Por Esmael Morais

Mírian Gonçalves explica por que deixou a vice-presidência do PT

Publicado em 07/02/2012

Caro Esmael,

Em um momento da vida política nacional em que o apego a cargos e funções se transformam em trampolim para alguns ou em cabide de empregos para outros, causa estranheza o fato de haver renunciado a vice para não ter que assumir a presidência do PT municipal de Curitiba.

Alguns, de má-fé, tentam atribuir minha decisão à  discordância fundamental em relação a eventual aliança em torno do candidato do PDT. Outros, desinformados, tentam interpretá-la como divergência no campo político que gravita em torno dos Ministros que tanto orgulham a militância petista da capital.
Nem uma coisa, nem outra.

O problema, a meu ver, está no método.

O ex-deputado Gustavo Fruet é um brilhante político da nova geração, doutor em direito, forjado nas lutas estudantis.

Tem, portanto, todas as credenciais para representar um arco de alianças apto a derrotar as oligarquias políticas que dominam a política paranaense há décadas. Mas o processo de construção desta alternativa deveria, em homenagem à  história do PT, começar pela discussão de programas e compromissos políticos para o futuro.

Essa é a divergência fundamental que venho explicitando nos últimos meses: ou construímos coletivamente uma aliança fundada em princípios e parâmetros claros ou, a candidatura própria se apresenta como a opção mais coerente.

Mírian Gonçalves