Gasolina no Brasil custa mais caro do que nos EUA

da Agência Brasil

Protesto prega o uso da bicicleta como transporte alternativo. Foto: Rodrigo Sena.

Os consumidores brasileiros pagam mais caro pela gasolina do que os dos Estados Unidos. Segundo o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Araújo, o preço no Brasil é 50% mais caro, uma vez que o preço do galão, com 3,8 litros, custa em torno de US$ 4 nos Estados Unidos e no Brasil chega a US$ 6.

No Relatório de Inflação, divulgado hoje pelo BC, a instituição manteve a previsão de que não haverá reajuste no preço da gasolina no país este ano. Também foi mantida a previsão de reajuste zero para o botijão de gás.

As projeções para as tarifas de telefonia fixa e de eletricidade, este ano, foram mantidas em 1,5% e 2,3%, respectivamente. Para os preços administrados, foi mantida a previsão de 4%.

3 Comentários

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  1. para nã agrider o meio ambiente quem vai cultivar terras ,usando atração dos pedais de uma bicicleta.como eu vou de bicicletas se chego suado ao destino ,suor fede .como vou a iggreja de bicicleta, não tem segurança! como as ambulacia vão andar ?atração de pedais .eu sei e acredito que os organizadores desse assunto não viajam se não for de avião! bicicleta para eles é um robby. aceito criticas normamente ,mas não engulo papagaiada!

  2. eu creio que a shell tambem assinará ,crevron .—- mudando de assunto o desastre ambiental causa do pela shell e outras companias imperialista ,no delta do rio niger. ninguem denunciou isso .veja que esse tipo de coisa são impensavel no brasil.claro nos temos uma lei de defeza do meio ambiente.não precisa organizações estrangeiras nos ensinar ,que vergonha!foram 500.000 de galões de petroleo derramado no rio africano ,quem ,foi ? a shell. manguezais foram danificados pelo o oleo .as empresas petroliferas estrangeiras não respeitam o meio ambiente. agora querem ditar moelos no brasil.acordem !essa informação extraido do ( causa operaria, 09 de agosto de 2011)

  3. Olá Esmael

    Já que abriu esse post para discutir um tema ligado a matriz energética baseada em fósseis que tanta guerra e poluição tem trazido ao mundo, vou fazer uso do espaço para divulgar uma petição. Abaixo, após as minhas considerações, segue uma carta encaminhada ao secretario geral da ONU, por diversas entidades da sociedade civil global, a respeito do processo da Rio+20 e das questões do rascunho zero do PNUMA (documento base para a Rio+20), especialmente no que diz respeito aos acordos anteriores (agenda 21, convenção da biodiversidade e outros) que a rascunho zero não contempla. Além disso é um apelo contra a mercantilização dos elementos da natureza e a garantia dos direitos sociais das populações (como dizem por aí: A história mostra 200 anos de luta dos trabalhadores pelos seus direitos e nos últimos tempos vivemos 20 anos de luta do capital para retirar esses direitos…). Também é exigido maior abertura para os “majors groups”, especialmente do campo popular. Peço que assinem,especialmente as entidades, os partidos, instituições e personalidades e divulguem. Estou no comitê paranaense da Rio+20 (decreto 3508/2011) e na próxima reunião do pleno do comitê (12 ou 13/04) vou apresentar a petição para ver se consegue aprovar lá dentro como uma posição do referido. Peço aos seus leitores que acessem o rascunho zero (zero draft da ONU) porque a discussão da “economia verde” que eles preconizam lá tem cheirado mais a “economia verde de mercado” (ou a “economia verde para ajudar a salvar o mercado da crise global” – cuja dimensão ambiental é somente uma das facetas) e não o tema como uma ferramenta de gestão ambiental integrante de um conceito maior que é o desenvolvimento Sustentável (esse sim um paradigma). Fora a economia no rascunho zero tem outras questões relacionadas as comunidades tradicionais e práticas sustentáveis, como por exemplo agroecologia e outras, que sequer são mencionadas no rascunho zero da ONU (Nem as práticas de economia solidária merecem destaque). Por fim, peço especialmente que consultem o sítio da cúpula dos povos (que ocorrerá no aterro do Flamengo de 15 a 23/06, período da Rio+20) onde se propugna outra visão para o evento, calcado na luta por justiça social e ambiental! Te peço inclusive se vc puder colocar a petição como um post na página principal seria bem interessante porque mais pessoas tem acesso e estarão se interando desses importantes eventos que acontecerão em junho!
    Um abraço,
    Cláudio Jesus de Oliveira Esteves
    Membro do Comitê Paranaense da Rio+20.
    A seguir a petição e ao final o link para as assinaturas de apoio a petição:

    Direitos ameaçados nas Nações Unidas

    Nós, organizações da sociedade civil e movimentos sociais que responderam ao chamado da Assembleia Geral das Nações Unidas para participar do processo da Rio+20, sentimos que é nosso dever chamar atenção das autoridades relevantes e dos cidadãos do mundo a respeito da situação atual de grave ameaça dos direitos de todas as pessoas que mina a relevância das Nações Unidas.

    De forma surpreendente, somos testemunhas da intenção de alguns países de debilitar, colocar entre colchetes ou eliminar sem maiores discussões quase todas as referências às obrigações relacionadas aos direitos humanos e aos princípios de equidade que o texto de negociação O futuro que queremos, a ser acordado na Rio+20, inclui.

    Isso diz respeito às referências ao direito a uma alimentação e nutrição apropriadas, direito a água segura e limpa e a saneamento, direito a desenvolvimento etc. O direito a um meio ambiente limpo e saudável, que é imprescindível para a realização de todos os direitos fundamentais, continua muito débil no texto. Até mesmo os princípios já acordados na Rio 92 estão sendo postos entre colchetes: o princípio de quem contamina paga, o princípio da precaução, o princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas.

    Muitos estados membros se opõem a uma linguagem mandatória que comprometa os governos a fazerem o que dizem: apoiar princípios e atuar como portadores de deveres de direitos humanos, incluindo fornecimento de financiamento, tecnologia e outros mecanismos de implementação que apoiem os esforço dos países em desenvolvimento rumo ao desenvolvimento sustentável. Por outro lado, há uma vontade de que os investimentos e iniciativas do setor privado cubram a brecha deixada pelo setor público. O risco de privatização e de mercantilização dos bens comuns, como a água, significa colocar em perigo seu acesso e sua acessibilidade, elementos fundamentais desses direitos.

    Embora as ferramentas econômicas sejam essenciais para a implementação das decisões que têm como objetivo a sustentabilidade, a justiça social e a paz, a lógica da economia provada nao deve prevalecer sobre o cumprimento das necessidadaes humanas e o respeito dos limites naturais do planeta. Assim, são necessários um marco institucional e uma regulação fortes. Os mercados desregulados já mostraram ser uma ameaça não apenas para pessoas como também para a natureza, bem como para as economias e para os países. Os mercados devem trabalhar para as pessoas, não as pessoas para os mercados.

    Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a humanidade se reuniu para elaborar instruções cujos objetivos foram paz e prosperidade para todos, evitando mais sofrimento e destruição. A Declaração Universal de Direitos Humanos explica com detalhes esse desejo coletivo, e os órgãos da ONU foram criados para tornar esse desejo uma realidade. De maneira alarmante, essas mesmas instituições são agora utilizadas como plataformas para atacar os mesmos direitos que devem proteger, deixando as pessoas sem defesa e colocando a própria relevância das Nações Unidas em xeque.

    Pedimos aos Estados-membros que conduzam as negociações da Rio+20 no caminho que devem: respeitar a agenda legítima dos povos e o cumprimento de seus direitos, a democracia e a sustentabilidade, além do respeito à transparência, responsabilidade e sem voltar atrás nos compromissos.

    Pedimos ao Secretário Geral das Nações Unidas para defender o legado da ONU assegurando que a Rio+20 construirá as fundações de um esforço multigeracional para fortalecer os direitos que são para a paz e para a prosperidade

    Instamos aos cidadãos do mundo para defender o futuro que todos queremos e fazer com que suas vozes sejam ouvidas. Para isso, o processo da Rio+20 deve melhorar, adotando as propostas que apresentamos abaixo:

    Sobre uma maior participação dos Major Groups
    Preocupa-nos a contínua exclusão dos Major Groups do processo formal da negociação do rascunho inicial da Rio+20. Ao contrário do que aconteceu nas reuniões do Comitê de Preparação e nas reuniões intersessionais, os Major Groups e outros grupos de interesse da sociedade civil não puderam apresentar propostas ou fazer declarações como assistentes das reuniões. Pensamos que tampouco nos será permitido fazer propostas ou participar de maneira completa nas reuniões de trabalho dos grupos de negociação que possiveilmente lhes darão continuação. Apesar de o Departamento de Questões Econômicas e Sociais das Nações Unidas (Umdesa) ter feito um texto que mostra as emendas propostas pelos Major Groups, essas emendas feitas no rascunho inicial até agora não foram incluídas no texto oficial de negociação.

    Pedimos que os Major Groups tenham a oportunidade de enviar propostas e textos específicos que sejam considerados pelos textos oficiais, e que os governos indiquem tanto seu apoio quanto sua desaprovação em relação à sua potencial inclusão.

    Chamamos o Secretário Geral da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (UNCSD) para reverter urgentemente essa situação e assegurar que os Major Groups tenham um lugar na mesa de negociação e uma voz na sala onde as negociações se desenrolam. Assegurar que, no mínimo, se permita que os Major Groups façam uma declaração formal no começo da sessão de negociação e em todas as sessões onde se debata o novo texto.

    Assinam:

    Ibon International
    Vitae Civilis
    Stakeholder Forum
    Council of Canadians
    Consumidores Internacional
    Sustainlabour
    Confederación Sindical Internacional
    CIVICUS
    Mujeres en Europa por un Futuro Común
    Ecoropa
    Global Ecovillage Network
    World Transforming Initiative
    World Alliance to Transform the United Nations
    Centro de Estudos Ambientais (CEA)

    O link para assinar a petição é:
    http://www.ipetitions.com/petition/rightsatrisk/