Eleições alteram cúpulas do governo e da prefeitura de Curitiba

por Ivan Santos, via Bem Paraná

Ghignone: cotado como vice, tucano deve deixar a Sanepar (AE Notícias).
As eleições municipais de outubro devem produzir mudanças significativas nos primeiros escalões dos governos Beto Richa (PSDB) e Luciano Ducci (PSB) nas próximas semanas. Nomes importantes das duas administrações devem deixar seus cargos para entrar na disputa eleitoral. A lista é encabeçada pelo presidente da Sanepar, Fernando Ghignone (PSDB), e pelo secretário Especial de Habitação de Curitiba, Osmar Bertoldi (DEM), ambos cotados como potenciais candidatos a vice na chapa de reeleição de Ducci na Capital.

Pela legislação, quem ocupa cargo de primeiro escalão nos Executivos municipais e estadual têm que se desincompatibilizarem até no máximo quatro meses da eleição, ou seja, até 6 de junho. Mas aliados de Ghignone e Bertoldi apontam que os dois podem se antecipar, deixando seus postos já no início de abril. O objetivo seria ter maior liberdade para participar das articulações em torno da formação das chapas e alianças para a disputa em Curitiba.

Ghignone, que é presidente do PSDB da Capital, já teria comunicado a intenção de sair em recente reunião do diretório municipal do partido. O dirigente tucano vem sendo apontado como um dos nomes mais fortes para integrar a chapa do atual prefeito. Homem de confiança do governador, ele é cotado ainda para coordenar a campanha de Ducci.

O PSDB está dividido em relação à  possibilidade ou não de abrir mão da indicação do vice. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni, presidente estadual do partido, defendeu publicamente que os tucanos cedessem a vaga caso isso possa garantir uma aliança mais forte em apoio ao atual prefeito. Queremos ganhar a eleição. Para isso precisamos encontrar o melhor vice. Queremos achar uma pessoa que tenha o perfil que se encaixe no quadro atual, seja do PSDB, seja de outro partido!, argumentou.

Entre os alvos dos tucanos estaria o PMDB, onde uma ala da bancada na Assembleia trabalha abertamente para aproximar o partido da candidatura de Ducci, apesar da legenda ter oficialmente lançado a pré-candidatura do ex-prefeito Rafael Greca. O governador Beto Richa, porém, reagiu defendendo que o vice seja do PSDB. Segundo fontes do partido, as declarações de Richa seriam uma forma de evitar descontentar tucanos que defendem que a vaga fique com a legenda. No momento certo, avaliam essas fontes, o governador poderia mudar de posição, caso as negociações com os peemedebistas avancem. Até porque Richa teria o interesse em atrair o PMDB na Capital, visando uma aliança também para as eleições estaduais de 2014.
Quanto a Bertoldi, o próprio presidente estadual do DEM, deputado à‰lio Rusch, confirmou que ele estaria de saída da prefeitura para ficar disponível para uma eventual candidatura à s eleições deste ano. Os Democratas também sonham com a indicação dele para vice de Ducci.

Acomodação – Outro que está de saída, mas do governo do Estado, é o secretário da Indústria e Comércio, Ricardo Barros. Apesar de não ser candidato, ele já anunciou que deixará o cargo para coordenar a campanha de seu partido, o PP. Barros teria a intenção de acomodar seu irmão, o prefeito de Maringá, Silvio Barros, na pasta. Com isso, assumiria a prefeitura o atual vice, Carlos Roberto Pupin (PP), candidato do grupo à  sucessão local.

Só que Barros pode ter os planos frustrados, já que segundo fontes próximas ao governador, Richa estaria avaliando a possibilidade de aproveitar a vaga aberta por sua saída para nomear um parlamentar do PMDB e com isso, formalizar! a participação da bancada do partido em seu governo. Hoje, os peemedebistas contam com a Secretaria de Estado do Trabalho, ocupada pelo ex-líder do governo Requião na Assembleia e deputado licenciado Luiz Cláudio Romanelli. Os parlamentares apontam, porém, que Romanelli não foi indicado pela bancada, mas teria sido uma escolha pessoal do governador.

Secretário das Relações com a Comunidade, o ex-deputado Wilson Quinteiro (PSB) também está de saída do governo. Ele pretende disputar a prefeitura de Maringá.
A dúvida é em relação ao secretário de Estado da Fazenda, Luiz Carlos Hauly. Ele hesita entre permanecer no posto ou deixar o cargo para disputar pela quinta vez a prefeitura de Londrina.

Outra mudança que deve ocorrer em breve no primeiro escalão da administração Richa, só que neste caso não por motivos eleitorais, envolve a chefia da Casa Civil, responsável pela articulação política do governo. à‰ que o atual secretário, Durval Amaral (DEM), deve trocar o posto por uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas, em substituição a Heinz Herwig. O conselheiro terá que se aposentar compulsoriamente até o final de abril.

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