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Trump assumiu o comando das negociações sobre a guerra na Ucrânia ao receber Vladimir Zelensky e sete líderes europeus na Casa Branca nesta segunda-feira (18). O presidente dos EUA pressiona Kiev a ceder o Donbas à Rússia em troca de promessas de segurança, enquanto Macron (França), Starmer (Reino Unido), Meloni (Itália), Merz (Alemanha), Stubb (Finlândia), Ursula von der Leyen (Comissão Europeia) e Mark Rutte (Otan) tentam conter a ofensiva política do republicano.
Trump com a caneta na mão
Após encontro caloroso com Vladimir Putin no Alasca, Trump abraçou a proposta russa de saltar o cessar-fogo e negociar diretamente a entrega de territórios ucranianos. “A Ucrânia pode acabar com a guerra quase imediatamente, se quiser”, escreveu nas redes, deixando claro que a decisão está em Kiev, mas sob pressão direta de Washington.
Europa em posição defensiva
A corrida de líderes europeus a Washington foi descrita como gesto de pânico. Macron alertou que “Putin não quer paz, quer a rendição da Ucrânia”. Já Meloni falou em “brilho de diálogo”, mas a linha dominante foi de resistência a uma solução que comprometa a soberania ucraniana.
Zelensky encurralado
O presidente ucraniano chega fragilizado, após a última visita à Casa Branca terminar em confronto aberto com Trump e o vice JD Vance. Agora, tenta usar o peso europeu para não repetir a cena. Mas sua margem de manobra é limitada: a Constituição da Ucrânia exige referendo para ceder território, e pesquisas mostram rejeição popular à entrega do Donbas.
Bombardeios como pano de fundo
Enquanto a diplomacia se desenrolava, ataques russos em Kharkiv e Zaporizhzhia mataram dez civis, incluindo crianças. Zelensky denunciou “um ato cínico para enfraquecer a posição ucraniana”. Ainda assim, Trump manteve a pressão e ventilou a possibilidade de nova reunião com Putin, caso obtenha sinal verde de Kiev.
Trump no comando
A reunião na Casa Branca deixou evidente o desequilíbrio de forças: Trump pressiona por concessões, enquanto Zelensky e os europeus tentam manter a integridade territorial da Ucrânia. De acordo com eles, o risco é que uma paz apressada transforme direitos soberanos em moeda de troca. Cabe à Europa e à comunidade internacional sustentar que a paz só terá legitimidade se for justa e duradoura, construída com respeito às partes envolvidas diretamente na guerra da Ucrânia. Leia no Blog do Esmael.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.



