos à Justiça e à Polícia. Seu advogado, Marcelo Leonardo, um dos mais competentes do julgamento, escreveu não sei quantas alegações finais no STF.

    Nem mesmo quando, preso por outras razões, tomava porrada de colegas de presídio numa cadeia, lembrou que podia contar algo para se proteger?

    A verdade é que os adversários de Lula não conseguem esconder a vontade de que Valério tenha grandes revelações a fazer. Deveriam estar acima de tudo desconfiados e cautelosos, já que as circunstâncias não garantem a menor credibilidade a qualquer denúncia feita DEPOIS que um réu enfrenta uma condenação de 40 anos e não se vislumbra nenhum atenuante para amenizar a situação.

    É preocupante porque nós sabemos que é possível transformar versões falsas em fatos verdadeiros.

    Basta que os melhores escrúpulos sejam deixados de lado, as versões anunciadas sejam convenientes e atendam aos interesses de várias partes envolvidas. O país tem uma longa experiência com essa turma. Ela denunciou um grampo telefônico que não houve. Falou de uma conta em paraíso fiscal ““ do próprio Lula e outros ministros ““ que eles próprios sabiam que era falsa. Também denunciou uma caixa de dólares enviados do exterior para a campanha de 2002 que ninguém foi capaz de abrir para dizer o que tinha lá dentro.

    Na prática, os adversários de Lula querem que Valério entregue aquilo que o eleitor não entregou.

    O próprio Valério sabe disso. De seu ponto de vista, qualquer coisa será melhor do que enfrentar uma pena de 40 anos, concorda? Qualquer coisa.

    Do ponto de vista dos adversários de Lula, também. Qualquer coisa é melhor do que uma longa perspectiva de derrotas, não é mesmo? Talvez não por 40 anos mas quem sabe mais quatro?

    É por isso que os interesses das partes, agora, coincidem. O mocinho da oposição tornou-se Valério.

    No mundo do “não é possível”, do “é plausível”, do “não pode ser provado mas não poderia ser de outra forma “ as coisas ficam fáceis para quem acusa. A moda ideológica, agora, é acusar de bonzinho quem acha que a obrigação da prova cabe a quem acusa.

    E eu, que pensei que a presunção da inocência era um direito constitucional e fazia parte das garantias fundamentais. Mas não. Isso é ser bonzinho, é se fazer de ingênuo.

    No novo figurino, as coisas parecem verdadeiras porque não podem ser provadas. É a inversão da inversão da inversão. O movimento estudantil tem uma corrente que se chama negação da negação. Estamos dando uma radicalizada”¦

    A experiência ensina que há um meio infalível de levantar uma credibilidade em baixa. É a ameaça de morte, o que explica a lembrança do caso Celso Daniel.

    Os advogados dizem que Valério sofreu ameaças de morte. Já se fala nos cuidados com a segurança pessoal e da família. Também li que a Polícia Federal “ainda ” não decidiu protegê-lo.

    Algumas palavras têm importância especial em determinados momentos. A morte de Celso Daniel foi acompanhada por várias suspeitas de crime político mas, no fim de três meses de investigação, a Polícia Civil de São Paulo concluiu que fora crime comum.

    Um delegado da Polícia Federal, que seguiu o caso e até participou das investigações a pedido de Fernando Henrique Cardoso, chegou à mesma conclusão. O caso parecia encerrado. Os suspeitos estavam presos, confessaram tudo e aguardavam julgamento. Quem fala em aparelho petista deve lembrar que a investigação tinha o respaldo do comando da polícia do governo Alckmin e da PF no tempo de FHC.

    O caso saiu dos arquivos quando um irmão de Celso Daniel alegou que sofria ameaça de morte. Fiz várias entrevistas com familiares e policiais e posso afirmar que nunca ouvi um fato consistente. Nem um grito ameaçador ao telefone. Nem um palavrão no trânsito. Nem um empurrão no bandejão da faculdade.

    Nunca. Respeito aquelas pessoas, fomos colegas de luta no movimento estudantil mas aquilo me pareceu uma história sem consistência. Eu ia fazer uma matéria sobre essa denúncia mas aquilo não dava uma linha. Não havia sequer um fato para ser narrado. Nem um boato para ser desmentido. Nada. Fiquei impressionado porque eu havia entrado na história achando que havia alguma coisa, seja lá o que fosse. Nada. Mas a família conseguiu o direito até de viver exilada na França. O caso foi reaberto e, embora uma segunda investigação policial tenha chegado a mesma conclusão, o suspeito de ser o mandante aguarda o momento de ir a julgamento.

    Nos últimos meses, com o julgamento no mensalão, os adversários de Lula pensavam que seria possível reverter o ambiente político favorável a Lula, no país inteiro. É este ambiente que coloca a reeleição de Dilma no horizonte de 2014, embora muita enxurrada possa passar por debaixo da ponte. Mas, no momento, essa perspectiva, para a oposição, é insuportável e dolorosa ““ até porque ela não foi capaz de reavaliar suas sucessivas derrotas do ponto de vista político, não fez um balanço honesto dos acertos do governo Lula, o que dificulta aceitar que o país tem um presidente popular como nenhum outro antes dele, a tal ponto que até postes derrotam medalhões vistos como imbatíveis. No seu apogeu, a ideia de renovação sugerida por FHC foi descartada como proposta petista por José Serra. Assim fica difícil, né.

    (Vamos homenagear os postes. Essa expressão foi cunhada por uma das principais vozes da luta pela democratização, Ulysses Guimarães, para quem “poste” era o candidato capaz de representar os interesses do povo e da democracia, mesmo que fosse um ilustre desconhecido. Certa vez, falando sobre a vitória estrondosa do MDB em 1974, quando elegeu 17 de 26 senadores, Ulysses falou que naquela eleição o partido elegeria “até um poste.” Postes, assim, são candidatos que entendem o vento da sua época.)

    Semanas antes da eleição do poste Fernando Haddad, o procurador geral Roberto Gurgel chegou a dizer que ficaria muito feliz se o julgamento influenciasse a decisão do eleitor. Muita gente achou natural um procurador falar assim.

    Eu não fiquei surpreso porque sempre achei a denúncia politizada demais, cheia de pressupostos e convicções anteriores aos fatos. Eu acho que a denúncia confunde aliança política com compra de votos e verba de campanha com suborno, o que a leva a querer criminalizar todo mundo que vê pela frente ““ embora, claro, tenha sido seletiva ao separar o mensalão PSDB-MG, como nós sabemos e nunca será demais lembrar. Mas não achei o pronunciamento do procurador natural. Em todo caso, considerando a liberdade de expressão”¦

    Mas a fantasia oposicionista era tanta que teve gente até que se despediu de Lula, lembra?

    Embora o julgamento tenha caminhado na base do “não é plausível”, “não poderia ter sido de outro jeito “e outras considerações pouco conclusivas e nada robustas, faltou combinar com o eleitor.

    Em campanha própria, com chapa pura, os adversários de Lula tiveram uma grande vitória em Manaus. Viraram a eleição em Belém onde o PSOL não quis apoio de Lula. Ganharam em Belo Horizonte em parceria com Eduardo Campos, que até segundo aviso é da base de Lula e Dilma.

    O PT cresceu no número de prefeituras, no número de votos em escala nacional, e também levou o troféu principal da campanha, a prefeitura de São Paulo. Mesmo com a vitória em Salvador, os partidos conservadores, à direita do PSDB, tiveram a metade do eleitorado reunido em 2008. Isso aí: perderam 50% dos votos.

    É neste ambiente que Valério passa ter importância. Quem não tem voto caça com Valério.