Moro diverte o público enquanto o país é vendido

A principal função jurisdicional do juiz federal Sérgio Moro parece ser “divertir” e “distrair” — do italiano “divertere” — o distinto público enquanto o país é dilapidado.

Enquanto o magistrado da Lava Jato diverte o público com sua perseguição ao ex-presidente Lula e ao PT, o país é vendido na bacia das almas.

Note o caro leitor que as ações de Moro sempre coincidem com um evento de grande importância política ou econômica.

As conduções coercitivas em 2016, ano de eleições municipais, auxiliaram muito os candidatos do PSDB aqui e acolá. (Vide o caso de São Paulo, onde o tucano João Doria colheu bons frutos).

Enquanto o público se distraia, o pré-sal era vendido, o desemprego aumentava, o ensino médio era destruído com uma reforma para inglês ver, o golpe de Estado avançava em detrimento da democracia.

Agora, numa nova ofensiva contra Lula, outra vez coincidentemente, trama-se para tirar mais direitos dos trabalhadores.

Enquanto Moro diverte, o Congresso Nacional pretende votar esta semana o fim das garantias trabalhistas com a lei das terceirizações.

Enquanto Moro distrai com a pirotecnia midiática, o governo ilegítimo de Michel Temer conspira pelo fim das aposentadorias e institucionalização do trabalho escravo no país.

A Lava Lato do juiz Sérgio Moro, coincidentemente, corrobora com a venda do país e a retirada de direitos dos trabalhadores.