O presidente cessante Jair Bolsonaro (PL), entre uma motociata e outra, disse esta semana que seu plano é depender da gasolina importada para conter aumentos nos preços dos combustíveis.
O presidente da República citou a Rússia e do mundo do Golfo Pérsico como possíveis fornecedores de petróleo aos brasileiros.
Ele alegou que a gasolina brasileira é uma das mais baratas do mundo e que o preço só não é menor ainda porque parte dessa gasolina e o óleo diesel são importados.
Sob Bolsonaro, a petrolífera patinou no refino porque – pasme! – seu governo privatizou as refinarias. Agora, o petróleo bruto sai das plataformas da companhia brasileira, em navios, para refino sobretudo nos Estados Unidos.
Ou seja, o inquilino do Palácio do Planalto vai conspirar contra os interesses nacionais e da Petrobras para supostamente baixar os preços nas bombas para os consumidores.
A Petrobras é autossuficiente na produção de petróleo, no entanto, ela pratica uma política de paridade internacional, a dolarização, que leva em consideração a cotação internacional do commoddity e a variação cambial da moeda americana.
Bastaria a Bolsonaro revogar a lei que autoriza essa indexação ao mercado internacional, porém o governo é tão fraco que se submete aos acionistas minoritários da estatal petrolífera.
A dependência é o pior caminho a escolher, Jair.
Nunca é demais lembrar ao distinto público que a redução do ICMS na gasolina termina depois das eleições, no dia 31 de dezembro, quando os preços tendem a explodir novamente.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




