Violência política acende alerta e Boulos ganha força

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, abriu a sessão desta terça-feira (24) com um recado direto: “Política não é violência, é a superação da violência”. A ministra enfatizou que a Justiça Eleitoral não tolerará episódios de agressão que afrontam a democracia e desrespeitam a cidadania.

Enquanto isso, nos bastidores quentes da eleição em São Paulo, um episódio lamentável ganhou os holofotes. Após o debate no Flow, na segunda-feira (23), o assessor de Pablo Marçal (PRTB) desferiu um soco no marqueteiro de Ricardo Nunes (MDB). A cena, digna de um ringue, escancarou o clima tenso entre os candidatos que disputam a prefeitura.

Guilherme Boulos (PSOL) não deixou passar a oportunidade e, em vídeo, criticou a “baixaria dessa turma. Ele colocou Marçal e Nunes no mesmo saco, lembrando que os dois já tinham se estranhado antes mesmo do início do debate. É o nível quando dois bolsonaristas se encontram”, alfinetou Boulos, que vem tentando se posicionar como a alternativa equilibrada neste cenário tumultuado.

A campanha de Nunes não gostou nada das declarações e rebateu, acusando Boulos de “igualar o agredido ao agressor. Mas a verdade é que, enquanto os rivais trocam farpas e socos, Boulos parece navegar em águas mais tranquilas, aproveitando a confusão alheia para fortalecer sua imagem junto ao eleitorado.

A ministra Cármen Lúcia, por sua vez, foi enfática ao cobrar celeridade nas investigações dos atos de violência política. Há que se exigir, em nome do eleitorado brasileiro, que candidatos e seus auxiliares de campanha se deem ao respeito”, disparou. E não é para menos. A escalada de agressões representa um retrocesso que não condiz com a democracia que tanto prezamos.

Nos corredores da política, comenta-se que Boulos pode ser o grande beneficiário desse cenário caótico. Com Nunes tentando superar os tumultos e Marçal se envolvendo em brigas, o candidato do PSOL surge como uma opção de estabilidade. As pesquisas apontam um possível enfrentamento entre Boulos e Nunes no segundo turno, e cada episódio como esse pode influenciar o resultado.

A questão que fica é: até quando a política será palco de violência e desrespeito? O eleitor quer propostas, soluções para os problemas da cidade, e não cenas lamentáveis que só aumentam a descrença no processo eleitoral.

Como bem disse a ministra, “a democracia exige respeito e humanidade para impor confiança”. Que os candidatos reflitam sobre isso e coloquem o interesse público acima das disputas pessoais. O povo merece mais.

Aqui está o vídeo com a declaração de Cármen Lúcia, segunda qual “política não é violência”: