Avaliação positiva do governo Dilma sobe para 56%, diz CNI/Ibope

Presidenta Dilma Rousseff.

da Folha.com

A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff voltou a subir entre setembro e dezembro, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada na manhã desta sexta-feira (16). O índice de pessoas que consideram a gestão como ótima/boa passou de 51% para 56%.

A aprovação pessoal da presidente ficou praticamente estável –passou de 71% para 72%. Essa é a quarta pesquisa CNI divulgada neste ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Foram entrevistados 2.002 pessoas em 142 municípios, entre os dia 2 e 5 de dezembro.

De acordo com a pesquisa, denúncias de corrupção são os assuntos mais lembrados da gestão petista. No total, 28% dos entrevistados citaram alguma notícia ligada a irregularidades.

Questionados sobre as notícias do governo, 23% dos entrevistados apontaram o escândalo envolvendo o ex-ministro Carlos Lupi (Trabalho), envolvido em suspeitas de irregularidades nos convênios da pasta e que deixou o governo após a Folha revelar que ele ocupou dois cargos públicos irregularmente.

Outros 10 % também lembraram a saída de ministros, sendo que seis deixaram o governo por denúncias de irregularidades.

A política de juros do governo é aprovada por 33% dos entrevistados. O combate à  inflação é desaprovado por 52%.

Para 57%, o governo Dilma é igual ao governo do ex-presidente Lula, enquanto 12% afirmam que é melhor.

Entre os pesquisados, 30% aprovam a política de saúde, 67% desaprovam e 3% não souberam responder.

DADOS

De acordo com a sondagem, a desaprovação do desempenho pessoal de Dilma ficou estável, registrada com 21% dos entrevistados. Outros 7% não souberam responder.

A avaliação regular do governo teve uma leve queda, passando de 34% para 32%. O índice dos que consideram a gestão ruim ou péssima passou de 11% para 9%.

Na comparação entre os governos Dilma, Lula e Fernando Henrique Cardoso, a avaliação de “ótimo” ou “bom” da presidente é a melhor da série histórica do final do primeiro ano de mandato.

Dilma registrou 56% (mesmo índice alcançado em março), enquanto Lula tinha 51% e Fernando Henrique, 43%.

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