Auditores da Receita Federal do Brasil paralisam atividades nesta quarta

Mais de 500 auditores fiscais da Receita Federal do Brasil (RFB), lotados em Curitiba, paralisam hoje (30) suas atividades para advertir o Governo Federal e a sociedade sobre as reivindicações da Campanha Salarial 2012. A categoria está há quatro anos sem recomposição da inflação em seus salários.

Os auditores reclamam de péssimas condições de trabalho como falta de pessoal, problemas de infraestrutura e perda de independência como auditor fiscal, no qual perde o direito de exercer várias funções inerentes ao cargo. As negociações com o Governo não estão avançando. O movimento é liderado em Curitiba pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco).

Durante o dia de hoje terá mobilização e será realizada a operação padrão nas aduanas e crédito zero, que significa que os servidores não irão finalizar fiscalizações, não liberar malhas, não realizar julgamentos, não elaborar parecer em processos administrativos, não acessar os sistemas da RFB, dentre outros.

A mobilização abrange a categoria nacionalmente, a expectativa é de que mais de 10 mil auditores de todo o Brasil participem da mobilização, com isso, os portos, aduanas, aeroportos e escritórios fiquem sem os servidores.

Em Curitiba, os auditores terão um café na manhã na sede do Sindifisco para debaterem os rumos da Campanha e à  tarde participarão da assembleia nacional para definição da paralisação de 15 dias a partir do dia 18 de junho.

De acordo com o presidente do Sindifisco em Curitiba, Marcelo Soriano, nos últimos anos os auditores vêm sofrendo vários efeitos que comprometem a atuação em defesa do Estado como o déficit de pessoal.

Entre 2006 e 2012 cerca de três mil auditores que atuavam em aduana se aposentaram e ingressaram apenas 650 para ocupar essa lacuna!, explica.

Os auditores fiscais da Receita Federal do Brasil são os responsáveis por proteger nossas fronteiras contra o contrabando e a arrecadação e imposto que beneficiam milhões de brasileiros. Graças a atuação dessa categoria, o Brasil consegue recolher impostos para serem aplicados na saúde, educação e segurança da população.

A mobilização também contará com a participação de servidores de carreiras consideradas típicas de Estado são as relacionadas à s atividades de Fiscalização Agropecuária, Tributária e de Relação de Trabalho, Arrecadação, Finanças e Controle, Gestão Pública, Segurança Pública, Diplomacia, Advocacia Pública, Defensoria Pública, Regulação, Política Monetária, Planejamento e Orçamento Federal, Magistratura e o Ministério Público.

2 Comentários

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  1. Greve para inúmeros serviços da Seab

    Maigue Gueths – Redação Bonde

    Os 290 servidores da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que estão em greve desde a última quarta-feira (30), realizam assembleia na próxima segunda-feira, às 16h30, para avaliar os rumos das negociações junto ao estado e a possibilidade de retornarem ou não ao trabalho.

    A greve reúne os funcionários não vinculados á Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Eles afirmam que a criação recente da agência provocou uma disparidade entre os salários pagos a quem já era da Secretaria e aqueles que irão trabalhar na autarquia. Com a nova situação, apenas os 640 servidores do Departamento de Fiscalização (Defis), que foram absorvidos pela Adapar receberão adicionais no salário, que variam de R$ 905 a R$ 2,4 mil. Já os outros profissionais de outros setores, mesmo exercendo funções semelhantes, continuam com o salário do quadro geral da Seab.

    Segundo Roberto de Andrade e Silva, diretor do SindiSeab, que representa a categoria, nas reuniões de negociação, o secretário Norberto Ortigara acenou com a possibilidade de pagamento, mas citou apenas valores genéricos. “Queremos saber qual será o valor exato proposto a ser pago para os três segmentos da categoria, de apoio (1º grau), execução (2º grau) e profissional (3º grau), diz. A expectativa é que esses valores sejam definidos até segunda-feira.

    A greve abrange trabalhadores dos 21 núcleos regionais da Seab. Segundo o Sindiseab, a paralisação atinge inúmeros serviços prestados pela secretaria. Informe do sindicato comunica que todos os projetos e atividades do Deral (Departamento de Economia Rural) e Deagro (Departamento de Desenvolvimento Agropecuário ) estão totalmente comprometidos, assim como as atividades de fiscalização.

    A greve também parou já no primeiro dia publicação de série histórica com a lista de preços de produtos, que é divulgado diariamente no site da secretaria.

    Fonte: Jornal Folha de Londrina – 1/06/2012

  2. Agora, as continhas do Sr. Cachoeira…Ninguém apurou nadinha…