Sessão para ouvir Cachoeira durou duas horas e meia; parlamentares aprovaram pedido de suspensão de Kátia Abreu

da Agência Brasil

A sessão para ouvir o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, durou duas horas e meia, tempo em que o empresário permaneceu praticamente calado. Diante do silêncio de Cachoeira, personagem central de investigação realizada pela Polícia Federal nas operações Vegas e Monte Carlo sobre esquema de jogos ilegais em Goiás, o constrangimento dos integrantes da comissão era evidente.

Os parlamentares aprovaram, então, requerimento da senadora Kátia Abreu (PSD-TO) para que a sessão fosse suspensa.

Ao atender hoje (22) à  convocação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, o empresário decidiu não responder à s perguntas dos integrantes da comissão orientado por seus advogados. Ele alegou que estava respondendo a uma investigação na Justiça e, por isso, se reservava ao direito de ficar calado.

“Estou aqui como manda a lei para responder o que for necessário. Constitucionalmente, fui advertido por meus advogados para não dizer nada e não falarei nada aqui. Somente depois da audiência que eu terei com o juiz, se eu, porventura, achar que eu devo contribuir, eu virei aqui para falar”, disse Cachoeira.

1 Comentário

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  1. Francischini faz trapalhada e ‘denuncia’ Agnelo com documento que o inocenta
    O deputado Francischini (PSDB-PR) virou motivo de piada na CPI do Cachoeira.

    O deputado tucano mostrou um papel, um ofício de 15 de dezembro de 2010, assinado por Agnelo Queiros (PT-DF), quando já estava eleito governador, mas antes de tomar posse, pedindo prorrogação de alguns contratos de serviços essenciais do governo do Distrito Federal, caso estivessem vencendo, o que, segundo o deputado tucano, seria a “prova” de que beneficiou a Delta.

    O porta-voz do governo do DF adorou a ‘denúncia’ do deputado tucano e se apressou em mostrar o documento nas redes sociais.

    Eis o documento, que fala por si:

    Vamos desenhar para o deputado Francischini entender:

    1) O ofício é de 15 de dezembro de 2010;

    2) Agnelo tomou posse 15 dias depois, em 1º de janeiro de 2011;

    3) O ofício pedia para prorrogar temporariamente contratos de serviços essenciais, caso vencessem no final de 2010 ou até janeiro de 2011, portanto no primeiro mês de governo, quando não haveria tempo hábil de fazer licitação, para não interromper serviços essenciais.

    4) Obviamente, coleta de lixo, é um serviço essencial, mas o ofício foi genérico, sem citar a Delta;

    5) O contrato da Delta com o governo do DF não se enquadra neste ofício, pois foi assinado em 2010, pelo governo anterior, e venceria só em 2015;

    Com inimigos trapalhões como Francischini, Agnelo nem precisa de amigos para defendê-lo.

    Aliás, chama a atenção como Francischini e Cachoeira compartilharam um mesmo objetivo comum: derrubar Agnelo, com denuncismo forjado.