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Trump chama Brasil de “péssimo parceiro” e blinda Bolsonaro; Lula reage

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Trump intensificou ataques ao Brasil, chamou o país de “péssimo parceiro comercial”, voltou a defender Jair Bolsonaro (PL) e acionou tarifas de 50% e um relatório de direitos humanos para pressionar o STF que julga a trama golpista.

Bastidor político e recado a Brasília

Em coletiva, Trump disse que o Brasil “tem sido um péssimo parceiro comercial”, justificou o tarifaço de 50% e qualificou as acusações contra Bolsonaro como “execução política”, num gesto de amparo público ao ex-presidente investigado.

Tarifa de 50% e cronologia das medidas

O governo dos EUA oficializou, em 30 de julho de 2025, a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, com entrada em vigor em 6 de agosto, acirrando a crise bilateral e ampliando a pressão política.

Sanção a Moraes e uso da Lei Magnitsky

A ofensiva incluiu sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, sob a Lei Magnitsky, com bloqueio de ativos sob jurisdição americana e restrições a transações, além de revogação de vistos. É a primeira vez que Washington sanciona um juiz do STF nesse contexto.

Relatório de direitos humanos vira arma política

O Departamento de Estado divulgou o “Brazil 2024 Human Rights Report” com críticas à atuação do Judiciário e menção a supressão de perfis em redes sociais, texto que gerou reação por suposta politização e mudança de foco em relação a anos anteriores. Veículos como The Washington Post, The Guardian e El País registraram o desconforto interno e o viés do documento.

PGR e STF: status do caso Bolsonaro

No Brasil, a Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de Bolsonaro e de outros réus por organização criminosa armada, golpe de Estado e delitos correlatos. O processo segue para julgamento após a fase de interrogatórios e alegações finais no STF

Governo federal e proteção à soberania

O presidente Lula (PT) afirmou em nesta quarta (13) que seguirá negociando para reverter as tarifas, sem abrir mão da soberania nacional, ao lançar o Plano Brasil Soberano com medidas de apoio a exportadores afetados.

Lula pede cassação de Eduardo Bolsonaro e fala em “traição da pátria”

Em Goiana (PE), nesta quinta-feira (14), ao inaugurar a Fábrica de Hemoderivados da Hemobrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou: “Ele [Jair Bolsonaro] mandou o filho para os Estados Unidos. Filho que é deputado federal e vocês, deputados, têm que pedir a cassação dele porque ele está traindo o país. Esta é a verdadeira traição da pátria. Ele foi para lá para instigar os americanos contra nós. Não dá para a gente ficar quieto.”

Lula também criticou as tarifas de 50% impostas por Donald Trump e rebateu a narrativa de perseguição judicial: “O Trump fez uma insensatez com o Brasil. Nós somos parceiros há 200 anos, nossa relação diplomática é muito antiga. A segunda coisa que ele disse é que estamos perseguindo o ex-presidente, que aqui no Brasil não tem direitos humanos. É importante ficar claro: não tem nenhuma acusação de nenhum opositor ao ex-presidente. Ele está sendo julgado pelas mazelas que fez, pela tentativa de golpe, pela preparação do assassinato ao presidente Lula, ao vice Alckmin, ao Alexandre de Moraes.”

O presidente ainda atribuiu a Jair Bolsonaro responsabilidade por parte das mortes na pandemia: “Ele deveria ser julgado em um tribunal internacional pela quantidade de mortes da Covid que tem responsabilidade. Pelo menos 300 mil mortes são da irresponsabilidade dele, de receitar remédio que não prestava para nada, de dizer que quem tomava vacina virava gay, virava jacaré.”

O que é a Lei Magnitsky

A Lei Magnitsky permite aos EUA sancionar pessoas estrangeiras por graves abusos de direitos humanos ou corrupção, via bloqueio de bens e restrições de visto, implementada pelo EO 13818 e regulada pela OFAC.

A escalada de Trump mistura comércio, sanções e narrativa de direitos humanos para blindar Bolsonaro e constranger instituições brasileiras. É pressão externa com cálculo político claro.

O Brasil precisa responder com diplomacia firme, transparência processual e defesa do Estado de Direito, sem ceder a chantagens travestidas de política comercial.

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