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Pesquisa Datafolha mostra cenário estável com Nunes e Boulos na liderança em São Paulo

Prefeito Ricardo Nunes lidera com 48% contra 38% do deputado Guilherme Boulos no segundo turno, diz o levantametno do instituto

A mais recente pesquisa do Datafolha sobre a corrida eleitoral para a prefeitura de São Paulo revela um cenário de estabilidade, com Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) liderando a disputa. O levantamento aponta Nunes com 24% das intenções de voto, seguido de perto por Boulos, com 23%. Este artigo detalha os principais pontos da pesquisa e o impacto no cenário político.

Ricardo Nunes e Guilherme Boulos mantêm a liderança na disputa, ambos apresentando uma ligeira oscilação em relação à pesquisa anterior. Nunes, atual prefeito, e Boulos, deputado federal, mostram uma competição acirrada, refletindo a polarização do eleitorado paulistano.

O segundo pelotão é composto por candidatos que se encontram tecnicamente empatados dentro da margem de erro de três pontos percentuais. José Luiz Datena (PSDB) registra 11%, seguido de Pablo Marçal (PRTB) com 10%, Tabata Amaral (PSB) com 7% e Marina Helena (Novo) com 5%. Na sequência, aparecem Kim Kataguiri (União Brasil) com 3%, e os candidatos João Pimenta (PCO), Fernando Fantauzzi (DC) e Altino (PSTU), cada um com 1%.

A pesquisa divulgada nesta sexta-feria (5/7) aponta variações dentro da margem de erro para alguns candidatos. Datena e Marçal oscilaram três pontos para cima, enquanto Tabata Amaral e Kim Kataguiri tiveram uma queda de um ponto cada. Marina Helena subiu um ponto.

Na pesquisa espontânea, onde os eleitores indicam suas preferências sem ter os nomes dos candidatos apresentados, Boulos lidera com 14%, seguido por Nunes com 8%. A pesquisa também indica que 55% dos eleitores ainda não decidiram em quem votar.

O mês de julho marca o início das convenções partidárias, que serão realizadas até o dia 5 de agosto, para a definição oficial dos candidatos. A situação de José Luiz Datena e Kim Kataguiri é considerada incerta. Datena, conhecido por suas desistências de última hora, e Kataguiri, cujo partido tende a apoiar Nunes, ainda são incógnitas na corrida eleitoral.

Em um cenário sem Datena e Kataguiri, Nunes lidera com 26%, seguido de Boulos com 25%. Pablo Marçal sobe para 12%, Tabata Amaral para 9%, e Marina Helena para 7%. Sem Datena, Nunes, Boulos, Marina e Marçal recebem a maior parte dos votos do apresentador.

A aliança de Nunes com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é um fator significativo. O apoio do PL, com a indicação do coronel Ricardo Mello Araújo como vice de Nunes, visa captar votos do eleitorado bolsonarista. Este grupo representa 43% daqueles que votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022.

Por outro lado, Guilherme Boulos conta com o apoio do presidente Lula (PT), atraindo 44% dos votos dos eleitores do atual presidente. A vice de Boulos será a ex-prefeita Marta Suplicy, uma estratégia para consolidar o apoio petista.

Boulos enfrenta dificuldades para conquistar eleitores de baixa renda e menos escolarizados. Seu apoio é mais forte entre eleitores com ensino superior e maior renda. Nunes, por sua vez, possui um eleitorado mais homogêneo, mas com menor desempenho entre jovens.

Marina Helena, do Novo, enfrenta o desafio de ser confundida com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o que poderá ser esclarecido durante a campanha televisiva.

O Datafolha revelou um cenário decisivo para o segundo turno da eleição municipal em São Paulo, destacando o atual prefeito Ricardo Nunes como o favorito. Com 48% das intenções de voto, Nunes supera o deputado Guilherme Boulos, que registra 38%.

Rejeição dos pré-candidatos em SP

A rejeição a Boulos reflete a estabilidade observada desde a última pesquisa realizada no fim de maio. A maior dificuldade de sua campanha é superar a imagem de radical, associada aos seus 20 anos de militância em favor dos sem-teto. Para contornar essa percepção, seus estrategistas têm buscado suavizar sua imagem, inclusive adotando um vestuário mais formal e escolhendo a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) como vice, representando a elite centrista paulistana.

Apesar desses esforços, até mesmo seus aliados reconhecem o enorme desafio de superar essa barreira de rejeição. Desde 1985, apenas Paulo Maluf (1993-96) e seu então aliado Celso Pitta (1997-2000) conseguiram ser eleitos em São Paulo enfrentando níveis semelhantes de rejeição.

A rejeição ao coach Pablo Marçal (PRTB) também aumentou, passando de 25% para 29%. Marçal continua relativamente desconhecido, com 57% dos eleitores afirmando saber quem ele é. José Luiz Datena (PSDB) possui 22% de rejeição, um número estável, e é o candidato mais reconhecido, com 90% de reconhecimento, devido à sua longa carreira como apresentador de TV.

Entre os outros candidatos principais, Kim Kataguiri (União Brasil) tem 22% de rejeição e é conhecido por 33% dos eleitores. Tabata Amaral (PSB) tem uma baixa rejeição de 16%, mas é conhecida por apenas 56% dos entrevistados. Marina Helena (Novo) é a menos conhecida, com 39% de reconhecimento e 12% de rejeição.

A pesquisa Datafolha revela um cenário eleitoral dinâmico e competitivo em São Paulo, com Nunes e Boulos na liderança. As convenções partidárias e estratégias de campanha serão cruciais para definir o rumo da disputa pela prefeitura da maior cidade do Brasil.

Este detalhamento da pesquisa proporciona uma visão clara do cenário eleitoral atual em São Paulo, com foco nas intenções de voto e na dinâmica das campanhas.

A pesquisa Datafolha ouviu 1.092 eleitores da capital paulista, com uma margem de erro de três pontos percentuais. Este levantamento foi encomendado pela Folha de S.Paulo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-001178/2024.

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