Prefeito de Colombo vai apoiar candidato do PT em 2012

Vereador Onéias Ribeiro (PT).

O prefeito do município de Colombo, Jota Camargo, do PSC, rompeu definitivamente com o governador Beto Richa, do PSDB, porque julga que foi traído politicamente pelo tucano depois das eleições de 2010.

Jota foi um dos principais cabos eleitorais de Richa na corrida pelo Palácio das Araucárias, mas, para sua surpresa, depois das eleições, viu o governador abandonar o grupo que o ajudou a vencer a disputa para juntar-se com adversários históricos no município.

Na semana passada, a vice-prefeita Rosi Cavalli, do PSDB, e o marido dela, Pedro Ademir, foram chamados ao Palácio das Araucárias para serem comunicados de que o partido seria transferido para as mãos da ex-deputada Beti Pavin, do PMDB.

A ducha de água fria no casal tucano respingou no prefeito Jota Camargo, pois a vice seria a candidata natural à  sucessão dele em 2012.

Diante da “traição” de Beto Richa, de quem achava que fosse amigo para sempre, o prefeito também reorganizou seu grupo político. Ungiu rapidamente o presidente da Câmara Municipal, vereador Onéias Ribeiro, do PT, como candidato a prefeito. O petista deverá receber apoio dos Cavalli e parte considerável do PSDB colombense, que não engole a entrada de Beti Pavin no ninho.

Jota Camargo está exercendo o segundo mandado e por isso não poderá concorrer ao cargo novamente.

O PMDB no município realizou convenção no dia 17 de julho, mas, segundo a executiva estadual da legenda, deverá haver uma intervenção no diretório. à‰ muito provável que os peemedebistas marchem com o PT.

Onéias, vereador de terceiro mandato, está otimista com o quadro político. Ele e o prefeito Jota Camargo tentam agora unir os partidos que compõem no Congresso Nacional a base da presidenta Dilma Rousseff.

No PSDB de Colombo, município da região metropolitana, ocorreu o mesmo processo de expurgo ocorrido em Curitiba, que empurrou para fora do ninho o ex-deputado federal Gustavo Fruet. Rosi Cavalli poderia ser a próxima prefeita, mas Beto Richa não deixou.

O interessante nisso tudo é que os prefeitos da região metropolitana, abandonados! pelo governador, vão aos poucos formando um cinturão sanitário para o enfrentamento eleitoral do ano que vem. Conscientes da ingerência do Palácio das Araucárias nas eleições locais, eles [os prefeitos] devem se reunir nos próximos dias com o objetivo de fazer um cerco político comum à s pretensões de Richa.

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