20 de outubro de 2015
por admin
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Deputados da “bancada do camburão” querem instituir a mordaça nos professores do Paraná

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Um projeto de lei assinado por 13 deputados estaduais, da conhecida “bancada do camburão”, quer instituir a mordaça nas escolas proibindo os professores do Paraná de falarem sobre política, religião ou sexualidade nas salas de aula.

Sob a bandeira de uma pretensa neutralidade, o Projeto de Lei 748/2015, proíbe os educadores de emitirem opiniões, agredindo de forma absurda o princípio da liberdade intelectual conferido aos professores no exercício de sua profissão.

Os professores que descumprirem o que determina o PL, estarão sujeitos a punições previstas no estatuto dos servidores.

24 de julho de 2015
por esmael
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Em menos de 2 semanas, duas educadoras assassinadas pelos companheiros no Paraná

Profs_ViolenciaOs moradores da cidade de Pinhão, próxima a Guarapuava, saíram as ruas ontem (23) para combater a violência contra as mulheres. Foi uma homenagem à Maria Terezinha Leite, uma servidora pública do Estado assassinada pelo ex-namorado com golpes de faca no último dia 13 de julho. Leia mais

29 de junho de 2015
por esmael
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Coluna do Luiz Claudio Romanelli: O gênero na fogueira da inquisição

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“Nós, os de então, já não somos os mesmos.” – Pablo Neruda

Luiz Claudio Romanelli*

De repente o Brasil foi invadido por uma discussão sui-generis sobre uma tal “ideologia de gênero”, que pouca gente havia ouvido falar até duas semanas atrás. Agora subjacente a importante discussão do Plano Estadual de Educação, surgiu uma bobagem monumental como se os professores, que já tem tantos desafios e conflitos em sala de aula para resolver, estivessem sendo direcionados a ensinar para as nossas crianças e jovens, que as mesmas nascem assexuadas e poderão por elas mesmas escolher o sexo. De onde vem isso: da ignorância do fundamentalismo e da pouca vontade de procurar saber de onde surgem as lendas, bem como da praticidade de seguir a cartilha desenhada nacionalmente por radicais que surfam na ignorância.

O que sei é que deveríamos estar preocupados com que é fundamental nesse processo – quais são as políticas pedagógicas e de formação que vão nortear as ações da educação nos próximos 10 anos.

Ensinou-me o meu professor Diamantino, do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, que o vocábulo gênero tem vários significados. O básico é o gramatical que se refere aos substantivos que são masculinos e femininos. Pode significar a diferença entre os homens e as mulheres. Pode ser usado como sinônimo de sexo e também na referência as diferenças sociais.

23 de junho de 2015
por esmael
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Assista: “Cala a boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu”

Professora Loren Reck Zanetti, do SAFEL, em Curitiba, conseguiu ontem fazer o presidente da Assembleia, Ademar Traiano, "descer do tamanco" pela terceira vez: "Cala a boca, menina!"; recomendou o tucano, que, nos últimos dias, se envolveu em pelo menos quatro entreveros com profissionais do magistério; abaixo, assista ao vídeo.

Professora Loren Reck Zanetti, do SAFEL, em Curitiba, conseguiu ontem fazer o presidente da Assembleia, Ademar Traiano, “descer do tamanco” pela terceira vez: “Cala a boca, menina!”; recomendou o tucano, que, nos últimos dias, se envolveu em pelo menos quatro entreveros com profissionais do magistério; abaixo, assista ao vídeo.

O presidente da Assembleia Legislativa e do PSDB do Paraná, deputado Ademar Traiano, voltou bater boca ontem (22) com as galerias durante discussão da “ideologia de gênero”, que era prevista no Plano Estadual de Educação (PEE), e votação do reajuste de 8,17% aos professores e servidores públicos do estado. Leia mais

22 de junho de 2015
por esmael
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Atrás da polêmica da “ideologia de gênero”, Beto Richa pode reduzir orçamento da educação

O Plano Estadual de Educação que tem prazo até quinta-feira (25) para ser aprovado na Assembleia Legislativa do Paraná, sancionado e publicado pelo governador Beto Richa (PSDB), ainda apresenta questões polêmicas que vão da chamada “ideologia de gênero” ao percentual de verba no orçamento estadual.

Na última quarta-feira (17), o projeto recebeu 66 emendas de diversos deputados, por isso, volta hoje para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que fará uma sessão extraordinária para analisar estas emendas.

O deputado Péricles de Melo (PT) que integra a CCJ afirmou que pode pedir vistas na Comissão para que o projeto seja melhor discutido pelo menos até amanhã. Segundo ele, uma das divergências está no percentual de verba do orçamento a ser aplicado na educação. O projeto prevê 30%, mas hoje já estamos em 34%, o que daria margem para redução.

Outro problema apontado por Péricles é a equiparação dos professores com as demais carreiras de nível superior. Segundo o parlamentar, a luta é que a equiparação seja obrigatória, garantindo a isonomia aos professores.

Além dessas questões, deputados da “bancada evangélica” se manifestaram contrários ao que chamam de “ideologia de gênero” que seria a previsão de acolhimento à diversidade sexual, respeito às diferenças dos indivíduos LGBT, entre outras questões ligadas à sexualidade.

Segundo o deputado Professor Lemos (PT), grande parte das emendas apresentadas são consensuais e tratam de situações já existentes na prática, como a diversidade das escolas rurais, indígenas e quilombolas, entre outras situações. Sobre as questões de gênero e diversidade sexual, o deputado afirmou que a comissão de educação procurou avançar no texto buscando o consenso onde fosse possível.

Para Lemos, há falta de compreensão sobre o a importância e o significado do Plano Estadual e dos Planos Municipais de Educação. Há pessoas que são desinformadas e combatem questões de maneira cega, sem ao mesmo ler o plano. Há casos de municípios em que vereadores queriam suprimir o termo “gênero” até quando se tratava de gênero textual ou literário. “Um debate sobre educação não pode ser tão rasteiro”, completou.

O líder do governo na Assembleia, deputa