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Quaest promove Super Terça com pesquisas em SP, MG, RJ, DF e PE

Instituo mostra Pernambuco empatado a cinco dias da eleição

João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) aparecem com 42% cada na pesquisa Quaest para o governo de Pernambuco divulgada nesta terça-feira, 29 de setembro. A rodada, encomendada pela Globo, ouviu eleitores entre 25 e 28 de setembro e também apresenta vantagens de Tarcísio de Freitas em São Paulo, Cleitinho em Minas Gerais, Eduardo Paes no Rio de Janeiro e Celina Leão no Distrito Federal.

As amostras variam de 1.104 a 1.800 entrevistados, com 95% de confiança. A margem de erro é de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nas demais localidades. Os resultados são de pesquisas estimuladas, nas quais os entrevistados recebem uma lista de candidatos.

Pernambuco reúne dois resultados que ajudam a compreender os limites da influência presidencial sobre a disputa estadual: Lula (PT) tem 58% das intenções de voto para presidente, contra 20% de Flávio Bolsonaro (PL), enquanto João Campos empata com Raquel Lyra na eleição para governador.

O levantamento não permite concluir que a preferência por Lula se transfira integralmente ao candidato do PSB. Mesmo com a vantagem presidencial do petista, os dois principais concorrentes ao governo pernambucano chegam numericamente empatados à reta final.

LocalidadePrincipais resultados para governo
São PauloTarcísio de Freitas (Republicanos), 44%; Fernando Haddad (PT), 24%
Minas GeraisCleitinho Azevedo (Republicanos), 37%; Patrus Ananias (PT), 18%; Alexandre Kalil (PDT), 9%
Rio de JaneiroEduardo Paes (PSD), 34%; Douglas Ruas (PL), 25%; Garotinho (Republicanos), 9%
PernambucoJoão Campos (PSB), 42%; Raquel Lyra (PSD), 42%
Distrito FederalCelina Leão (PP), 39%; Leandro Grass (PT), 23%; Paula Belmonte (PSDB), 9%

No Distrito Federal, os números destacados correspondem ao cenário sem Arruda (PSD), Elisson (Agir) e Rico Pinheiro (PRTB). No Rio de Janeiro, a tabela apresenta o cenário com Garotinho; sem ele, Paes registra 35%, contra 26% de Ruas.

Em Pernambuco, o empate também aparece na simulação de segundo turno: João Campos e Raquel Lyra têm 44% cada. Na rodada de 23 de setembro, eram 41% e 43%, respectivamente.

Na comparação entre os primeiros turnos, João Campos passou de 39% para 42%, enquanto Raquel Lyra foi de 41% para 42%. As variações individuais estão dentro da margem de erro de três pontos e não autorizam anunciar uma virada consolidada.

Em São Paulo, Tarcísio manteve os 44% da rodada anterior. Haddad passou de 27% para 24%. Minas também conserva o primeiro colocado: Cleitinho permaneceu com 37%, enquanto Patrus oscilou de 16% para 18%.

No Rio, Paes passou de 36% para 34%, e Ruas, de 23% para 25%. A distância numérica caiu de 13 para nove pontos, mas as duas oscilações individuais ocorreram dentro da margem de erro.

Esses percentuais são de votos totais. Não devem ser apresentados como resultados de votos válidos nem como garantia de vitória em primeiro turno.

A corrida presidencial mostra diferenças entre as cinco localidades. Lula tem ampla vantagem em Pernambuco e aparece numericamente à frente em Minas Gerais, onde permanece em empate técnico com Flávio Bolsonaro.

LocalidadeLula (PT)Flávio Bolsonaro (PL)Leitura pela margem de erro
Pernambuco58%20%Vantagem de Lula
Minas Gerais35%31%Empate técnico
São Paulo30%36%Vantagem de Flávio Bolsonaro
Rio de Janeiro31%38%Vantagem de Flávio Bolsonaro
Distrito Federal32%38%Empate técnico no limite da margem

No Distrito Federal, a diferença de seis pontos coincide com o limite de sobreposição dos intervalos da pesquisa, cuja margem é de três pontos para cada candidato. Por isso, os 38% de Flávio Bolsonaro contra 32% de Lula representam vantagem numérica em situação de empate técnico.

Os levantamentos estaduais não podem ser somados ou tratados como uma pesquisa nacional. Cada amostra descreve o eleitorado da respectiva localidade.

Para o Senado, a disputa exige outro cuidado: cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes. A Quaest combina as menções às duas vagas numa distribuição que soma 100%, incluindo indecisos, brancos e nulos. Esses percentuais não são diretamente equivalentes aos de institutos que apresentam a soma das duas escolhas numa escala de até 200%.

LocalidadePrincipais resultados para o Senado
Minas GeraisDomingos Sávio (PL), 14%; Marília Campos (PT), 13%; Carlos Viana (PSD) e Aécio Neves (PSDB), 12% cada
Rio de JaneiroBenedita da Silva (PT), Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL), 15% cada; Marcelo Crivella (Republicanos) e Pedro Paulo (PSD), 7% cada; Monica Benicio (PSOL), 6%
PernambucoMarília Arraes (PDT), 19%; Humberto Costa (PT), 17%; Mendonça Filho (PL), 10%; Eduardo da Fonte (PP), 7%
Distrito FederalMichelle Bolsonaro (PL), 26%; Leila do Vôlei (PDT), 20%; Bia Kicis (PL), 18%; Erika Kokay (PT), 16%
São PauloGuilherme Derrite (PP), 18%; Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), 15% cada; André do Prado (PL), 12%

Minas apresenta quatro candidatos separados por apenas dois pontos. No Rio, três nomes dividem numericamente a primeira posição. Em São Paulo, a distância de três pontos entre Derrite e as duas candidatas seguintes também está dentro dos intervalos da margem de erro.

A rodada registra disputas ao Senado que permanecem abertas. A posição numérica em uma pesquisa não assegura nenhuma das duas cadeiras.

Os levantamentos foram encomendados pela Globo, com entrevistas entre 25 e 28 de setembro, eleitores de 16 anos ou mais e confiança de 95%. As reportagens do g1 informam os seguintes registros na Justiça Eleitoral:

LocalidadeEntrevistadosMargemRegistro estadual
São Paulo1.800±2 pontosSP-01590/2026
Minas Gerais1.506±3 pontosMG-02019/2026
Rio de Janeiro1.302±3 pontosRJ-04419/2026
Pernambuco1.302±3 pontosPE-00324/2026
Distrito Federal1.104±3 pontosDF-02515/2026

Acompanhe no Blog do Esmael a cobertura das pesquisas, dos debates e da votação de 4 de outubro.

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