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Morte de Juliana no vulcão: autópsia confirma causas

A morte da brasileira Juliana Marins, no Monte Rinjani, na Indonésia, voltou a gerar indignação após o laudo oficial da autópsia confirmar que a publicitária sofreu ferimentos gravíssimos logo após a queda, o que acabou levando à sua morte em poucos minutos.

O especialista forense Ida Bagus Alit detalhou que Juliana sofreu múltiplas fraturas no tórax, coluna, ombro e coxa, além de danos internos e hemorragia. “A principal causa da morte foram os ferimentos na caixa torácica e nas costas”, explicou à imprensa.

O corpo da jovem, resgatado dias após o acidente, passou por autópsia em Bali, para onde foi levado por falta de peritos na província onde fica o vulcão. A perícia estima que Juliana morreu em cerca de 20 minutos após sofrer os traumas, entre 1h e 13h do dia 25 de junho, no horário local — uma informação que contradiz a versão oficial da agência de resgate da Indonésia (Basarnas), que afirmou que Juliana foi encontrada já sem vida na noite do dia 24.

Acidente e críticas ao resgate

Juliana caiu de um barranco de aproximadamente 200 metros de profundidade, por volta das 6h30 do sábado (21/06), enquanto percorria uma trilha no Monte Rinjani, um dos destinos mais procurados por turistas aventureiros no país asiático.

A operação de resgate demorou dias para localizar a brasileira, o que gerou forte repercussão e críticas no Brasil e na Indonésia. Familiares e internautas acusam as autoridades indonésias de negligência, argumentando que, caso o resgate tivesse sido mais rápido, Juliana poderia ter sobrevivido.

“Ela sofreu negligência grave. Se o resgate tivesse ocorrido dentro das sete horas estimadas, Juliana estaria viva”, afirma o perfil @resgatejulianamarins, que representa a família nas redes sociais.

Indonésia se defende e promete revisão

O chefe do Parque Nacional do Monte Rinjani, Yarman Wasur, negou falhas no resgate. Segundo ele, o terreno acidentado, o clima extremo e a dificuldade de localização após a queda foram os principais obstáculos. “O Rinjani é um local extremo, com topografia difícil e mudanças constantes no clima”, justificou.

Yarman afirmou que, mesmo antes do acidente, medidas de segurança já haviam sido adotadas no parque, como cordas e escadas em pontos críticos, além de câmeras de vigilância e postos de emergência.

Apesar das justificativas, o caso expôs a fragilidade do sistema de segurança em trilhas perigosas do país. Especialistas locais apontaram a necessidade de reforçar o acesso seguro, a fiscalização e o preparo dos escaladores, especialmente os iniciantes, que muitas vezes subestimam os riscos.

Negligência ou tragédia inevitável?

Enquanto as autoridades tentam se blindar das críticas, o caso Juliana Marins revela um cenário preocupante sobre o turismo de aventura em locais de alto risco, como o Monte Rinjani. A falta de infraestrutura, a complexidade do resgate e a exposição dos turistas a situações extremas têm se repetido na região.

Juliana, natural de Niterói, no Rio de Janeiro, tinha 26 anos e estava em viagem de turismo pela Indonésia. O governo brasileiro e a Prefeitura de Niterói assumiram os custos do traslado do corpo para o Brasil.

A família promete buscar justiça. “Juliana merecia mais. Não vamos descansar enquanto os responsáveis não forem responsabilizados”, declarou um familiar nas redes sociais.

Lula muda regra de translado após morte de Juliana

A tragédia que vitimou a brasileira Juliana Marins na Indonésia levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a alterar, nesta sexta-feira (27), o decreto que impedia o governo federal de arcar com os custos do translado de corpos de brasileiros mortos no exterior.

A mudança foi publicada no Diário Oficial da União e autoriza o Ministério das Relações Exteriores a assumir as despesas em casos excepcionais, como:

  • Quando a família comprovar incapacidade financeira;
  • Na ausência de seguro ou contrato de trabalho que cubra o traslado;
  • Em situações que gerem comoção pública;
  • Desde que haja disponibilidade orçamentária.

O ministro das Relações Exteriores será o responsável pela análise dos casos e pela execução do procedimento.

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A decisão ocorre em meio à comoção provocada pela morte de Juliana, de 26 anos, que caiu em um penhasco no Monte Rinjani, segundo maior vulcão da Indonésia, durante uma trilha no dia 21 de junho. Após quatro dias de buscas, o corpo da brasileira foi localizado e resgatado, mas a operação foi duramente criticada pela família e por internautas brasileiros pela lentidão e pela suposta negligência das autoridades locais.

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