PCO anuncia nome antes que Ratinho Jr. ao governo do Paraná

O Partido da Causa Operária (PCO) saiu na frente e já cravou Adriano Teixeira como pré-candidato ao governo do Paraná, enquanto o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), ainda não oficializou o nome do grupo governista para 2026, apesar de o meio político tratar Guto Silva como o favorito de bastidor.

A pré-lista do PCO foi aprovada na 38ª Conferência Nacional do partido, em São Paulo, e inclui também a volta de Rui Costa Pimenta à disputa presidencial, pela primeira vez desde 2014, segundo a própria legenda.

No Paraná, o escolhido é Adriano Teixeira, de Paranavaí, mecânico funileiro e formado em História pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar). O PCO o apresenta como integrante do Coletivo de Negros João Cândido e lembra que ele já concorreu ao Palácio Iguaçu em 2022.

Já no campo governista, o curioso é o contraste entre o barulho e o carimbo. Guto Silva, secretário das Cidades e quadro do PSD, já admitiu publicamente a intenção de disputar o governo com o apoio de Ratinho Jr., mas o governador segue sem dar a “assinatura” formal de sucessão.

É aí que entra a ironia paranaense, a política anda com pressa quando convém, e com freio de mão quando pode gerar ciúme interno.

Nos bastidores da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), a indefinição funciona como anestesia temporária para um racha que ronda o governismo. Até os mármores da Casa que Alexandre Curi e o tri-prefeito Rafael Greca se recusam a esperar por “unção” tardia. Eles temem receber “extrema-unção” do Palácio Iguaçu, após 5 de abril.

O PCO, por outro lado, parece ter escolhido a estratégia do anúncio sem cerimônia, e sem medo de desagradar. A legenda trata seus nomes como pré-candidaturas, que ainda precisam ser confirmadas nas convenções partidárias, previstas na janela legal de 20 de julho a 5 de agosto de 2026, e só depois disso a propaganda eleitoral fica liberada a partir de 16 de agosto de 2026.

Em resumo, o PCO joga com a clareza, mesmo minoritária, e o PSD joga com a ambiguidade, mesmo majoritária. No meio, quem paga o preço é o eleitor, que quer saber quem responde pelo projeto do Estado, e não apenas quem frequenta mais inauguração.

Portanto, se até as capivaras do Parque Barigui já farejam um nome, falta o básico da política adulta, assumir o que se pretende e encarar as consequências.

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