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Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente eleito pelo voto direto após a ditadura, caiu mais uma vez. Agora, nas garras afiadas do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta sexta-feira (25), os 11 ministros da Corte máxima analisam se mantêm a ordem de prisão decretada por Alexandre de Moraes, que mandou Collor direto para a cadeia em Maceió, sem escalas.
O julgamento é virtual, começou às 11h e termina às 23h59. Mas até lá, a ordem de Moraes já está valendo – ou seja, Collor já sente na pele o peso da Justiça.
Bastidores de uma queda anunciada
Condenado em 2023 a 8 anos e 10 meses por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente foi atingido por um esquema robusto de propinas envolvendo a BR Distribuidora.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Collor teria embolsado cerca de R$ 26 milhões entre 2010 e 2014. Deletores como Alberto Youssef e Ricardo Pessoa colocaram o nome de Collor na boca do povo – e da Justiça.
Até uma cena digna de “Velocidade Máxima”: Ferrari, Lamborghini e Porsche foram encontrados pela Polícia Federal nas propriedades do ex-presidente.
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O que está em jogo para Collor e para o STF
O STF não está apenas decidindo sobre Collor. Está reafirmando que condenados – mesmo os medalhões – não passarão impunes.
Note, caro leitor, que essa condenação não tinha conexão com a Lava Jato Curitiba — cujas sentenças foram anuladas. A ação contra Collor começou diretamente no STF.
Alexandre de Moraes, fiel à sua fama de linha-dura, rejeitou os últimos recursos apresentados pela defesa, tachando-os de “protelatórios”.
Enquanto isso, os advogados de Collor, às pressas, divulgaram nota dizendo que receberam a decisão com “surpresa” e “preocupação”. É, meus caros, o jogo virou.
De caçador de marajás a caçado
Em 1992, Collor renunciou à presidência para fugir do impeachment por corrupção.
Três décadas depois, o destino bate à porta: ele não apenas é condenado, como é preso.
O que parecia ser um “personagem reabilitado” da política brasileira termina, novamente, no escândalo.
O que esperar para o futuro de Collor?
Mesmo que algum ministro do STF peça vista e atrase o julgamento, o ex-presidente deverá enfrentar a prisão e possível cumprimento de pena em regime semiaberto.
Política? Esqueça. Collor deve virar um ânodo do passado político, um lembrete vivo de que a história é implacável.
Sobre a prisão de Fernando Collor
Por que Collor foi condenado pelo STF?
Collor foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em esquema envolvendo a BR Distribuidora e a Petrobras.
Quem mandou prender Collor?
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão imediata após rejeitar últimos recursos da defesa.
O julgamento do STF pode ser adiado?
Sim. Caso algum ministro peça vista, o julgamento será suspenso e retomado posteriormente.
Collor ainda pode recorrer?
As chances são mínimas. Moraes considerou os últimos recursos protelatórios e esgotados.
Collor poderá cumprir pena em liberdade?
Inicialmente, não. A decisão é pelo cumprimento imediato da pena em regime fechado.
Uma queda que ecoa na história
Collor, que em outros tempos prometia caçar marajás, agora é ele mesmo o caçado.
A decisão do STF não é apenas um capítulo a mais na biografia de Collor, mas também um recado claro: a justiça tarda, mas quando chega, não pede licença.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




