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Pai de sócio de Moro manda prender Tacla Duran, enquanto Alberto Youssef muda de lado

A Lava Jato continua a dar dor de cabeça no ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR). Além do doleiro Alberto Youssef, que, segundo boas fontes do Blog do Esmael, mudou de lado, isto é, agora ele surfa na onda antilavajatista, o desembargador que mandou prender o advogado Rodrigo Tacla Duran é pai do sócio de Moro em um escritório de advocacia.

Essa história do desembargador é contada nesta quinta-feira (13/4) pela coluna de Lauro Jardim, no Globo.

Segundo o jornalão carioca, a nova ordem de prisão do advogado Rodrigo Tacla Duran, desafeto de Sergio Moro e Deltan Dallagnol, hoje, tem origem em um conflito de interesses.

A ordem de prisão foi emitida pelo desembargador Marcelo Malucelli, recém-nomeado ao TRF4 e pai do advogado João Eduardo Malucelli, sócio do escritório de advocacia de Moro na Lava Jato – registra a publicação dos Marinho.

De acordo com a assessoria de Moro, ele e sua esposa estão afastados das atividades do escritório desde fevereiro, quando assumiram seus mandatos parlamentares.

Tacla Duran acusou, em uma audiência em março, pessoas próximas a Moro de tentar extorqui-lo enquanto era réu na Lava Jato.

No entanto, por decisão do recém-aposentado ministro Ricardo Lewandowski, o caso deveria ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), orientação que foi desconsiderada pelo pai de Malucelli ao restabelecer a prisão de Tacla Duran na tarde desta quinta.

A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), reverberou essa decisão do desembargador do TRF4, que contraria ordem do Supremo.

“Mesmo desmoralizada, República de Curitiba ainda está a todo vapor. Desembargador do TRF4 contrariou STF e deu ordem de prisão a Tacla Duran, que denunciou chantagem na Lava Jato”, disse a dirigente petista.

Gleisi reforça que o filho de Marcelo Malucelli, juiz do TRF4, é sócio do ex-juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba.

“Estranho que até a Interpol lançou dúvidas sobre julgamento justo de Tacla e o retirou da lista de procurados. Do que essa turma tem medo?”, questionou Gleisi.

O advogado Luiz Carlos Rocha, o Rochinha, que atuou na defesa de Lula, contra a Lava Jato, foi lacônico ao comentar a ilegal ordem de prisão contra Tacla Duran: “Deram um tiro da têmpora.”

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