A contragosto, Rossoni poderá demitir até 1,2 mil comissionados

Valdir Rossoni.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou nesta terça-feira (17) que vai questionar no Supremo Tribunal Federal (STF) a existência 1.704 cargos comissionados na Assembleia Legislativa do Paraná.

O STF entende que no serviço público não pode ter mais funcionários em comissão, de livre nomeação, do que servidores efetivos concursados.

A Assembleia possui de 516 funcionários efetivos, portanto, só poderiam ser criados outros 516 cargos comissionados.

Caso o imbróglio seja resolvido conforme entendimento do STF, a contragosto, o presidente da Assembleia, Valdir Rossoni (PSDB), poderá ser obrigado a demitir mais de 1,2 mil comissionados.

O tucano poderá até manter os 1,2 mil cargos na Casa, mas, para isso, precisará realizar concurso público.

O problema é que Rossoni é cria do falecido Aníbal Curi que abusava da seguinte máxima para não realizar concurso:

“Em concurso público só passa comunista e japonês”.

5 Comentários

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  1. Se retirar 1.200 cargos comissionados, haveerá uma economia de R$ 20.000.000,00 ao ano (pelo menos)
    Re o Raposoni for macho (como diz que é) se for sério (como diz que é), se for democrata (como diz que é), que faça o óbvio:
    EMENDA CONSTITUCIONAL PARA DIMINUIR O VALOR DO ORÇAMENTO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
    Somente assim acaba o festerê.
    Se mandar os comissionados embora e ficar gastando o dinheiro à toa, que fique com os comissionados

  2. O moralizador terá que escolher como irá usar os cartões de créditos dos comissionados. Rever o cartão da mãe do Daru.

  3. 1200 cabos eleitorais pagos por nós a menos , ainda bem.

  4. legal né…significa que então vão quadriplicar os salarios de quem sobrar….afinal tem que compensar….

  5. Essa eu quero ver. Se a OAB conseguir essa proeza a democracia terá dado um passo extraordinário no caminho da moralidade. É um absurdo o que se observa na ALEP. Uma vergonha, um afronte à dignidade. Houve um tempo em que a ALEP era depósito de “saca-trapos” de Deputado.

    Fui ao DRH da ALEP certa vez para descobrir o nome de um funcionário que trabalhava na segurança, que era “otoridade” ali. Pasmem, fui informado que eles não tinham controle nenhum sobre os comissionados lotados nos gabinetes do Deputados. Era uma zona, colocava-se quem queria e mandavam embora quem queriam. Era só “mijar” fora do penico que eram descartados. Com esse regime criou-se um feudo de puxasacos. Tomara que a OAB seja feliz nessa empreitada. Torcerei para que dê certo.